Era por isso que, mesmo após cinco anos de separação, Carolina nunca conseguiu esquecer Henrique.
Neste mundo, ela já não encontraria um homem melhor do que ele.
Talvez… Estivesse destinada a envelhecer sozinha.
Assim que entrou no condomínio, uma voz infantil soou ao seu lado:
— Adivinha quem eu sou?
Carolina estacou.
O coração deu um salto no peito.
Ela seguiu o som com o olhar.
Sob a luz do poste, uma garotinha tampava os olhos de um menino por trás, rindo enquanto perguntava. O menino, ao reconhecer a voz, respondeu sem hesitar:
— Minha melhor amiga, Dalila.
A menina soltou as mãos, toda animada.
— Hahaha… Acertou.
O garoto se virou e segurou a mão dela.
— Vamos lá no escorregador.
Carolina ficou observando aquelas duas silhuetas pequenas se afastarem.
Uma pontada de dor silenciosa apertou seu peito.
As lembranças começaram a se mover…
Como um filme antigo sendo rebobinado.
Ela voltou aos tempos da universidade.
Naquele ano, Carolina e seu amigo de infância, Marcelo, haviam passado no vestibular da mesma universidade, em Nova Capital.
Depois de um verão inteiro sem se verem, no primeiro dia de aula, ela avistou no campus um vulto que parecia muito com o dele. O rapaz estava sentado no gramado, tomando sol.
O coração de Carolina disparou.
Ela se aproximou em silêncio e, como fazia quando criança, tampou os olhos dele por trás.
— Adivinha quem eu sou?
O homem levou a mão até as dela. Tocou o dorso, os dedos, o pulso.
— Não faço ideia. — Respondeu.
A voz era grave, gentil…
E completamente desconhecida.
Carolina levou um susto e se afastou num pulo.
O homem se virou.
Traços perfeitos. Bonitos demais.
Olhos profundos e expressivos.
O sorriso lembrava o sol morno de maio, brilhante, caloroso, impossível de ignorar.
A luz do sol parecia cair sobre ele como poeira de ouro, cintilante, quase irreal.
Ele perguntou, com um sorriso educado:
— A gente se conhece?
Carolina jamais esqueceria o quanto aquele momento foi constrangedor, embaraçoso… Humilhante até.
Qualquer pessoa normal teria pedido desculpa e dito algo como: "Desculpa, confundi você com outra pessoa."
— Não dá. Meu filho está em casa. — Amanda recusou de imediato.
— Então vamos pra um motel.
— Motel deixa registro. Se a sua esposa descobrir, vai dar problema.
O homem pensou por um instante.
— Então vamos pro bosque. À noite não tem ninguém por lá.
Amanda hesitou…
E assentiu.
— Tá bom.
Os dois seguiram um atrás do outro, andando de forma suspeita, olhando para todos os lados, até desaparecerem na escuridão do bosque.
Carolina reagiu na hora.
Tirou o celular do bolso, abriu a câmera e começou a gravar. Em seguida, pegou também o gravador de voz.
Com o máximo de cuidado, passou a segui-los à distância.
Estava escuro demais. Ela não conseguia ver com clareza se aquele velho era uma das testemunhas do passado.
Mas, se conseguisse provar que Amanda tinha um caso com uma testemunha…
Então o depoimento dessa pessoa deixaria de ser confiável.
E as chances de reverter o caso aumentariam drasticamente.
"Melhor gravar algo que talvez não servisse…
Do que deixar escapar uma única possibilidade."

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amar Foi Perder o Controle
Pq está dando erro na leitura do livro...
É sério . Está dando, pedindo pra acessar mais tarde, porém está cobrando dinheiro vulgo moedas, é errado isso...
Pq está cobrando moedas verso dinheiro e não estou conseguindo acessar o livro, pq dar um jeito de dar o acesso às moedas cobradas...
É possível obter o e-book completo?...