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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 384

André empalideceu na mesma hora. Tremendo de pavor, ajoelhou-se às pressas diante de Henrique, com a voz falhando:

— Senhor Henrique... Eu sou uma boa pessoa. Sou colega da Carolina. Foi um mal-entendido! Eu juro que foi um mal-entendido!

Os dois homens ao lado inclinaram a cabeça com respeito.

— Sim, senhor Henrique.

Depois de responderem, foram até um canto, pegaram as pás de ferro e saíram.

No instante em que a porta se fechou, André ficou tão apavorado que urinou nas calças.

Ele achava que César era assustador.

Jamais imaginou que o Henrique fosse ainda pior.

A morte estava bem diante de seus olhos. Não havia quem não tivesse medo.

E ele tinha. Muito.

Henrique deu um passo para sair. Desesperado, André avançou de joelhos, agarrou a barra da calça dele e começou a chorar de medo, implorando aos tremores:

— Senhor Henrique... Não me mata. Eu conto tudo. Foi seu pai. Seu pai mandou eu fazer isso.

Henrique chutou a mão dele para longe, deu dois passos e o encarou de cima, com uma frieza cortante.

— Meu pai, mesmo que quisesse me separar da Carolina, jamais usaria um método tão sujo. E muito menos seria burro a ponto de deixar você saber que foi ele quem mandou.

Henrique tirou o celular do bolso, abriu a câmera de vídeo e apontou para André.

— Você só tem uma chance. Me diga: quem mandou você fazer isso?

— Foi... Foi o César. Seu primo. Ele disse que estava agindo por ordem do seu pai. Foi ele quem mandou.

— Que droga você deu para Carolina?

— Não sei. Foi o César que me entregou.

— O que ele te prometeu em troca?

— Quinhentos mil em dinheiro.

Henrique salvou o vídeo, desamarrou as cordas dos pulsos dele e se levantou. Depois foi até um canto, pegou o celular de André e o jogou diante dele.

— Volte sozinho.

André ficou atônito. Esfregou os pulsos doloridos e pegou o celular depressa, sem ousar acreditar que Henrique o deixaria ir embora tão facilmente.

Henrique abriu a porta e saiu.

Do lado de fora, os dois homens fumavam num canto. Ao vê-lo, levantaram-se imediatamente, jogaram as bitucas no chão e as esmagaram com o pé.

— Senhor Henrique.

Ele temia que, se mantivesse André preso por muito tempo, a família dele chamasse a polícia. Para evitar problemas futuros, deixara Carolina, ainda inconsciente, no hospital aos cuidados de Lívia e saíra sem demora para descobrir quem estava por trás daquilo.

Não imaginava que ela fosse acordar tão rápido.

Muito menos que aquilo provocaria uma nova crise de somatização da doença antiga.

Com a expressão pesada, Henrique pisou fundo no acelerador pela avenida vazia.

No quarto do hospital.

Carolina estava deitada na cama. As lágrimas encharcavam seu rosto pálido e molhavam o travesseiro.

Ela não conseguia controlar o próprio corpo. Tremia sem parar. O coração doía em espasmos, como se estivesse sendo apertado por uma mão invisível. A pele do corpo inteiro parecia coberta de formigas. Doía em todos os lugares. Além disso, vozes começaram a surgir em sua cabeça.

A voz era de André.

Sombria, fantasmagórica, parecia sussurrar bem ao lado do seu ouvido:

— Carolina...

Lívia se jogou sobre a cama e abraçou Carolina por cima do cobertor, envolvendo-a inteira. Com carinho, acariciava de leve o braço dela, enquanto murmurava numa voz doce, cheia de dor:

— Carol, já passou. Não precisa ter medo. Também não fica triste. Meu irmão já está voltando.

— Me desculpa, Lívia...— Carolina soluçou, sem forças. Não conseguia controlar as reações dolorosas do corpo, muito menos impedir aquela onda repentina de tristeza e desespero que a engolia por dentro. — Eu sinto que vou morrer.

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