Ao ouvir o consolo da sogra, Carolina soltou um suspiro de alívio. Seu coração também se aquietou um pouco.
De repente, Vanessa ficou em silêncio.
Seu olhar pousou com intensidade no rosto de Carolina. Ela segurou aquela mão branca e delicada e a acariciou de leve. Então soltou um longo suspiro, carregado de sentimentos misturados, como se mil emoções coubessem naquele único som.
O olhar de Vanessa era tão intenso que Carolina acabou ficando sem jeito.
— Senhora Vanessa, aconteceu alguma coisa?
— Você sofreu muito todos esses anos, minha menina.
Vanessa disse aquilo com uma doçura quase dolorosa.
Aquele "minha menina" apertou o coração de Carolina. Seus olhos arderam na mesma hora.
Nem sua própria mãe, quando ainda era viva, a havia chamado com tanta intimidade.
Eram duas palavras cheias de carinho.
Cheias de amor materno.
Carolina abaixou a cabeça, tentando conter as lágrimas, e a balançou de leve, negando em silêncio que tivesse sofrido.
— Querida... — Vanessa continuou, com a voz suave. — As coisas estão melhorando. Todos nós gostamos muito de você. E, tirando o que ninguém pode mudar, até o pai do Rick gosta da pessoa que você é. Então pare de se prender ao que ficou para trás. Esta casa também é sua. Nós somos a sua família, e você sempre vai poder contar com a gente. Aconteça o que acontecer, tente respirar fundo, pensar nas coisas boas. Não deixe o que já te machucou continuar mandando em você. Coma direitinho, descanse bem. Se alguma coisa te deixar triste, fale com o Rick. Ou fale comigo. A gente resolve juntas.
Carolina escutava em silêncio.
Quanto mais ouvia, mais vontade tinha de chorar.
Embora Vanessa não mencionasse a doença dela uma única vez, cada frase era uma forma de consolo, um jeito de encorajá-la a sair, pouco a pouco, daquela sombra depressiva.
Nesta vida, que sorte ela tivera por ter encontrado Henrique.
Henrique sempre colocava os assuntos dela em primeiro lugar. Pensava nela em tudo. Carolina apenas mencionara André de passagem, e ele já mandara alguém segui-lo em segredo.
Quando souberam que ela estava doente, os familiares de Henrique também se preocuparam de verdade. Os pais dele não perderam tempo. Foram imediatamente até a casa e ficaram ali, esperando por ela.
Carolina ainda não sabia qual era a posição do pai de Henrique.
Ela reuniu coragem e perguntou:
— Posso abraçar a senhora?
Vanessa sorriu com ternura, apertou de leve os lábios e abriu os braços para recebê-la.
Carolina se aninhou naquele abraço quente e perfumado. A doçura delicada que só uma mãe parecia ter fez seus olhos se encherem de lágrimas outra vez.
Ao mesmo tempo em que era curada por Henrique, também estava sendo curada, pouco a pouco, pela mãe dele.
No escritório.
Henrique e Saulo estavam sentados um diante do outro, separados pela mesa de centro. A luz do sol batia na moldura da janela, e a brisa que entrava trazia consigo um resto abafado de verão.
Saulo disse, descontente:
— Como se os problemas familiares já não bastassem, agora ela também tem problemas de saúde. E, mesmo assim, tem que ser ela?
— Pai. — Henrique respondeu com firmeza. — Tem que ser ela.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...