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Amor Falso Herança Verdadeira romance Capítulo 41

Ayla manteve o tom sereno:

— Pelo visto, você não sabe muito bem o que aconteceu comigo depois da formatura.

Beatriz congelou, mas ainda ergueu o queixo:

— Como não? O Gustavo era o garoto mais bonito da faculdade, família rica, naquela época você...

— Naquela época, o Grupo Siqueira estava à beira da falência — Cortou Ayla, a voz firme, pausada. — Fui eu quem conseguiu a primeira rodada de investimento de dezenas de milhões de reais. Fui eu quem trouxe o fôlego que salvou a empresa. E fui eu quem elevou o valor de mercado para mais de cem bilhões.

Ela concluiu, tranquila:

— Talvez a “diferença” de que você fala seja essa: enquanto eu trabalhava para criar valor para uma empresa, você provavelmente estava ocupada escolhendo qual marca de luxo combinava com seu look do dia.

O rosto de Beatriz ficou rígido. Ela vinha toda produzida: da cabeça aos pés, só grifes, brilho e maquiagem impecável. Quando Ayla apontou, os olhares da sala começaram a percorrer seu figurino ostentoso. Beatriz perdeu a postura na mesma hora.

— Ayla, fala sério! Você está é com inveja porque eu posso comprar o que quero. Vive reclamando porque sua carreira não vale nada e fica destilando veneno — Retrucou ela, já irritada. — Olha pra você! Nem uma peça cara no corpo. Essa bolsa não é a mesma da época da formatura? Se eu fosse você, teria vergonha de aparecer num encontro de ex-colegas desse jeito.

Ayla se levantou devagar. Seu olhar percorreu calmamente as etiquetas de luxo que brilhavam no corpo de Beatriz:

— Você usa luxo para provar que está bem. Eu uso competência para provar que posso me manter em pé. São dois jeitos de viver. Mas me diz... qual dos dois parece depender mais do olhar dos outros?

— Ah, por favor — Beatriz bufou, perdendo completamente a elegância. — A empresa dos Siqueira nunca foi sua. Você está se gabando do quê? Se não fosse o Gustavo te dar chance…

A menção insistente ao nome de Gustavo fez o ambiente ficar pesado.

Com um estalo seco, Ayla pousou a taça sobre a mesa. O som cortou a conversa como uma lâmina, deixando o clima ainda mais glacial.

— "O Gustavo me deu chance"? Foi isso que você disse?

— Foi sim. Sem o Gustavo, você-não-seria-nada! — Espalhou Beatriz, separando cada palavra como se fosse uma sentença.

Ayla já não tinha a menor intenção de ser paciente. Vinha evitando briga só por causa da Eloá, mas Beatriz estava cutucando justamente o único ponto que ela não tolerava ver tocado.

Vendo que a tensão estava prestes a explodir, os ex-colegas ao redor finalmente deixaram de fingir que nada estava acontecendo e trataram de intervir:

— Ayla, não liga pra Beatriz, ela sempre teve esse jeito... fala sem pensar.

— É, gente, pelo amor de Deus, somos todos colegas, não precisa começar a brigar assim que se encontram.

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