Os passos de Daniel eram firmes e constantes. Ayla se sentia confortável nos braços dele e, pouco a pouco, apoiou a cabeça em seu peito, tomada por uma leve sonolência.
Quando chegaram à casa de Ayla, a noite já estava bem avançada.
Daniel a carregou até o carro, depois para dentro do prédio, subiu com ela e entrou em seu apartamento, até colocá-la com cuidado no sofá.
Ayla sentia vergonha no início, mas depois de ser carregada o caminho inteiro, aquela sensação começou a se tornar estranhamente viciante.
Quando Daniel se inclinou, a bochecha dele roçou o pescoço dela, provocando um arrepio que a fez, apoiar a mão na cintura dele.
Ele soltou um suspiro abafado e os lábios tocaram de leve a testa dela.
A sala permanecia sem luz. Ao fundo, a claridade suave que entrava pela janela de vidro criava uma atmosfera tão delicada que parecia impossível quebrá-la.
— Ayla... eu...
Daniel hesitou. Ayla viu o pomo de Adão dele se mover lentamente. O colarinho da camisa estava aberto e, daquele ângulo, as linhas do peito dele surgiam e desapareciam na penumbra, despertando pensamentos inevitáveis.
— Desculpa — Ayla retirou a mão às pressas, embora o olhar ainda demorasse a se afastar.
Daniel se endireitou. Ela também se sentou rapidamente.
— Ah, Sr. Daniel, por que você veio de repente hoje? A febre já passou? E as coisas do seu lado, deu tudo certo?
— Sim, já passou. E com a sua ajuda o projeto avançou muito bem. — Daniel ficou de costas, a voz com um leve traço de contenção. — Hoje à noite eu voltei e soube que a vovó tinha chamado você para jantar, então vim ver como você estava. Naquele dia, nossa conversa ficou pela metade.
Só então Ayla se lembrou. Naquele dia, ela e Daniel conversavam quando a notícia da volta de Sra. Elena interrompeu tudo.
Eles falavam justamente sobre assistir a um filme juntos.
Ayla gostava muito de filmes de terror, mas tinha medo de assistir sozinha. Quando era criança, no orfanato, ainda havia amigos para acompanhá-la.
Depois de adulta, ela nunca mais teve coragem de ver um desses filmes sozinha.
— Agora?
— Sim.
Daniel assentiu e olhou o relógio. Ainda eram pouco mais de dez da noite. Assistir a um filme antes de ir embora não seria tarde demais.
Ayla, na verdade, já estava com sono. Mesmo assim, ao ouvir a proposta de Daniel, não recusou. Pelo contrário, como se tivesse lembrado de algo divertido, sorriu de leve.
— Então assiste a um filme de terror comigo. A Rebeca baixou um novo pra mim esses dias. Dizem que é perfeito para ver à noite.
— Tudo bem — Daniel respondeu com naturalidade.
Os dois assistiram por alguns minutos na sala. Logo Ayla começou a se sentir um pouco desconfortável sentada. Ao ver Daniel recostado no sofá, ainda com a postura ereta de sempre, ela foi se aproximando aos poucos.
— Sr. Daniel, você é corajoso? Assistir a esse tipo de filme te dá medo? Se der, a gente pode trocar.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...