Ayla assentiu com a cabeça.
Depois do jantar, Nuno a levou de volta ao hotel.
Tudo o que aconteceu durante o evento já tinha chegado aos ouvidos dele. E a presença repentina de Daniel também o surpreendeu bastante.
— Você se saiu muito bem hoje. Acho que isso vai calar a boca de muita gente. Mas, mesmo assim, não consegui cuidar direito de você... Desculpa, irmãzinha. — Disse ele, com um tom de orgulho misturado à culpa.
Ayla sorriu e tratou logo de tranquilizar:
— Imagina, Nuno. A noite correu melhor do que eu esperava. E foi graças a você. Aliás, uma amiga sua também me ajudou.
— Amiga? — Perguntou ele, franzindo ligeiramente a testa.
— Srta. Mafalda. — Disse Ayla, piscando levemente os olhos, como se estivesse sondando algo nas entrelinhas.
Era aquele tipo de intuição feminina, quase instintiva.
Ayla sentia que havia alguma coisa entre Nuno e Mafalda.
— Ah... Ela. É uma pessoa... interessante. Mas eu não diria que somos exatamente amigos. — Respondeu ele, limpando a garganta, visivelmente desconfortável.
Ayla percebeu a tentativa de desviar do assunto e, respeitando o espaço dele, não insistiu.
Nuno então mudou o foco da conversa:
— Vi que o Daniel apareceu hoje. Sinceramente, é raro ele participar desse tipo de evento. Tenho quase certeza de que ele veio por sua causa. Pelo visto, ele gostou mesmo de você. Esse noivado está praticamente garantido.
— Eu vou fazer a minha parte. Mas... quanto a esse "gostar", acho melhor manter os pés no chão. — Respondeu Ayla, sem muito entusiasmo.


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