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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 420

— Provavelmente tinha mais alguém ali. — Disse Enrico, calmo, firme, sem se alterar. — Mas alguns segundos de respiração captados pela perícia não bastam para inocentar seu pai no tribunal. A gente ainda precisa de provas mais sólidas.

Carolina fechou as mãos sobre o colo e mergulhou nos próprios pensamentos.

Se realmente havia outra pessoa no local do crime…

Se essa pessoa tivesse deixado Luiz desacordado e, bem naquele momento, seu pai tivesse entrado na casa, enquanto Amanda e aquelas testemunhas saíam do quarto…

Então todos teriam se encontrado de repente, no meio da sala.

Seu pai teria achado que Amanda e aqueles homens eram os assassinos e fugido em pânico.

As testemunhas, por outro lado, teriam pensado que o assassino era ele e, apavoradas, trancado a porta do quarto antes de chamar a polícia.

Mas então quem era o verdadeiro culpado?

Onde ele tinha se escondido?

Como conseguiu sumir sem deixar rastro?

Enrico estava certo. Aqueles poucos segundos de respiração isolados pela perícia não eram suficientes para servir como prova. Muito menos para limpar o nome de seu pai.

Mas, pelo menos, agora havia uma nova direção.

Naquele quarto, existira mais alguém.

Alguém desconhecido.

Quanto mais Carolina pensava, mais aflita ficava. O peito se enchia de sentimentos confusos, pesados, uma mistura de ansiedade e desânimo.

Nesse momento, Henrique estendeu a mão por cima da mesa e cobriu a dela.

Ele a segurou com firmeza.

Assim que sentiu aquele calor, Carolina teve a sensação de que o peito se acalmava um pouco. Ergueu os olhos e olhou para ele.

O olhar de Henrique era suave, e sua voz saiu baixa, quase um carinho:

— Não se preocupa. Dá mais um tempo para o Enrico. Ele entende de investigação, e o pessoal da perícia entende ainda mais desse tipo de coisa.

Um calor discreto atravessou o coração de Carolina.

Henrique era como um sol ao seu lado. Sempre que ela afundava em pensamentos escuros, em emoções pesadas demais, ele conseguia aquecê-la, iluminar o caminho à frente e segurá-la pela mão para tirá-la daquela escuridão.

O amor dele sempre tinha estado nos detalhes.

— Sim. — Murmurou Carolina.

Ela não queria preocupá-lo, então forçou um pequeno sorriso.

O garçom trouxe os pratos.

Carolina empurrou a comida para o meio da mesa.

— Ju, come um pouco também.

— Não precisa, obrigada. Depois que eu terminar meu prato, já vou estar cheia. — Respondeu Júlia, educada, empurrando a comida de volta. — Carol, você é que tem que comer mais. Grávida sente fome fácil.

Assim que aquelas palavras saíram, Enrico estreitou levemente os olhos e olhou para Henrique.

— A Carol está grávida?

Agora já não dava mais para esconder.

O sorriso no canto da boca de Henrique escapou antes que ele conseguisse conter. Ele assentiu.

— Eu queria esperar passar dos três meses, quando a gravidez estivesse mais segura, para contar à família.

Só então Júlia percebeu que tinha falado demais.

Ela cobriu a boca de repente e olhou, inquieta, para Carolina e Henrique, com medo de levar uma bronca.

Mas nada disso aconteceu.

Carolina apenas sorriu com doçura e continuou comendo em silêncio. Já Henrique não conseguia esconder a felicidade. O sorriso em seu rosto ficava cada vez mais evidente enquanto ele dividia com Enrico a alegria de estar prestes a ser pai.

Enrico também sorriu.

— Quando o pai e a mãe souberem, vão ficar fora de si de alegria.

— Talvez. — Respondeu Henrique.

Enrico abaixou um pouco a cabeça e olhou para Carolina. A voz dele ficou mais leve:

— Parabéns, Carol. Você vai ser mãe.

— Obrigada, Enrico. — O sorriso de Carolina era feliz, radiante, e seus olhos brilhavam de expectativa.

Então Enrico voltou o olhar para Henrique. O sorriso desapareceu, e sua voz ficou séria.

— Rick, parabéns para você também. Você vai ser pai. Cuida bem da Carol. Ela está esperando um filho seu sem casamento, sem segurança nenhuma, sem ter certeza do lugar dela na sua vida. Não decepciona essa mulher.

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