Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 155

"Eva"

Depois do café, o José Miguel me levou para a casa do Matheus. Ele queria que eu lesse os diários. Quando eu entrei na casa, eu fiquei impressionada com o quanto aquele lugar parecia ter sido feito para a Gabriele, era totalmente a cara dela aquele lugar e eu nunca imaginei que o Matheus tivesse tanto bom gosto. O que eu não esperava era encontrar a Gabriele lá, porque ela deveria estar no trabalho.

- É melhor que você já tenha parado com a palhaçada de não falar comigo! - A Gabriele disparou em minha direção assim que eu passei pela porta.

- Depende, você já parou com a palhaçada de mentir pra mim? - Eu soltei afiada e os olhos dela brilharam, eu sabia que ela revidaria e isso era parte da nossa dinâmica quando tínhamos algum problema entre nós.

- Não seja uma vaca, Eva Sanchez! Eu tenho certeza que o Rossi já te explicou tudo e se ele não explicou eu chuto a bunda dele! - Ela parou a três passos de mim, cruzando os braços.

- Ei, deixa o meu lindo traseiro fora da briga de vocês! - O José Miguel deu um beijo no meu rosto e sorriu para a Gabriele, indo cumprimentar o Matheus do outro lado da sala.

- Não é ele quem tem que explicar porque você mentiu para a sua melhor amiga. - Eu joguei para ela, fingindo estar chateada.

- Porra, Eva, dá pra parar de fazer essa cara de bunda?

- Sério, Gabi? Depois da merda que você fez? Eu deveria estar te mandando para a puta que pariu, não só fazendo cara de bunda.

- Que caralho! - Ela esfregou o rosto e colocou as mãos na cintura. - Foi só a porra de um diário fodido em que a vadia morta contou que passou a perna no bobão ali, não foi uma amante no armário dele.

- Se faz de burra, né, Gabi! - Eu ergui a sobrancelha e tentei conter um sorrisinho, mantendo o tom de voz mais neutro possível. - O problema é que você mentiu na minha cara! Você é minha amiga, porra! A gente é irmã! E agora eu estou aqui, aguentando essa sua cara de cachorrinho arrependido de ter feito xixi no tapete, enquanto eu deveria estar puta da vida e te xingando de todos os nomes baixo nível imagináveis.

- Entao xinga, inferno! Grita! Mas para de fazer essa cara de paisagem e falar com esse tonzinho de voz de quem não se importa, porra! Isso é mais irritante do que arranhar o quadro com as unhas! - A Gabi elevou o tom de voz e eu sabia que ela estava no ponto para ficar mais engraçada, porque ela era hilária quando estava com raiva.

- Não, querida, eu estou muito zen hoje. Estou mentalizando manter uma conversa madura, na qual eu não mande você ir se foder. - Eu precisei morder o canto da boca, porque ela estava ficando vermelha e não ia demorar a baixar a guarda. - Ah, qual é, Gabi, você me transformou na otária da rodada.

- Porra, Evita, eu fui uma ridícula, mas eu te amo, caralho! - E aí estava a Gabi de guarda baixa. - Juro que não vai acontecer de novo. Vai, me perdoa? Olha a gente pode ir pra balada ou naquele bar caríssimo que você adora, tudo por minha conta! - Ela falou com os olhos lacrimosos.

- Balada, Gabi? Tá doida? Meu amorzinho só vai pra balada se eu for junto! Tá bom que eu vou deixar um monte de marmanjo ficar rondando minha mulher, sem chance! - O José Miguel reclamou do outro lado da sala e eu não consegui conter o sorriso.

- É isso aí, Rossi! E você também, Peste delícia, sua vida de solteira na balada acabou! Não esquece do nosso trato, evento exclusivo na minha temporada! - O Matheus avisou a Gabriele, que revirou os olhos.

- Cala a boca, razão da minha tremedeira nas pernas! - A Gabriele revidou para ele e eu comecei a rir, porque a cara de satisfação do Matheus foi impagável.

- Vai por mim, Rossi, essa peste delícia me ama! - O Matheus falou alto o suficiente para fazer a Gabriele bufar.

- Quer saber, aquele bar caríssimo é muito pouco, considerando que a sua falta de confiança em mim me causou um trauma profundo e eu tive que passar dias num lugarzinho bucólico no meio do mato, completamente entediada, porque não podia ir para a casa da minha melhor amiga. - Eu dei um sorrisinho malicioso.

- Ah, qual é, Evita? Trauma profundo? Deixa de ser ridícula! - A Gabriele revirou os olhos.

- Ah, agora eu sou a ridícula? Eu, que fui traída e enganada?

- Se eu for pra Lince antes do Heitor me chamar eu arranco a cabeça da Salma. - O José Miguel explicou. - Estou de folga hoje, amorzinho, pra passar o dia com você explicando tudo o que está acontecendo e matando essa saudade que você me deixou.

- Ai, que lindo! - Eu suspirei e me virei para a Gabriele. - Não me diga que em solidariedade a mim você se demitiu também.

- Claro que não, Evita! Meu chefe me deu férias. Vinte dias. Coisa mais esquisita, eu fui até a empresa e pedi um dia de folga para resolver umas questões pessoais e ele todo sorridente me disse que tinha verificado que eu tinha férias a tirar e não podia protelar mais. Me deu vinte dias de férias sem reclamar. Estou com medo de quando voltar ele me demitir, porque você lembra o drama que foi da última vez que eu pedi férias? Aí ele me deu quinze dias e eu tive que voltar a trabalhar uma semana depois? Pois é, agora ele simplesmente ficou feliz demais em me dar vinte dias de férias e, pasme, ele ainda não me ligou!

- Que esquisito! - Eu franzi as sobrancelhas. - Mas não se preocupa, se ele te demitir o Bóris te contrata na farmacêutica.

- Ou eu te contrato na Bittencourt, Peste! Já te falei, larga esse chefe mala e vem trabalhar com o seu carrapato gostoso! - O Matheus deu uma piscadinha pra ela, que revirou os olhos.

- Tá bom, vão para o quarto vocês dois! - Eu brinquei enquanto o Matheus dava um beijo no pescoço da Gabriele. - Rossi, onde está o diário com as fofocas da vadia morta?

- Adoro quando ativa o modo mandona, mas gosto ainda mais do modo desbocada! - O José Miguel me deu um selinho e pegou três cadernos grossos sobre a mesinha. - Aqui, amorzinho, esse foi o primeiro que lemos. Te deixo com essa leitura aprazível enquanto nós três terminamos esse outro volume, que na verdade conta as safadezas da vadia morta antes de me fazer de idiota.

- E esse outro? - Eu apontei para o terceiro caderno nas mãos dele.

- Esse o Matheus encontrou nas coisas da Carmem, mas eu vou deixar que ele te conte tudo o que ele e a sua amiguinha andaram aprontando com a Carmem.

O José Miguel me entregou o diário e o Matheus e a Gabriele começaram a contar aos risos todas as coisas que armaram contra a Carmem nos últimos dias com a ajuda da Berta e da Candinha. Eu gostava cada vez mais daquelas duas.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe