— Não queria ver a Alícia? — perguntou Sylvia, caminhando de modo um tanto irregular até se aproximar do homem e enlaçar os braços em volta do pescoço dele.
— O que você quer que eu faça por você? — perguntou o homem, repelindo bruscamente as mãos de Sylvia com um olhar sombrio e hostil.
— Nada de mais. Só o fato de você não ser tão frio comigo já me deixa plenamente satisfeita. — respondeu a mulher, tornando a entrelaçar as mãos no pescoço dele.
...
Naquele dia, ocorria uma meia maratona no parque ecológico, e Alícia era a jornalista escalada para cobrir o evento. Antes mesmo que o carro se aproximasse do local, observar de longe os homens e mulheres que participariam da corrida já lhe enchia de uma vibrante energia vital.
Durante a prova, Alícia bebia uma garrafa de água. Não muito distante, havia um idoso recolhendo garrafas vazias. Ela tomou o terço de água que restava, caminhou até ele e entregou-lhe a garrafa vazia.
— Muito obrigado. — agradeceu o idoso.
Alícia sorriu gentilmente e balançou a cabeça.
De repente, um calafrio inexplicável percorreu-lhe o corpo, um pressentimento obscuro de que algo estava para acontecer.
— Meu Deus! O Kylen está sendo investigado criminalmente! — exclamou alguém ao lado, exatamente naquele momento.
— O que foi? O que aconteceu?
Algumas pessoas aglomeraram-se para ler as notícias nos celulares.
— Estão dizendo que ele escondia drogas, e até que alguém morreu de overdose de substâncias ilícitas dentro da boate dele...
...
Cinco minutos antes.
No quarto de hospital, a enfermeira segurava a roupa de Yolanda e fechava a cortina ao redor da cama, preparando-se para ajudá-la a se trocar.
Yolanda cravava um olhar frio na silhueta da enfermeira que puxava a cortina.

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