Entrar Via

Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 378

A sala da audiência era mais simples do que o peso emocional da situação fazia parecer.

Mesa central.

Computador.

Cadeiras alinhadas.

Pouca decoração.

Luz branca demais.

Nada ali estava preparado para acolher dor, medo ou história. Só para registrar, decidir e prosseguir.

Ema sentou-se ao lado de Helena. Givaldo ficou um pouco mais atrás, na condição processual que haviam combinado.

Do outro lado, Alípio se sentou com seus advogados.

Ele não olhava ao redor.

O olhar permanecia fixo, baixo, controlado.

Mas Ema sentia sua presença como se ocupasse muito mais espaço do que o físico.

A juíza entrou poucos minutos depois. Houve as formalidades de praxe, a identificação das partes e a breve contextualização do objeto do processo.

A magistrada folheou algumas páginas e disse, em tom neutro:

— Estamos diante de uma situação delicada envolvendo reconhecimento de paternidade, convivência e preservação de estabilidade de três menores. Quero deixar claro desde o início que o foco desta audiência não é punir o passado afetivo dos adultos, e sim proteger o presente e o futuro das crianças.

A frase ajudou Ema a respirar melhor.

Era, ao menos, um bom começo.

A juíza então concedeu a palavra ao advogado de Alípio.

O homem falou com eloquência controlada, sustentando exatamente a narrativa que Helena previra:

um pai que tomou conhecimento definitivo da paternidade apenas tardiamente,

que deseja exercer o direito e o dever de vínculo,

que não quer ruptura traumática, mas aproximação responsável,

que lamenta a ausência de quatro anos e busca corrigir, o quanto possível, esse vazio.

Enquanto ouvia, Ema sentia a raiva subindo como água quente.

Não porque a construção fosse tecnicamente ruim.

Mas porque era insuportavelmente hábil.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos