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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 147

Ao ouvir aquilo, algo se agitou no íntimo de Gustavo.

Antes, ele nunca quis manter relações com Ayla.

Eles não eram marido e mulher. Ele não pretendia assumir responsabilidade alguma, muito menos correr o risco de, no futuro, quando tudo viesse à tona, Ayla usar um filho como forma de controle.

Mas agora era diferente. As palavras de Selina faziam sentido.

Mesmo que Ayla tivesse um temperamento forte, bastava haver uma criança para que ela acabasse como Bianca — presa de verdade a ele, sem possibilidade de se afastar.

O pensamento, porém, passou rápido.

Gustavo voltou a si e tratou de defender Thiago:

— O Thiago errou, sim, mas isso não justifica mandá-lo de volta para um abrigo. No máximo, eu o deixo de castigo em casa. Por um tempo, ele não sai de jeito nenhum.

Thiago era seu filho. Depois de tanto esforço, finalmente voltaou de forma legítima à família Siqueira. Se fosse enviado embora agora, no futuro seria ainda mais difícil trazê-lo de volta.

— Essa é a decisão do seu pai. E também a minha e da sau avó. — A voz de Selina permaneceu calma. — Gustavo, eu sei que você criou apego nesses dois anos de adoção. Mas você pode visitá-lo quando quiser. Só não deixe que ele volte a aparecer na família Siqueira. Com o tempo, quando você tiver seu próprio filho, esse vínculo desaparece naturalmente.

Selina tentou acalmar Gustavo com algumas palavras suaves.

Ao ouvir aquilo, Thiago não conseguiu mais se conter. O choro voltou com força. Ele se agarrou à perna de Gustavo, tomado pelo medo.

— Papai... eu não quero deixar você... eu quero ir pra casa...

— Presta atenção, moleque. Quem não se comporta acaba sem ninguém. Vá embora direitinho. Talvez, quando outra família te adotar, você aprenda a lição.

Selina falou como se estivesse brincando, mas aquelas palavras atingiram Gustavo em cheio.

— Mãe! — A voz dele subiu de repente. — O Thiago é meu filho. Eu não vou mandar ele embora!

Incapaz de suportar o choro desesperado do menino, Gustavo o pegou no colo. Ignorou completamente a fúria de Selina e saiu com ele nos braços.

— Gustavo!

O grito de Selina ecoou pelo corredor.

Desta vez, Gustavo não olhou para trás.

Sra. Elena, ao contrário, se manteve surpreendentemente calma.

— Agora, o menos importante é o Thiago. Um filho adotado se resolve facilmente. O verdadeiro problema é a Ayla.

Enquanto falava, colocou os óculos de leitura e começou a ligar para Ayla.

Apesar da hora avançada, ela tinha certeza de que, enquanto Ayla não estivesse dormindo, atenderia sua ligação.

Mas a chamada não completou.

Ao ver isso, Selina ficou ainda mais irritada:

— Mãe, a Ayla só age assim porque se apoia na senhora! Ela já não nos respeita mais. Eu acho que agora é a hora de a senhora mostrar autoridade, dar uma lição nela e quebrar esse orgulho todo!

Sra. Elena não conseguiu falar com Ayla e também se sentiu contrariada.

— Por mais afiada que seja, a Ayla ainda é muito mais útil pra empresa do que você e a Vera juntas. Eu posso estar velha, mas não sou tola. Sei muito bem que, assim que a Ayla se afasta do Gustavo, aquela Bianca aparece pra se aproveitar da situação... E veja só, acabei acertando em cheio.

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