— Henrique já voltou ao trabalho tão rápido? — Larissa perguntou.
— A lesão na perna ainda vai levar mais de meio ano para se recuperar completamente. Mas agora ele já consegue andar sem cadeira de rodas, então voltou para a unidade. No dia a dia, desde que tome cuidado para não forçar, não bater e não caminhar demais, não atrapalha muito.
O sorriso no rosto de Larissa ficou rígido, amargo.
Seus olhos se umedeceram, mas ela continuou fingindo calma.
— Que bom.
— Lari…
Ao vê-la se segurando daquele jeito, tentando suportar e fugir ao mesmo tempo, Carolina também sentiu uma dor por ela.
Não sabia o que Larissa estava pensando.
Será que, por causa do filho e da família, ela ia fingir que não tinha visto nada? Engolir tudo calada e seguir em frente?
Por um instante, Larissa pegou o copo d’água, virou o rosto para a janela de vidro e tomou um gole da água fria.
Era como se tivesse levado muito tempo para se preparar por dentro.
Só então largou o copo.
— Carol, você tem alguma coisa para me dizer, não tem?
Carolina fechou a mão em punho.
Estava dividida. Seu coração era um completo caos.
Se falasse, a família de Tomás desmoronaria. E Leandro certamente colocaria sobre ela toda a culpa por ter destruído aquela casa e arruinado aquele casamento.
Se não falasse, estaria traindo a melhor amiga.
E também a própria consciência.
Era uma escolha cruel.
Justo quando ainda hesitava, a porta de vidro foi empurrada.
Duas figuras conhecidas entraram.
Carolina abaixou a cabeça imediatamente.
Atrás de Larissa estavam Leandro e Vitória.
Era o destino, só podia ser.
Será que nem Deus suportava mais as atitudes de Leandro e fizera os dois se encontrarem ali por pura coincidência?
Carolina fingiu que havia deixado algo cair e abaixou tanto a cabeça que quase foi parar debaixo da mesa.
Leandro e Vitória não perceberam as duas. Sentaram-se logo atrás de Larissa.
Entre as duas mesas, havia apenas os encostos das cadeiras.
Depois que os dois se sentaram, Carolina endireitou o corpo e soltou uma respiração pesada.
A voz de Leandro veio de trás:
— Vi, o que você quer comer?
Para Larissa, aquilo foi como um raio caindo sobre sua cabeça.
Leandro acabou cedendo.
— Vou tentar.
— Obrigada, Lê. Eu fui tão cega no passado… Como pude deixar passar um homem tão bom como você? — Vitória resmungou com uma voz manhosa, doce e enjoativa. — Eu sou tão grata a você…
— O que passou, passou. Não precisa mais falar disso.
Do outro lado, Larissa enxugou as lágrimas.
Segurou o copo d’água, levantou-se, virou o corpo e despejou a água fria sobre ele.
Leandro foi pego completamente desprevenido.
Ficou encharcado e constrangido. Levantou-se irritado.
— Porra…
Mas, ao se virar e ver Larissa, ficou paralisado.
O espanto tomou conta de seu rosto.
Vitória também se levantou, inquieta. Ao ver Larissa e Carolina, pareceu perdida, sem saber o que fazer.
— Lari…? — A voz de Leandro tremeu. — O que você está fazendo aqui?
Com os olhos marejados, Larissa forçou um sorriso duro.
— Ficou surpreso, né? A picanha daqui é famosa, e eu moro em Nova Capital há tanto tempo sem você nunca ter me trazido aqui. Foi minha melhor amiga que me trouxe para experimentar. Você lembra que sua ex gosta de costela no bafo… Mas nem sabe o que eu gosto de comer.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...