— Então chama a polícia.
Rebeca já não tinha vontade de prolongar aquilo.
No instante em que decidiu fazer o que fez, já sabia que qualquer jogo entre ela e Bruno terminava ali.
A única pena que sentia era outra: não poder vingar a amiga. Não poder destruir, com as próprias mãos, aquele homem podre até o último fiapo.
Bruno se virou, e a voz lhe saiu com um tremor que ele mal conseguiu conter:
— Se você me pedir, talvez eu perdoe.
— Eu não preciso do seu perdão. Bruno, para um homem como você, eu não sentiria culpa nenhuma. Não importa o que eu fizesse.
— Rebeca!
No segundo seguinte, Bruno girou o braço e arremessou o celular longe.
Rebeca não esperou aquela explosão. Nem teve tempo de se esquivar.
O aparelho acertou em cheio sua perna, logo abaixo do joelho, e a dor subiu cortante.
Ao vê-lo avançar em sua direção, ela não recuou.
Apenas franziu a testa, fechou os olhos e ergueu o rosto.
Como se já soubesse o que vinha. Como se já estivesse pronta para apanhar.
No fundo, Rebeca viveu assim desde pequena. Sob a sombra do pai, aprendeu cedo demais a dividir espaço com a dor.
Homens violentos, homens doentes, homens sem freio... ela não os temia como deveria.
Porque, no fim das contas, foram exatamente esses os homens com quem mais aprendeu a conviver.
Bruno realmente sentiu vontade de esmagá-la.
De quebrar diante de si aquela resistência até ela virar pó.
Mas, quando ergueu o braço, a mão não desceu.
Não desceu.
Houve um instante em que a raiva apertou tanto que chegou a doer no peito.
Porque Rebeca não destruiu apenas a confiança torta que ele insistia em exibir.
Ela rachou algo muito mais fundo. Rachou a muralha falsa que ele ergueu dentro de si para continuar de pé.
Uma mulher como ela... como até uma mulher como ela podia olhar para ele e sentir só desprezo?
O rosto de Rebeca ardia em vermelho. O corpo de Bruno, ali tão colado ao dela, exalava uma presença masculina intensa demais, e aquilo inevitavelmente a deixava em alerta.
Mas, no fundo, talvez fosse até melhor assim.
Se Bruno realmente passasse dos limites... se ousasse tocar nela de um jeito que não podia...
ela ao menos faria com que ele pagasse por isso.
Bruno soltou uma risada áspera, sem humor.
— Rebeca, você tem coragem de dizer que nunca sentiu nada por mim? Vai dizer que se aproximou de mim só por causa da Ayla? Que, por causa dela, você seria capaz de me provocar desse jeito, o tempo todo, mesmo me desprezando?
Quanto mais falava, mais absurdo aquilo lhe parecia.
Afinal, cada abertura que Rebeca lhe deu, ele aceitou aos poucos. Era impossível que tudo, absolutamente tudo, tivesse sido só fingimento.
Rebeca ergueu o queixo e o encarou, a voz afiada:
— Acertou. Eu sinto, sim, alguma coisa por você...
Ela fez uma breve pausa, os olhos gelados.
— Nojo. É isso que eu sinto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...
Cada vez que leio as páginas em migalhas deste livro, sinto um ódio. Pq eu gosto do conteúdo e não quero abrir mão! Mas eu tomei um ranço tão grande dessa plataforma, só por causa da patifaria deste escritor. A falta de respeito com os leitores, chega ser ofensiva, pois as páginas que publicam por dia, e a quantidade de moedas que vendem para o acesso as páginas, não condizem. 😡😡😡😡 Simplesmente REVOLTANTE!...
Preguiça dessa falta de respeito com o leitor...