Pensar que ele havia vivido naquele lugar por mais de um ano, desde que nasceu, suportando incontáveis tratamentos e dor física...
O choro e o desespero de agora provavelmente aconteciam com frequência no passado.
E em nenhuma dessas vezes ele teve a sua mãe por perto.
O coração dela sentiu uma pontada de dor, e ela não conseguiu evitar o choro novamente.
— Me perdoe, meu amor. A mamãe sente muito, me desculpe por não ter conseguido te proteger.
— Meu bebê, eu sou a mamãe, você sabia? Eu sou a sua mamãe — ela abaixou a cabeça, colando-a na testa de Lan, e reprimiu os soluços.
— Ma... mamãe...
De repente, a voz rouca e delicada soou em seu colo.
O som baixinho invadiu seus ouvidos de rompante, perfurando sua carne e atingindo o âmago do coração de Alícia.
— Sim, é a mamãe, é a sua mamãe. A mamãe está aqui com você, meu amor. A mamãe vai ficar do seu lado, eu estou aqui — seu olhar tremeu intensamente, e as lágrimas rolaram soltas. Ela rapidamente apertou o menino em seus braços, incapaz de conter o pranto.
Ela afrouxou um pouco o abraço, pegando a mãozinha livre de Lan e pressionando-a contra o próprio peito, perto do coração.
As lágrimas no canto dos olhos do menino já estavam quase secas. Ele olhava para Alícia com seus grandes olhos redondos, sentindo as vibrações nas palmas de suas pequenas mãos.
Um ritmo tão familiar, como se ele já o tivesse sentido há muito, muito tempo.
— Mamãe — os traços do rostinho dele relaxaram, e ele chamou suavemente.
— Sim, é a mamãe — Alícia sorriu em meio às lágrimas, assentindo apressadamente.
Mas o pequeno estava exausto. Parecia ter esgotado todas as suas forças para encará-la e chamá-la. Ao vê-la sorrir, suas mãozinhas caíram frouxas e suas pálpebras pesaram, forçando-o a piscar de sono.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Adeus, Meu Ontem!
Não tem mais capítulos???...