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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 260

De repente, duas mãos fortes agarraram seus braços e a puxaram de volta antes que pudesse se afastar mais, mantendo-a firme no lugar e contendo um pouco do pânico que a dominava.

Carolina estava pálida.

Baixou a cabeça por reflexo, tentando se desvencilhar, e começou a se debater para se soltar de quem a segurava.

— Carolina, o que houve?

A voz tensa de Henrique chegou até ela.

Naquele instante, o coração de Carolina, ainda tomado pelo terror, finalmente pareceu se acalmar. Ofegante, ela ergueu os olhos devagar para encará-lo.

Os olhos ainda carregavam o susto.

Henrique continuava segurando seus braços com firmeza. Havia preocupação evidente em seu olhar enquanto a examinava de cima a baixo.

— Por que você está tão pálida? Do que está com tanto medo?

Carolina virou a cabeça para trás.

Não havia ninguém.

Então voltou a olhar para Henrique e, aos poucos, foi recuperando o controle.

— Acho que tem alguém me seguindo... Já aconteceu várias vezes. Mas eu nunca consigo ver quem é.

— Não tenha medo. Eu estou aqui.

Carolina assentiu de leve, sentindo-se um pouco mais segura.

Henrique baixou os olhos para o lámen no chão. O caldo tinha vazado dentro da sacola e se espalhado pela calçada. O tom dele ficou mais pesado.

— Carolina... Você nem jantou ainda?

Só então ela percebeu.

Apressada, agachou-se para pegar a sacola.

Mas o caldo e o macarrão já tinham se espalhado ali dentro, e suas mãos acabaram sujas de sopa.

Henrique tirou um maço de lenços do bolso, se agachou e começou a limpar o líquido derramado no chão. Depois, jogou os papéis sujos na lixeira.

Em seguida, pegou a sacola das mãos dela e também a descartou.

Carolina sentiu um leve pesar.

— Ainda dava pra comer...

— Caiu no chão. Não come. — Respondeu ele, direto.

Henrique puxou outro lenço, segurou a mão dela e começou a limpar seus dedos.

O coração de Carolina vacilou por um instante.

Ela retirou a mão rapidamente.

Com Henrique ali, o medo já não parecia tão grande.

Ela abriu a porta e se sentou no banco do passageiro, afivelando o cinto.

Nesse momento, Henrique lhe estendeu uma barra de chocolate.

— Não tenho mais nada no carro pra você comer. Come isso por enquanto.

A luz amarelada e suave do interior do carro caiu sobre os dedos longos e bem desenhados dele. Por um instante, a embalagem escura do chocolate pareceu aquecer o peito de Carolina como um pequeno conforto.

— Obrigada.

Ela pegou a barra, recostou-se no banco e abriu a embalagem.

Henrique ligou o carro e saiu do condomínio, seguindo para a delegacia mais próxima.

Carolina colocou o chocolate amargo na boca. Ele derreteu quase de imediato, doce, até demais.

Mas, depois de comer, o estômago já não parecia tão vazio, e uma sensação de energia voltou ao corpo.

Na delegacia, os policiais puxaram as imagens das câmeras de segurança.

Mas, em nenhuma delas, apareceu alguém claramente a seguindo.

Também verificaram as gravações dos dias anteriores. Nem mesmo no trecho da rua que mais a assustava surgiu qualquer pessoa suspeita.

Havia apenas um registro feito durante o dia: no trajeto entre o condomínio e a estação de metrô, uma gari baixinha, de boné, caminhou perto dela por um trecho. Depois, parou diante de uma pilha de lixo e começou a varrer tudo para dentro do carrinho de coleta.

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