Entrar Via

Acusada de Traição, Volto com Três Filhos romance Capítulo 383

No dia seguinte, Givaldo recebeu a equipe técnica no estúdio.

Ema não participou dessa parte, mas ele foi até a casa dela à noite para contar como tinha sido.

Sentaram-se na varanda, enquanto as crianças já dormiam e a casa se encontrava em silêncio.

— Eles fizeram perguntas bem objetivas sobre o meu papel — disse Givaldo. — Como entrei na rotina das crianças, qual a natureza do meu vínculo com elas, como construímos isso ao longo do tempo e se houve intenção de esconder o pai biológico por manipulação.

Ema ergueu os olhos imediatamente.

— E o que você respondeu a essa última?

Givaldo apoiou os antebraços nos joelhos.

— Que houve proteção. Não manipulação. E que, se alguém entende a diferença entre uma narrativa construída por conveniência e uma rotina construída por necessidade, esse alguém deveria ser justamente uma equipe técnica.

Ela sustentou o olhar dele por alguns segundos.

— Foi uma boa resposta.

— Foi a resposta verdadeira.

A frase a fez desviar o olhar para a escuridão do jardim.

Havia algo profundamente estranho em como, diante de todo aquele caos, a honestidade mais simples vinha ganhando peso.

Não a honestidade de confissão emocional.

Mas a de nomear as coisas pelo que eram.

Proteção.

Necessidade.

Vínculo.

Ausência.

Violência.

Sem enfeite.

Sem romantização.

...

No meio daquela conversa, o celular de Ema vibrou.

Ela olhou a tela.

Mensagem de Helena.

“O advogado dele peticionou pedindo celeridade na avaliação técnica. Está pressionando por cronograma de convivência.”

Ema fechou os olhos por um segundo.

— Ele já voltou a forçar.

Givaldo entendeu pela mudança no rosto dela.

— O que foi?

Ela mostrou a mensagem.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Acusada de Traição, Volto com Três Filhos