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Amar Foi Perder o Controle romance Capítulo 48

Era por isso que, mesmo após cinco anos de separação, Carolina nunca conseguiu esquecer Henrique.

Neste mundo, ela já não encontraria um homem melhor do que ele.

Talvez… Estivesse destinada a envelhecer sozinha.

Assim que entrou no condomínio, uma voz infantil soou ao seu lado:

— Adivinha quem eu sou?

Carolina estacou.

O coração deu um salto no peito.

Ela seguiu o som com o olhar.

Sob a luz do poste, uma garotinha tampava os olhos de um menino por trás, rindo enquanto perguntava. O menino, ao reconhecer a voz, respondeu sem hesitar:

— Minha melhor amiga, Dalila.

A menina soltou as mãos, toda animada.

— Hahaha… Acertou.

O garoto se virou e segurou a mão dela.

— Vamos lá no escorregador.

Carolina ficou observando aquelas duas silhuetas pequenas se afastarem.

Uma pontada de dor silenciosa apertou seu peito.

As lembranças começaram a se mover…

Como um filme antigo sendo rebobinado.

Ela voltou aos tempos da universidade.

Naquele ano, Carolina e seu amigo de infância, Marcelo, haviam passado no vestibular da mesma universidade, em Nova Capital.

Depois de um verão inteiro sem se verem, no primeiro dia de aula, ela avistou no campus um vulto que parecia muito com o dele. O rapaz estava sentado no gramado, tomando sol.

O coração de Carolina disparou.

Ela se aproximou em silêncio e, como fazia quando criança, tampou os olhos dele por trás.

— Adivinha quem eu sou?

O homem levou a mão até as dela. Tocou o dorso, os dedos, o pulso.

— Não faço ideia. — Respondeu.

A voz era grave, gentil…

E completamente desconhecida.

Carolina levou um susto e se afastou num pulo.

O homem se virou.

Traços perfeitos. Bonitos demais.

Olhos profundos e expressivos.

O sorriso lembrava o sol morno de maio, brilhante, caloroso, impossível de ignorar.

A luz do sol parecia cair sobre ele como poeira de ouro, cintilante, quase irreal.

Ele perguntou, com um sorriso educado:

— A gente se conhece?

Carolina jamais esqueceria o quanto aquele momento foi constrangedor, embaraçoso… Humilhante até.

Qualquer pessoa normal teria pedido desculpa e dito algo como: "Desculpa, confundi você com outra pessoa."

Capítulo 48 1

Capítulo 48 2

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