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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 468

Ao ver as orelhas dele vermelhas sob o cabelo raspado, Lívia começou a desconfiar que talvez o irmão nem sequer tivesse tocado na mão da cunhada ainda.

Agora que a mãe falava diretamente em ter filhos, o irmão mais velho provavelmente havia se lembrado da esposa jovem e bonita que o esperava em casa. Por isso ficara vermelho daquele jeito.

O problema era que, com aquele rosto bronzeado, quase não dava para perceber.

Se fosse Henrique, com aquele rosto claro, bonito e impecável, talvez a vermelhidão já tivesse tomado conta até das orelhas.

Do outro lado, Carolina terminou de ler todo o conteúdo do caso. Fechou a pasta e olhou para Enrico com seriedade.

— Irmão, do ponto de vista de uma advogada, quero fazer uma pergunta. O processo menciona quatro testemunhas, incluindo Amanda, esposa da vítima, Luiz. Ela já trabalhava nesse tipo de programa havia muito tempo?

— Não de forma constante. Mas, quando a situação apertava, o marido dela não queria trabalhar nem ganhar dinheiro. Então a obrigava a voltar para essa vida e ainda arranjava clientes para ela. — Explicou Enrico.

Sem as lembranças, Carolina não era influenciada por nenhuma emoção. Analisava o caso apenas como uma observadora, de maneira calma e objetiva.

— Se meu pai fosse mesmo o assassino, por que continuaria insistindo na própria inocência depois de condenado? Para alguém que cometeu um crime por impulso, isso não faz sentido. Se ele realmente tivesse matado a vítima, o caminho mais lógico seria assumir a culpa, demonstrar arrependimento e tentar conseguir uma pena mais branda.

Vanessa concordou de imediato:

— Exatamente. A Carol tem razão. Já julguei casos demais na vida. Gente com pouca instrução, pouca noção das leis e que comete crime por impulso dificilmente consegue sustentar, por anos, que foi injustiçada. A menos que seja alguém realmente honesto, de bom coração e inocente. Nesse caso, mesmo diante de uma pena pesada, a pessoa jamais admitiria um crime que não cometeu.

Enrico olhou para Carolina.

— Você acha que há algo errado com Amanda?

Carolina ficou pensativa. Alguns segundos depois, sua voz saiu mais grave.

— Acho que Amanda é a peça mais importante desse caso.

Todos os presentes lançaram olhares confusos para ela.

Henrique, em especial, parecia não entender.

— Mas Amanda não saiu do quarto. O vídeo não prova isso?

— Ela não é a assassina. — Carolina falou com absoluta certeza. — Mas é muito provável que ela seja o motivo do crime.

— Como assim?

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