A imagem de Ema fazendo aquele juramento momentos antes não saía de sua cabeça.
Havia um brilho nos olhos dela, mas não era o brilho de uma promessa, eram lágrimas.
Durante todo aquele ano, ele nunca a tinha visto chorar.
E agora, por que ela chorava?
De certa forma, parecia que ela realmente queria se livrar dele o quanto antes.
Se ele não tivesse proposto o divórcio, será que ela teria tomado a iniciativa?
Alípio suspirou profundamente, olhando pela janela panorâmica, com os pensamentos vindo em ondas.
***
Duas da tarde.
Um Bentley reluzente estacionou no pátio do Cartório.
Sapatos de couro polido saíram do carro e tocaram o chão.
No instante seguinte, um homem alto e robusto estava de pé ao lado do veículo.
Seus olhos frios varreram a placa ofuscante acima da escadaria e observaram as pessoas entrando e saindo.
Nenhum sinal de Ema.
Marcos seguiu o olhar dele, procurou também e, entregando os óculos escuros a Alípio, relatou:
— Ainda não deu a hora. A Sra. Pacheco pode estar a caminho ou talvez já esteja esperando no saguão. O sol está forte aqui fora, Sr. Salazar, é melhor esperar lá dentro.
Alípio colocou os óculos e, enquanto caminhava para a entrada principal, disse com desagrado:
— Faltam três minutos para as duas. É bom que ela não esteja tramando nada.
Marcos hesitou, mas respondeu com cuidado:
— Não vai, ela com certeza virá.
Alípio parou e encarou Marcos:
— Por que você tem tanta certeza? Você a conhece? Não viu o show que ela e a mãe deram hoje na empresa?
Marcos abaixou ligeiramente a cabeça e respondeu de imediato:
— Sr. Salazar, a Sra. Pacheco não é esse tipo de pessoa. Durante este ano, ela foi extremamente gentil com todos nós. E os empregados do Solar do Vale, todos gostam muito dela.
Alípio franziu o cenho e disse friamente:
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