— Givaldo, se quisermos rescindir esse contrato, qual seria o custo aproximado?
Givaldo franziu a testa e respondeu:
— Você leu a cláusula de penalidade por quebra de contrato agora pouco?
Ema assentiu, com uma expressão de impotência.
Os dedos de Givaldo tamborilaram levemente sobre a mesa, pensativo.
Ele não sabia por que Ema estava perguntando aquilo, mas momentos depois, ele analisou a situação seriamente para ela:
— Este contrato foi redigido de forma extremamente profissional. Não encontrei uma única brecha. Ou melhor, para o lado da contratante, não há falha alguma. Se nós formos os primeiros a quebrar o acordo, não ganharemos nem se levarmos isso pra Justiça. Então, calculando com base na cláusula de indenização, este estúdio, todo o dinheiro que ganhamos nos últimos anos, e nossos bens fixos, como as casas... talvez isso tudo seja suficiente apenas para pagar a multa rescisória.
Ema estava consumida pela ansiedade. Ela pegou uma xícara instintivamente e começou a esfregá-la entre as mãos:
— Nós perderíamos tanto assim?
Givaldo suspirou:
— Eu já tinha pesquisado um pouco sobre o Grupo Salazar no passado. Aquele Alípio, quando se interessa por um projeto e quer fechar negócio, oferece benefícios excelentes para a contratada, geralmente muito acima da média do mercado. Apenas que...
Givaldo fez uma pausa, observou a expressão de Ema ainda abatida, e continuou:
— Apenas que ele é um homem implacável e decidido em seus negócios. Se alguém o irritar, ele destrói a pessoa sem piedade. Por isso, os contratos dele costumam ser pesados demais pra quem assina.
— E por que eu assinei? Porque os requisitos de trabalho exigidos são tarefas que podemos realizar com facilidade. Desde que sigamos as regras e entreguemos um bom resultado, o lucro superará o de muitos outros projetos.

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