Naquela noite no Solar do Vale, depois que o policial levou Fátima, o que Helena estava implorando de joelhos a Alípio?
O que ela pedia, ele sabia melhor do que ninguém.
E agora, armando esse cenário... Ema já havia percebido a obediência cega de Edson para com ele.
Se Alípio não desse a palavra, Edson certamente infernizaria a vida de Fátima.
Ema conseguia ler a situação, e Fátima não era tola.
Portanto, essa coerção silenciosa forçou Fátima, já no fundo do poço, a cuspir toda a verdade do passado.
Mas qual era o objetivo dele com tudo isso? Dessa parte, Ema não tinha tanta certeza...
Por outro lado, até que ponto a suposta verdade de Fátima era realmente verdadeira?!
Sem a presença de Helena para se defender, é claro que Fátima, que havia sido mandada para a prisão, jogaria toda a lama possível nela para sair com as mãos limpas.
Logo, Ema acreditava em apenas uma fração do que ouvia...
Sem nenhuma reação da parte dela, Alípio parecia imerso em pensamentos.
Isso deixou Fátima ainda mais nervosa.
Ela pressentia que a sua salvação dependia unicamente da atitude de Ema.
Quando estava prestes a abrir a boca novamente, Alípio perguntou:
— Ema, o que você acha disso?
Ao ouvir seu nome pronunciado com tamanha suavidade, Ema teve a nítida sensação de ver alguém escondendo uma faca por trás de um sorriso afável.
Ela lançou-lhe um olhar indiferente e respondeu com frieza:

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