Os cantos dos lábios de Henrique se ergueram levemente.
Carolina era fácil de agradar. Bastava um pouquinho de carinho para que seu mundo inteiro parecesse mais doce.
— Ficou muito entediada em casa? — Perguntou Henrique, acariciando os cabelos dela.
Carolina se lembrou de que os superiores dele haviam dito que Henrique estava pedindo licença com frequência demais. Ela não podia deixá-lo faltar de novo.
— Sua mãe fica comigo, e a psicóloga vem aqui conversar comigo. Não estou nem um pouco entediada.
Carolina afastou o rosto do ombro dele e recuou um pouco, encarando aqueles olhos profundos e bonitos.
— Eu só estava com saudade de você. Só isso.
— Eu fiquei fora de casa por menos de dez horas.
— Dez horas também é tempo demais.
Pela primeira vez, Henrique sentiu com tanta clareza aquele amor intenso vindo dela. Segurou o rosto corado de Carolina entre as mãos e beijou seus lábios macios e rosados.
Carolina mordeu de leve o lábio inferior. Seus olhos estavam límpidos, vivos, com um toque de timidez e encanto.
O pomo de adão de Henrique se moveu. O olhar dele esquentou.
— Já está quase na hora do jantar. Você está com fome?
— Não.
Carolina balançou a cabeça.
— Então a gente come mais tarde.
Henrique curvou levemente os lábios, pegou o celular e enviou uma mensagem para a mãe.
[Mãe, a Carol e eu vamos jantar mais tarde. Não precisam esperar por nós. Podem comer primeiro.]
Carolina inclinou a cabeça para espiar o conteúdo da mensagem.
De algum modo, entendeu o que se passava pela cabeça dele.
Henrique deixou o celular sobre a cama, ergueu-a nos braços e caminhou em direção ao banheiro.
— O que você quer fazer? — Perguntou Carolina, baixinho.
Henrique a colocou sentada sobre a bancada da pia. Com as duas mãos apoiadas ao lado dela, inclinou-se para a frente, aproximando o corpo do dela.
A distância entre os dois era mínima. A respiração quente dele tocava o rosto já corado de Carolina quando ele murmurou, com a voz rouca:
— Carol, você ainda sente algum desconforto?
— Não.
Carolina sorriu, tímida, e o encarou de perto. No movimento suave de seus olhos, uma tensão íntima começou a se espalhar entre os dois.
— Nas recomendações médicas, depois de quanto tempo você podia voltar a ter relação?
— Quatro semanas.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...