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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 154

— Não vou achar. Henrique passou o braço pelos ombros dela, puxando-a para perto, e beijou de leve sua testa. — O amor não tem idade. Mesmo quando a gente estiver de cabelo branco, ainda vai demonstrar carinho do nosso jeito.

— Essa capinha... Eu quero usar pro resto da vida.

Carolina ergueu o celular e contemplou com carinho a imagem na parte de trás. A silhueta elegante sob os fogos de artifício era bonita demais, a ponto de apertar o coração.

— E quando você trocar de celular? — Perguntou Henrique.

— Aí eu mando fazer outra com a mesma imagem. — Carolina sorriu, com o rosto iluminado de felicidade, e ergueu os olhos para ele. — E você? Vai usar pra sempre também?

— Se eu vou usar ou não... Depende de você.

— Como assim?

— Se você me amar, eu vou usar até o dia em que me enterrarem. Vai comigo... Igual à nossa aliança. —A voz dele baixou, firme. — Mas, se você deixar de me amar... Eu não uso mais. Pra não ficar lembrando do que perdi.

Carolina abaixou o celular, inclinou-se para a frente, passou os braços pelo pescoço dele e depositou um beijo suave em seus lábios.

Ela o amaria para sempre, até envelhecer, até o fim da vida. E, se o amor dele continuasse tão sincero assim, desejaria continuar amando-o até na próxima vida.

Os olhos de Henrique se suavizaram, cheios de ternura. Ele segurou a cintura fina dela com as duas mãos.

— Carol... Vamos sair pra jantar, ver um filme, passear... Ter um encontro de verdade. Que tal?

Carolina assentiu e lançou um olhar para o relógio na parede.

Passava um pouco das três da tarde. Ainda havia bastante tempo.

Ela baixou os olhos. Sua voz saiu leve, carregada de timidez.

— Então... A gente não vai continuar?

— Continuar o quê? — Perguntou Henrique, confuso.

Na mesma hora, o rosto de Carolina esquentou. Até as orelhas ficaram vermelhas.

Que vergonha!

Por que ela sempre acabava pensando nessas coisas? Henrique nem era tão... Assim.

— Nada, não. — Ela se levantou rápido, visivelmente constrangida. — Vou pro quarto me arrumar, trocar de roupa... Depois a gente sai.

Da ponta da orelha até o pescoço, um rubor rosado se espalhou, quente e impossível de ignorar.

Aquele homem estava fazendo aquilo de propósito.

Ele sabia muito bem que ela sempre fora reservada. Que, nesse tipo de intimidade, nunca conseguia se entregar por completo.

Eles tinham morado juntos por mais de três anos. Em todas as vezes, era ele quem tomava a iniciativa. Na cama, ela ficava envergonhada, sempre se controlando para não deixar escapar nenhum som mais atrevido. Nem coragem de deixar a luz acesa ela tinha. Quando ele insistia, ou quando era de dia, fechava os olhos, tímida demais para encará-lo.

Ela já tinha até se perguntado se Henrique a achava sem graça, contida demais.

Mas, naquela época, ainda era muito jovem. Tímida. Travada.

Agora... Tinha vinte e sete anos.

Por mais reservada que fosse, já tinha vivido tudo aquilo com ele por mais de três anos.

Carolina respirou fundo.

Então ergueu os olhos, encontrando o olhar profundo e ardente de Henrique, e mordeu de leve o lábio inferior.

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