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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 135

"Eva"

Minha cabeça estava girando enquanto aquela mulher falava e ela parecia não querer parar de falar e a cada palavra ela parecia ainda mais satisfeita consigo mesma. Eu ainda olhava para aquele pedaço de papel tentando entender como o meu corpo me enganou assim, eu sempre fui meticulosa e só me descuidei com o José Miguel, foi apenas com ele que eu não usei preservativo.

E foi inclusive por isso que o Leon e eu brigamos e já não transávamos há mais de dois meses quando eu conheci o José Miguel naquela boate. O Leon tinha ficado com a Carla por dois meses antes de brigarem mais uma vez e ele me procurar, porque ele só me procurava quando brigava com ela, e ele queria fazer sexo comigo sem preservativo, mas eu não aceitei, nós brigamos e ele voltou para a Carla. Eu conheci o José Miguel e simplesmente nem me lembrei do preservativo. Eu fui burra, completamente burra!

Agora eu estava descobrindo estar grávida enquanto era confrontada por uma mulher que eu odiava. E ela ainda estava dizendo que ia me demitir assim que possível e ainda tinha mais alguma coisa qualquer para me mostrar, eu sabia que seria algo para sapatear sobre a minha dignidade.

- Presta atenção aqui na tela, querida!

A Salma puxou a pasta das minhas mão e virou a tela do computador para mim. O "querida" dito por ela tinha uma imensa dose de desprezo. Mas quando eu me virei para a tela o sangue congelou em minhas veias. Na imagem apareciam o Matheus e o José Miguel sentados em minha sala e a expressão no rosto do José Miguel era pura raiva. Então ela apertou o play e o vídeo começou a rodar.

O vídeo começou com um riso seco e amargo do José Miguel, que se levantou da minha cadeira, com uma acusação amarga e raiva na voz quando disse: "Eu fui enganado, Matheus! Da pior maneira. Manipulado! Feito de idiota! Ela me traiu! Ela mentiu! Grávida!"

A raiva parecia crescer nele e a amargura se mostrava em cada risada sem humor. O tapa que ele deu na mesa fez com que eu pulasse na cadeira e ele continuou dizenbdo: "Grávida! Mas quem é o pai? Será que eu mesmo? Tudo pelo dinheiro, Matheus, sempre o maldito dinheiro. Isso parece uma piada de mal gosto! Como uma mulher pode ser tão baixa assim?"

Do outro lado da mesa, de costas para a câmera que eu não tinha idéia que estava na minha sala, o Matheus respondeu tentando apaziguar: "Calma, Rossi! Vai com calma!"

A forma como o José Miguel puxou os cabelos deixava mais do que clara a decepção dele, mas ele também colocou isso em palavras: "Ela traiu a minha confiança! Ela usou o que mais me doía para fazer isso. Ela sabia como eu me sentia! E a única explicação é que foi por causa do maldito dinheiro!"

O Matheus ainda parecia tranquilo e tentando colocar calma no José Miguel, então a voz dele, com toda a calma, aconselhou: "Rossi, eu acho que você precisa se acalmar. Ontem você encheu a cara e eu precisei ficar no carro na porta do prédio da Gabi até você chegar, para que a Eva não desconfiasse de nada, porque eu não sei o que você vai falar para ela. A Gabi mentiu para ela e disse que nós estávamos juntos. Mas você precisa falar com ela."

E aí outro golpe ressoou direto no meu coração, a Gabriele sabia o que estava acontecendo e ela mentiu para mim, a minha melhor amiga, aquela que eu considerava uma irmã mentiu para mim e não era o inimigo dizendo, era o Matheus e eram os atos dela na noite anterior, o desconforto, a insistência no vinho, as justificativas que pareciam mais uma tática para encerrar o assunto.

E depois de ouvir o Matheus o José Miguel fechou os olhos e respondeu com um seco "Eu vou." seguido de um suspiro fundo, que parecia uma tentativa de manter a calma perdida. O vídeo chegou ao fim e a Salma me encarou, mais uma vez com aquele sorriso que quase me fazia ver o veneno escorrer no canto da boca dela.

Eu encarei aquela mulher má e mesquinha. Ela estava enfiando um espinho fundo no meu coração, ela só queria me machucar e se livrar de mim, eu sabia disso, mas ela estava me mostrando a verdade e, embora ela estivesse se deleitando com a minha situação, eu tinha que admitir que a proposta dela era a que melhor me convinha. Eu sequei uma lágrima teimosa no canto do olho e limpei a garganta.

- Nunca pensei que eu fosse concordar com você, mas você tem razão, é melhor que eu me demita. - Eu respirei fundo e ela manteve o sorriso no rosto.

- Ótimo, eu sabia que você faria a escolha inteligente. Agora aqui, eu já deixei tudo pronto, assine onde tem um "x". E neste envelope está tudo o que você tem direito em dinheiro que é para facilitar a sua vida.

Ela me entregou os papéis da rescisão e eu nem perdi meu tempo em ler ou tocar naquele envelope de dinheiro, assinei tudo e devolvi para ela.

- Muito bem! Oficialmente você não é mais uma funcionária da Lince. Seu crachá e seus privilégios de senhas do sistema e, inclusive, do elevador para ir ao departamento financeiro já foram revogados. Você pode entrar no elevador e ir direto para a porta da rua! - Ela parou de sorrir e me indicou a porta da sala dela. - Vai, garota, desaparece!

Eu peguei a minha bolsa e saí da sala dela depressa. Enquanto eu atravessava o andar apressada eu comecei a chorar, lágrimas grossas de dor e tristeza. Quando a porta do elevador se abriu eu trombei em outra pessoa que eu detestava.

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