— O Sr. Bruno pediu o dia de folga? Está passando mal?
A pergunta escapou antes que Rebeca decidisse se devia fazê-la.
O assistente, porém, apenas balançou a cabeça. Também não sabia de nada.
Sem Bruno para autorizar as etapas seguintes, alguns processos precisaram ficar suspensos.
De volta à sua mesa, Rebeca abriu a conversa com ele. Escreveu uma mensagem perguntando se estava bem, releu duas vezes e apagou tudo antes de enviar.
Por mais que começassem a se tratar como amigos, entre os dois ainda existia uma hierarquia. Bruno era seu superior. Ela trabalhava para ele.
Além disso, Rebeca já traçou um limite claro, mas a noite anterior mostrou que os sentimentos dele não desapareceram.
Naquela situação, o silêncio era a única delicadeza possível. Quem não pretendia corresponder não tinha o direito de alimentar esperança apenas para aliviar a própria consciência.
Ao sair do trabalho, Rebeca passou em uma loja de conveniência e comprou alguns espetinhos, além de cerveja.
Em noites ruins, um pouco de comida e álcool costumava ajudar o sono a chegar.
Seu condomínio ficava numa região movimentada, mas o caminho entre a loja e a entrada do prédio atravessava um trecho curto e pouco iluminado. Naquela hora, não havia quase ninguém por ali.
Pouco depois de sair da loja, Rebeca percebeu um movimento às suas costas.
Passos irregulares se aproximavam devagar.
Ela não se virou. Apertou as sacolas entre os dedos e acelerou.
Atrás dela, os passos também ganharam velocidade.
O medo não esperou confirmação. Rebeca correu.
A entrada do prédio já estava próxima. Ela atravessou a porta, chamou o elevador e entrou assim que as folhas de metal se abriram. Só quando chegou ao seu andar conseguiu respirar outra vez.
Antes de entrar no apartamento, foi até a janela da escada e olhou para baixo.
Alguns homens bêbados atravessavam a rua aos tropeços, sem sequer olhar na direção do prédio.
O suor frio já molhava suas costas.
Rebeca soltou o ar devagar. Foi apenas um susto.
Ao entrar em casa, acendeu a luz. A claridade ocupou o apartamento de uma só vez e tornou o silêncio ainda mais evidente.
Na noite anterior, àquela mesma hora, Sandro ocupava metade da bancada da cozinha. Bastava Rebeca se virar para encontrá-lo ali, tão perto que dividir o preparo do jantar parecia a coisa mais natural do mundo.
O cheiro dos espetinhos escapou da sacola, mas já não despertou apetite algum.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Adianta aí por favor!!! Esse livro ta muito longo!! É muito bom, mas arrastado demais!.........
Um romance tão interessante que prende a atenção, esta inacabado!! Como pode! Cadê o final do.livro???!! Nunca mais leio um.romance em andamento! É broxante!!!...
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...