— Pode deixar comigo. Eu levo.
Rebeca estranhou.
Bruno sempre encontrou algum pretexto para lhe dar ordens, e ela já se acostumou a ser convocada até para as menores coisas. Ainda assim, não questionou. Apenas entregou os documentos ao assistente.
Pouco depois, as folhas voltaram à sua mesa.
A assinatura de Bruno atravessava o papel num traço firme, rápido e sem hesitação. A caligrafia era bonita, para irritação de Rebeca. Até nisso o homem precisava se sair bem.
— E o Sr. Bruno? Está se sentindo melhor? Não é nada sério, certo?
O assistente balançou a cabeça.
— Ele parece bem. Está em reunião desde cedo.
Se Bruno mantinha aquele ritmo de trabalho, então não devia enfrentar nenhum problema grave.
Rebeca relaxou e não tocou mais no assunto.
À tarde, saiu de uma reunião de projeto e encontrou Bruno vindo na direção contrária.
O terno escuro acompanhava seus passos sem uma dobra fora do lugar, e o nó da gravata permanecia impecável. O rosto, porém, traía todo aquele controle. A pele estava pálida, e sombras profundas marcavam a região sob seus olhos.
— Sr. Bruno.
Rebeca tomou a iniciativa de cumprimentá-lo.
Ele respondeu apenas com um breve movimento de cabeça.
Bruno passou tão perto que ela sentiu o ar se deslocar, mas não recebeu sequer um olhar. Em poucos segundos, ele já seguiu pelo corredor.
A distância calculada deixou Rebeca desconfortável.
Pelo visto, Bruno ainda estava ressentido.
Talvez fosse melhor assim. Com algum tempo, o interesse dele desapareceria, e os dois poderiam voltar a conviver sem que cada gesto carregasse um significado incômodo.
O volume de trabalho obrigou Rebeca a ficar até tarde.
Ao deixar o andar, passou diante do escritório de Bruno. A luz continuava acesa atrás das paredes de vidro, e a silhueta dele permanecia curvada sobre a mesa, sem qualquer sinal de que pretendia encerrar o expediente.
Bruno ainda se recuperava. Alguém devia lembrá-lo de que trabalhar até a exaustão não ajudaria em nada.
Rebeca diminuiu o passo.
Por um momento, quase bateu à porta. Depois se lembrou da frieza no corredor e continuou andando.
Se ele queria distância, ela respeitaria.
No caminho de volta, parou como de costume numa loja de conveniência e comprou algumas coisas para comer.
Para chegar ao condomínio, escolheu novamente o atalho. O trajeto economizava alguns minutos, mas atravessava um trecho em que os postes ficavam distantes demais uns dos outros, deixando longas faixas de sombra entre uma luz e outra.
Com a sacola na mão, Rebeca entrou naquela rua quase deserta.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor Falso Herança Verdadeira
Adianta aí por favor!!! Esse livro ta muito longo!! É muito bom, mas arrastado demais!.........
Um romance tão interessante que prende a atenção, esta inacabado!! Como pode! Cadê o final do.livro???!! Nunca mais leio um.romance em andamento! É broxante!!!...
Quero meu dinheiro de volta já que vcs não concluem esse livro....
Lamentável a falta de respeito, o descaso...
Que falta de respeito com os leitores... Cadê o restante dos capítulos?...
O povo que não tem respeito por seus eleitores. Aff...
Impressionante a falta de respeito com os leitores...
Então, parou de novo? O que está acontecendo? Quantos capítulos tem esta novela?...
Eita que voltou a palhaçada de antes! 1 capítulo por dia. Quando vão terminar este livro? Estou lendo há mais de 6 meses. Que HORROR 😡...
Vai voltar 1 dapitulo por dia? Desisto. Dinheiro jogado fora...