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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 244

Boca esmagada!

Kylen baixou o olhar.

O rosto de Alícia ficou branco instantaneamente. Quem seria tão cruel com a Dona Maisa?

Ela apertou as mãos que tremiam de raiva.

— Pegaram o assassino?

Uma policial respondeu:

— Sim, foi um bêbado. Ele ainda está sendo interrogado.

Na sala de interrogatório, a luz era forte e incômoda. Um homem cheirando a álcool estava sentado na cadeira, com as mãos algemadas.

— Você conhecia a vítima?

O bêbado, que já estava quase sóbrio depois de ser trazido para a delegacia, mal conseguia abrir os olhos por causa da luz e estava com o coração disparado.

Ao ouvir a pergunta severa do policial, soltou um soluço de medo.

— Não conhecia.

O policial disse com voz grave:

— Se não a conhecia, por que a matou?

— Não! — O bêbado ficou pálido de pavor. — Eu... — Ele ergueu os olhos vermelhos de ressaca e bagunçou o cabelo com as mãos algemadas. — Eu não lembro direito... Eu estava descendo e esbarrei nela sem querer. Ela caiu e me chamou de bêbado maldito. Eu já estava de mau humor porque perdi dinheiro no jogo e fui beber... foi aquela mulher cega que esbarrou em mim primeiro... Fiquei com raiva... peguei uma pedra... e eu...

— Então você a matou? — O olhar do policial era afiado.

— Não! — gritou o bêbado. — Eu não queria matar, só queria que ela calasse a boca. Quem diria que ela era tão frágil? Eu juro que não queria matar, policial, por favor, acredite em mim! Eu estava bêbado, não sabia o que estava fazendo.

Ao ouvir o depoimento, Alícia sentiu uma fúria crescer dentro de si, mas rebateu com o máximo de calma possível:

— Impossível. A Dona Maisa sempre teve um temperamento ótimo. Mesmo que esse homem a tivesse derrubado, ela no máximo diria para ter mais cuidado. Ela jamais usaria palavras ofensivas. Agora que a Dona Maisa está morta, não há testemunhas, e o depoimento é baseado apenas na palavra dele!

Hoje em dia, a sociedade está cheia de pessoas violentas. Dona Maisa sempre foi prudente com as palavras e evitava conflitos; jamais provocaria alguém assim.

Sua intuição dizia que aquele homem estava inventando desculpas para conseguir uma pena mais leve!

Ela não permitiria que a memória de Dona Maisa fosse manchada após a morte.

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