Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 152

"Eva"

Eu havia tido uma boa noite de sono em dias, mas claro, depois de chorar até a exaustão. O tempo todo o José Miguel estave nos meus sonhos, como se me segurasse, me impedindo de cair. E quando eu acordei essa manhã, o sonho ainda estava permeando o meu despertar, porque eu sentia o perfume dele, o calor e o peso do seu corpo. E os dedos traçando pequenos e delicados círculos no meu ventre era quase real demais, eu só podia estar sonhando ainda, pior, sonhando que estava acordada e ele estava comigo.

Eu me mexi lentamente e levei a mão até a minha barriga. Sentindo aquela mão grande ali eu levei um susto, não era um dos meus irmãos com certeza! Eu tentei me levantar depressa, enquanto o temor do susto percorreu o meu corpo, mas aqueles braços fortes me ancoraram e a sua voz chegou aos meus ouvidos, baixa, rouca e sedutora.

- Fica quietinha mais um pouco, amorzinho, eu morri de saudade! - Ele pediu, dando um beijo no meu pescoço, um daqueles beijos que deixava o meu corpo hiperconsciente do dele.

A minha garganta se apertou, eu congelei e com muito esforço eu consegui voltar a respirar. O que ele estava fazendo ali? Por que ele estava tornando tudo mais difícil? O que ele ainda queria de mim? Eu tinha visto o vídeo e, a essa altura, era impossível que ele não soubesse do que aconteceu. Ele não precisava fingir que não sabia. Eu me mexi novamente, tentando me levantar, mas ele me segurou, como se tivesse uma determinação silenciosa de me manter imóvel. Mas seus lábios roçaram o meu pescoço mais uma vez e aquele fogo que me fazia queimar por ele ardeu de novo.

- Não foge mais de mim, amorzinho. - Era uma súplica e só me deixou mais confusa. Eu tentei me levantar outra vez, mas ele não me soltou.

- Eu preciso usar o banheiro. - Eu sussurrei e ele respirou fundo, afrouxando o aperto em torno de mim.

Eu me levantei e corri para o banheiro sem olhar para ele. Eu fechei a porta atrás de mim e me olhei no espelho, desgrenhada, com os olhos inchados de tanto chorar, o rosto marcado pelas lágrimas. Eu sentia um peso enorme sobre os ombros e eu ainda não sabia o que significava ele estar aqui.

Eu demorei mais que o normal fazendo a minha higiene matinal, deixando a água morna do chuveiro escorrer pela minha pele como se pudesse me acalmar. Quando eu saí do banheiro, enrolada em uma toalha, ele estava lá, a cama arrumada e ele sentado na ponta, com os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça baixa.

- O que... - Eu parei, tomando uma respiração para tentar desfazer o nó na minha garganta. - O que você está fazendo aqui?

Os olhos dele estavam sobre mim, havia algo doce e ao mesmo tempo cauteloso em seu olhar. Ele ficou de pé e caminhou em minha direção. Eu dei um passo atrás e encostei na parede, ele colocou as mãos ali, ao lado da minha cabeça e se abaixou para olhar nos meus olhos.

- Eu estou acabando com a distância entre nós. Estou aqui pra te dizer que o que quer que aquela mulher tenha dito ou feito é apenas intriga para nos separar e eu não vou aceitar isso. - Sua voz era segura, de uma forma que tornava impossível questionar o que ele dizia.

Mas eu fechei os meus olhos, me lembrando do vídeo, das palavras duras, do olhar furioso no rosto dele.

- Eu vi o vídeo, sua conversa com o Matheus. - Eu disse num sussurro quase inaudível.

- Eu sei! - Ele estyava com aquele sorriso lindo, que o convertia num garoto. - Você não notou, amorzinho? - Meu olhar confuso me delatou e ele deu um pequeno riso. - Minha escova de dentes já está bem ao lado da sua! - Ele deu um beijo no meu rosto e se virou para o banheiro, mas ainda jogou a piadinha por cima do ombro. - Para não ter dúvidas, a minha é a verde, mas se você quiser usá-la eu não me importo!

Eu fiquei olhando para as costas dele enquanto ele desaparecia dentro do banheiro sem sequer fechar a porta. Claro que eu tinha notado a escova extra no meu porta escovas, mas como diabos ele tinha uma escova de dentes no meu banheiro? O que estava acontecendo? Eu fiquei alguns poucos dias fora, o que eu tinha perdido?

Eu balancei a cabeça e fui até o guarda roupas, tirei de lá um jeans e uma camiseta, além de um conjunto de lingerie e me vesti. Quando ele saiu do banheiro eu estava sentada na cama esperando por ele e a conversa séria e inevitável que eu preferia ter depois do café da manhã.

Ele caminhou em minha direção sorrindo e despenteado, segurou o meu queixo entre os dedos e ergueu o meu rosto para ele, então ele fechou a distância e me beijou. Um beijo que começou com um despretensioso encostar de lábios que demorou mais que alguns segundos, então ele suspirou e passou a pontinha da língua sobre os meus lábios e eu arquejei. E foi nesse momento que a língua dele invadiu a minha boca, espalhando pela minha boca o seu gosto limpo misturado com menta. Seu joelho se dobrou sobre a cama, ao meu lado e ele foi conduzindo o meu corpo para trás suavemente enquanto me beijava. Eu já estava totalmente envolvida por aquele beijo, o enroscar das nossas línguas, o desejo crescente que subia por mim, como se ficar longe dele tivesse me esvaziado completamente e agora eu precisasse ser preenchida.

Ele se deitou sobre mim, cuidando para manter o seu peso sobre o cotovelo apoiado na cama, enquanto sua outra mãos serpenteava pela minha cintura, erguendo a minha blusa para tocar a minha pele. Aquele beijo ganhou força e voracidade, mas era ao mesmo tempo doce e apaixonado. Ele me beijou como se bebesse algo saboroso dos meus lábios. E quando nos já estávamos ofegantes ele se afastou, mas eu ainda estava com saudade.

- Senti tanto a sua falta, amorzinho! - As palavras dele, ditas com carinho enquanto a ponta do seu nariz roçava o meu, me quebraram instantaneamente, porque eu morri mil vezes sem ele nos últimos dias, mas eu ainda não sabia o que significava isso.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe