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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 154

"José Miguel"

Ela ainda tinha dúvida sobre o que significava pra mim, sobre como eu me sentia em relação a ela, ela ainda não tinha percebido que era amor o que me empurrava em direção a ela. Mas eu não tinha nenhuma dúvida mais há muito tempo. Eu tinha absoluta certeza de que era ela. Eu queria que ela pudesse ver dentro de mim, ver dentro do meu coração e nunca mais duvidar do que eu sentia por ela.

- Eu te amo, Eva! E eu estou ansioso para ter esse filho com você. Mas você precisa confiar em mim, no meu amor, do mesmo jeito que eu confio em você. E eu gostaria muito que você quisesse ficar comigo, que gostasse de mim só um pouquinho assim ou que me desse a chance de te conquistar. - Eu falei em seu ouvido enquanto a abraçava, depois de beijá-la como se colocasse o meu coração nas mãos dela.

- Não dá pra gostar de você um pouquinho assim, Rossi, tampouco eu posso te dar chance para me conquistar, porque você já fez isso. Já tem bastante tempo que você me conquistou. - A voz dela era suave e macia, ainda com aquele tom de quem havia chorado mais do que precisava. Ela ergueu os olhos e encontrou os meus ansiosos. - Eu te amo, José Miguel, desde os seus gestos cavalheiros até as suas cantadinhas ridículas quando você está bêbado. Os últimos dias foram um inferno pra mim, só porque você não estava neles. E eu fui para longe porque já estava sendo tão difícil e eu não sobreviveria se você olhasse diretamente para mim e me desprezasse como a Salma fez parecer.

- Isso jamais vai acontecer, porque eu te amo e você precisa confiar nisso, confiar no que eu sinto, confiar em nós dois. Você não pode fugir de mim assim, Eva, nunca mais. Por mais difícil que pareça, você precisa falar comigo. - Eu pedi, tentando dar a ela o que ela precisava para confiar. Ela concordou, mas eu precisava de mais que um aceno de cabeça. - Promete pra mim que não vai se afastar de novo sem me dar a chance de explicar. Nós não precisávamos ter passado por tudo isso. - Eu estava suplicando que ela não nos fizesse sofrer de novo.

- Eu prometo! Eu não vou deixar ninguém mais definir nós dois. - Ela me assegurou, seus braços apertando a minha cintura e a sua cabeça encostada no meu peito. Eu a puxei comigo, me sentando na cama e a colocando no meu colo.

- Eu quero te levar para o apart, me trancar lá com você, matar essa saudade que ainda está me corroendo por dentro e esquecer a semana ruim que tivemos. - Eu dei um beijo na sua cabeça. - Mas nós temos muita coisa para resolver e precisamos ver um médico.

- Um médico? - Ela ergueu a cabeça para mim, a preocupação e até uma certa confusão em sua expressão.

- Sim, amorzinho, um médico, porque nós precisamos saber como o nosso bebê está e o que temos que fazer por ele daqui pra frente. - Eu declarei e ela deu um pequeno sorriso.

- Você não vai ser um daqueles pais neuróticos que precisam de um médico em tempo integral, não é?! - Havia uma sutil brincadeira na voz dela.

- Talvez eu queira te enrolar em plástico bolha e garantir que você fique em um ambiente esterilizado para evitar até um mínimo espirro. - Eu brinquei e ela riu. - É sério, precisamos ver o médico e fazer o acompanhamento. E eu quero que você leia o diário da vadia morta, quero que você saiba de tudo. Além disso, eu também preciso colocar algumas pessoas nos seus lugares, precisamos acalmar a sua família e, o mais importante, você precisa tirar a Gabi do sofrimento. Ela está arrasada, Eva.

- Ela mentiu pra mim e eu ainda não entendi o que exatamente ela me escondeu. - Ela respondeu com um tom amargo, com uma certa aspereza na voz que indicava que ela estava chateada.

- Ela não mentiu para você, ela só me deu tempo para que eu te contasse tudo. Ela não quis atropelar as coisas. Mas ela te ama, Eva. Ela estava preocupada, tão preocupada que faltou ao emprego dois dias e eu não tenho certeza se ela foi trabalhar hoje.

- Está aí uma coisa inédita! - Ela se aninhou no meu colo e eu podia passar o resto do dia ali.

- Nossa, como eu senti falta disso! - Eu suspirei e a segurei firme nos meus braços, mas eu sabia que tinha mais gente preocupada com ela, mesmo não querendo sair dali e compartilhá-la com o mundo, eu precisava. - Pronta para encarar todo mundo?

- Não! Mas se não sairmos desse quarto um dos meus irmãos não vai demorar a arrombar a porta. - Ela brincou e deu um beijo na junção do meu pescoço com o meu peito.

Ela saiu do meu colo e depois que nos levantamos, antes da sair daquele quarto, eu a puxei para um beijo que me fez ter vontade de arrancar as roupas dela.

- Me arruma, amorzinho! - Eu pedi e me abaixei um pouco em frente a ela.

Ela deu uma risadinha que pareciam sininhos tocando ao vento. E quando seus dedos tocaram os meus cabelos eu fechei os olhos e suspirei de satisfação. Como eu tinha sentido falta dela, dos nossos pequenos momentos juntos. Ela arrumou o meu cabelo, depois ajeitou a minha camiseta, a esticando sobre o meu peito, passando as mãos pelo meu abdomen e então me deu um selinho.

- É o que parece! - Ela sorriu, mas não perdeu a oportunidade de colocar os irmãos sob suas condições. - E eu não quero um discurso sobre como eu não me cuidei e que poderia ter acontecido coisa pior e nem nada do tipo. Eu já sei de tudo isso e eu não me arrependo.

- Na verdade, irmãzinha, nós estamos mais preocupados com o Rossi. - O Érico soltou em tom de preocupação e todos começaram a rir.

- De verdade, Eva, nós estamos felizes com a notícia. - O Edson esticou a mão sobre a mesa para tocar a mão da irmã.

- E já estamos planejando converter o quarto do Érico num quarto de bebê, ele vai passar a dividir o quarto comigo e... - O Elias começou a fazer planos, mas eu ia estragar a alegria dele.

- Muita calma aí, cunhado! Eu aprecio e agradeço que você tenha trazido o meu amorzinho de volta pra mim, mas esse quarto de bebê vai ser feito em outro lugar. - Eu falei naturalmente e todos me olharam como se eu tivesse ganhado uma cabeça extra. Todos, menos a Marta, que tinha um sorrisinho de quem sabia de tudo.

- Eu te disse que ela não precisa de um marido. - O Edson falou seriamente.

- Sim, ela não precisa de um marido e a questão não é o que ela precisa, é o que ela quer. Além do mais, eu preciso dela e do meu filho comigo, então, desculpa, cunhado, mas eu vou fazer qualquer coisa para ela aceitar dividir o teto comigo. - Eu dei um sorrisinho confiante.

- Tá bom, chega! Vocês quatro prestem bastante atenção, quem decide o que eu preciso ou o que eu quero sou eu e eu ainda não estou fazendo planos, por enquanto eu só quero acabar de arrumar toda essa confusão da última semana. - A Eva respondeu afiada, nos colocando nos nossos lugares, bem na palma da mão dela.

- Mas eu vou te convencer. - Eu falei baixinho no ouvido dela depois de dar um beijo em seu rosto e ela deu uma risadinha.

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