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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 187

— Isso não é nada, sua bobinha! — Assim que viu a expressão de Ayla, Giovanna entendeu tudo.

Havia tanto tempo que não sentia aquele tipo de emoção ingênua do primeiro amor que acabou esquecendo o quanto Ayla era pura.

E aquilo era justamente o melhor.

Não adiantava Daniel já ter uma idade considerável e fama de homem poderoso lá fora. No fundo, ele também era absurdamente ingênuo quando se tratava de sentimentos.

Giovanna se inclinou até o ouvido de Ayla e cochichou:

— Então, hoje à noite, manda ele dormir no sofá.

— Isso não pode. — Ayla recusou de imediato. — Ele não vai descansar direito.

Giovanna abriu um sorriso que parecia não caber no rosto.

— Olha só... depois de casar é diferente mesmo. Já está preocupada com o marido, é?

— Vovó, eu não...

Sem saber mais o que dizer, Ayla só conseguiu puxar o braço de Giovanna num gesto manhoso.

— Ah, as coisas entre vocês dois vocês resolvem sozinhos. — Giovanna deu alguns tapinhas na mão dela. — Para mim, basta que minha querida Ayla esteja confortável em casa. O Daniel valoriza muito você, fique tranquila. Ele vai aprender a te entender, com o tempo.

Depois disso, sem querer atrapalhar o descanso de Ayla, Giovanna saiu sorridente.

Sozinha outra vez, Ayla voltou para perto da cama.

Os dedos deslizaram pelo lençol macio, liso como pele. Mas o que lhe vinha à cabeça eram todas as cenas vividas com Daniel nos últimos dias. O coração e o olhar ardiam.

Daniel só voltou depois de quase duas horas, após terminar a conversa com o pai dele.

No quarto, apenas dois abajures permaneciam acesos, lançando uma luz suave e baixa.

— Ayla? — Chamou em voz baixa, achando que ela já dormia.

— Hum, estou aqui.

A voz não veio da cama, mas de trás dele.

Daniel se virou e a viu encolhida no sofá amplo, com o celular nas mãos, jogando.

Ayla se sentou, e a manta escorregou do corpo.

Ela já tinha tomado banho. Os cabelos longos, ainda meio úmidos, caíam sobre o peito. A camisola branca de renda, larga e delicada, envolvia o corpo fino e esguio, deixando-a bonita como uma boneca macia e perfumada.

— ...Hoje à noite?

A luz era fraca, mas o rubor que tomou conta do rosto de Ayla ficou impossível de ignorar.

— Ayla, nós já somos casados. — Disse ele com calma. — Você quer mesmo dormir separada de mim?

— Eu não...

Ela baixou a cabeça, mordendo o lábio, a voz quase inaudível.

Antes que terminasse a frase, Daniel a ergueu nos braços. Ayla soltou um pequeno suspiro e, por reflexo, passou os braços em volta do pescoço dele.

Os passos de Daniel eram firmes. Em poucos instantes, ele a colocou sobre a cama.

Nos braços dele, Ayla parecia pequena e leve como um filhote de cervo. Encolhida sobre a cama ampla, havia nela algo frágil e vulnerável que despertava vontade de provocá-la.

Daniel percebeu o lampejo de nervosismo que passou pelo olhar dela. Aproveitou o momento, segurou-lhe os braços e se inclinou, os lábios roçando os dela.

— Então eu vou tomar banho primeiro.

O cheiro forte dele, carregado de um magnetismo quase palpável, percorreu Ayla da cabeça aos pés, deixando todo o corpo entorpecido, como se estivesse tomado por uma corrente suave e intensa ao mesmo tempo.

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