— A família também pode entrar. Os demais, por favor, aguardem do lado de fora.
Ema: "..."
Pelo que ela sabia, aquele não era um hospital particular, certo?
Por que aquele médico estava agindo de forma tão bajuladora com Alípio?
Além disso, por que Alípio estava se metendo naquilo?
Mesmo que Ema devesse agradecê-lo por levar as crianças ao hospital, não havia necessidade da presença dele na consulta, havia?
Vendo Alípio já dentro da sala e o médico e a enfermeira entrando logo em seguida, Ema estava prestes a protestar, mas Samuel a segurou pelo braço e sussurrou:
— Ema... Não se importe com isso agora, apenas entre. Considerando a postura do médico, isso tem suas vantagens, ele certamente não cometerá nenhum erro com o caso da Érica. Vá, eu espero por você aqui na porta.
Ema hesitou por um segundo, mas concordou com a cabeça e entrou na sala.
Assim que ela pisou lá dentro, a enfermeira fechou a porta.
Alípio a puxou diretamente pelo braço para que ela se sentasse e a soltou imediatamente.
Ema foi pega de surpresa por aquela atitude arbitrária e ficou sem entender nada.
Como ele conseguia ser tão cara de pau? Como conseguia agir com tanta naturalidade em tudo o que fazia?
Ema lançou-lhe um olhar de soslaio antes de focar sua atenção no médico:
— Doutor, o que causou o sangramento no nariz da minha filha?
O médico perguntou:
— Isso já aconteceu antes? Ou alguma vez na mesma quantidade de hoje? Veio acompanhado de dor?
Ema respondeu com todos os detalhes:
— Desde o ano passado, aconteceu três vezes. Sem dor, mas em uma delas a gengiva também sangrou.

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