Alípio não se demorou, passou rapidamente por Ema e sinalizou para que ela o seguisse.
Quando chegaram diante da porta de um quarto, o mesmo gerente de antes correu até eles e perguntou de forma prestativa:
— Sr. Salazar, como posso ajudar? Estou às suas ordens.
A mão que Alípio havia estendido para a porta parou no ar, e ele respondeu de forma indiferente:
— Traga vestidos tamanho P para cá. Quantos puder, e que não sejam muito decotados.
O gerente não se atreveu a olhar para Ema, mas havia visto que o vestido da mulher estava rasgado. Após acenar repetidamente, ele perguntou:
— Sr. Salazar, precisa que eu providencie bebidas ou algo do tipo para o senhor?
— Sim.
O gerente acenou mais uma vez e se apressou para organizar tudo.
Ema viu que Alípio estava usando a impressão digital para abrir a fechadura e começou a murmurar consigo mesma.
Aquela mansão luxuosa, ela se lembrava de quando leu a descrição, não pertencia à família Salazar.
Como ele podia ter um quarto exclusivo ali?
Não era um vestiário? Que quarto era aquele?
Quando a porta se abriu, Ema deu uma olhada lá dentro. A decoração refletia exatamente os gostos habituais dele: tons de cinza e preto, um luxo contido.
— Não íamos para o vestiário? Que quarto é este? — Ema perguntou, insatisfeita, enquanto tentava se afastar.
Alípio agarrou sua mão, puxando-a para dentro, e disse com a voz suave:
— Sente-se naquele sofá e espere. Assim que as roupas chegarem, eu vou embora.
Ao ver que ele a soltou imediatamente, Ema hesitou por um momento e não recusou.
Ela puxou a bolsa da mão dele e foi direto para o sofá.
Assim que se sentou e ouviu o som da porta se fechando, ela declarou friamente:
— Deixe a porta aberta, não quero que me olhem de lado outra vez!
Alípio franziu a testa, mas acatou o pedido dela e abriu a porta novamente.
Ao ver Alípio se aproximando, Ema se sentiu um pouco desconfortável. Só queria que as roupas chegassem logo para se trocar e ir embora.
Enquanto ela se perdia em pensamentos, Alípio já havia se sentado ao seu lado, nem muito perto, nem muito longe.
Para aliviar o constrangimento, Ema pegou o celular, abriu o aplicativo do banco e preparou o Pix, perguntando friamente:

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