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Adeus, Meu Ontem! romance Capítulo 514

Nenhum membro da equipe médica se aproximou para interromper a breve despedida da família.

Com exceção de Rita Ramos, que havia chegado há poucos dias, todos os presentes acompanhavam Alan desde o seu nascimento, cultivando um profundo afeto pela criança.

Não se podia dizer que ele era a criança mais corajosa do mundo, pois existiam milhares de outras em sofrimento que sequer chegaram a viver tanto.

Contudo, Alan era um menino que eles haviam visto crescer dia após dia, e o amor que nutriam por ele rivalizava com o amor que sentiam pelos próprios filhos.

Eles testemunhavam toda a dor que o pequeno suportava e também sentiam o coração doer por ele.

Se eles, como estranhos, sentiam tanto pesar, quanto mais os próprios pais.

Antes de presenciarem o profundo amor materno de Alícia, eles mal podiam expressar em palavras a magnitude do amor paterno de Kylen. Era algo que os chocava e comovia. Eles entendiam, mais do que ninguém, o quão difícil era a jornada daquela família.

Alan pareceu compreender as palavras de Alícia. Sua pequena palma roçava suavemente o rosto dela através do traje de proteção, enquanto ele se esforçava para erguer a cabecinha, desejando desesperadamente tocar a mãe.

Alícia, reagindo prontamente, abaixou a cabeça até tocar a testa do menino, e ouviu a sua doce e inocente voz murmurar:

— Mamãe... Papai...

Ele virou o rostinho e estendeu a mãozinha.

Kylen envolveu os dedinhos finos dele na palma de sua mão grande e gentil. Olhando nos olhos da criança, sussurrou:

— O papai e a mamãe vão esperar juntos por você. E há muitas outras pessoas esperando que você se recupere e fique em paz.

Com a palma no rosto da mãe e os dedinhos envoltos na mão do pai, duas temperaturas distintas formavam um único fluxo de carinho que viajava daquela mãozinha frágil até o seu coração. Alan, compreendendo à sua própria maneira, sorria com doçura para os dois.

Alícia então revelou um objeto que já havia sido desinfetado: um Nó de artesão vermelho, selado dentro de uma embalagem plástica estéril.

Ela o exibiu para a criança e explicou:

— Este foi o seu tio que aprendeu a fazer. Ele me disse que esse tipo se chama Nó da Sorte e vai proteger o bebê para que tudo fique bem.

Narciso Simões havia sofrido horrores com a própria falta de jeito, mas finalmente conseguira confeccionar a peça. Assim que soube da iminência do tratamento, ele tomou um voo direto para o Santuário da Graça Divina. Lá, nos ares, trançou o amuleto, para depois prostrar-se perante a Capela do Divino Curador.

Contavam as histórias que a Capela do Divino Curador do Santuário da Graça Divina era a que operava os milagres mais certeiros.

Ele passara a noite inteira rezando.

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