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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 16

“Eva”

A Sara se encarregou de me mostrar a minha sala, que era bem ao lado da sala do meu chefe e talvez eu até pudesse escutar o que estava acontecendo na sala dele. Mas a Sara era aquele tipo de secretária eficiente demais e prestativa demais e, ao invés de me deixar ali ouvindo pela parede, ela se ofereceu para me motrar o departamento e apresentar os meus novos colegas de trabalho. E como você diz ao fiel cão de guarda que não quer conhecer seus colegas, só quer espionar o que acontece na sala do seu chefe? Não teve jeito!

- Você vai gostar muito de trabalhar aqui, Eva, são todos muito simpáticos, mesmo sendo todos um pouco mais velhos que você. – A Sara começou a tagarelar sobre o departamento.

Ela tinha razão, eram todos muito gentis e eram todos bem mais velhos que eu. O departamento tinha várias salinhas e você só via as pessoas se abrisse uma das portas, pareciam todos ocupados demais e era tudo muito silencioso. Era diferente do departamento de recursos humanos que eu tinha conhecido, um andar aberto e movimentado.

- Sara, quem é aquela mulher? – Eu perguntei para a secretária durante o nosso tour pelo departamento.

- A Carmem. Ela quase não vem aqui, felizmente. Ela é insuportável. – A Sara se limitou a responder o que eu já sabia. – Mas pelo que eu entendi você já a conhecia.

- Ela me atropelou ontem, quando eu saí daqui. Realmente ela é uma pessoa desagradável. Ela é parente do chefe? – Eu perguntei como quem não quer nada, mas a Sara parou e me encarou.

- Eva, o Sr. Perfeito não mistura vida pessoal e profissional. É melhor você esquecer a Carmem, ela não costuma aparecer por aqui, não será um problema pra você. – A Sara deu um sorriso profissional pra mim e eu soube que dali não tiraria mais nada.

Depois de conhecer todo o departamento eu voltei para a minha sala, mas eu estava muito interessada em saber quem era a tal Carmem, esquecê-la, como a Sara sugeriu, não era uma possibilidade. Assim que eu me sentei em minha cadeira eu liguei para a Gabriele.

- Evita, você me ligando tão cedo só pode ser por um motivo. Você dormiu com o gostosão de novo, não foi? – A Gabriele falou assim que atendeu e eu só consegui pensar que a minha amiga me conhecia muito bem.

- Ai, Gabi, cancela o meu livre arbítrio porque eu não estou sabendo usar essa merda! – Eu reclamei e ela riu. – Não ri não! O que você acha, que é fácil dizer não para aquele homem? Não minha amiga, não é!

- Pelo menos agora ele não é mais um estranho que pode te matar, esquartejar e jogar os seus restos mortais em um buraco qualquer. – Ela brincou. – E sabe quem eu encontrei hoje bem cedinho? O Leon. E ele estava todo irritadinho porque parece que a minha amiga finalmente abriu os olhos.

Eu sorri com o comentário da Gabriele e contei para ela a minha conversa com o Leon essa manhã.

- Chocada, Evita! Ó, bato palmas pra você, finalmente tirou a venda dos olhos. O Leon não vale nada e eu fico feliz que você saiu dessa. Agora me conta do gostosão.

- Ai, Gabi, eu tirei o Leon da minha vida, mas acho que me meti em outro problema.

- Por que, Evita? Você e o Rossi não combinaram esquecer o que aconteceu e manter as coisas apenas num nível profissional?

- Ah, é, a gente vai esquecer muito se ele continuar me beijando e me levando para aquele maldito apart que só pode ser o abatedouro dele.

- O quê? Você está dizendo que ele mantém um apartamentinho para levar mulheres? Evita isso não faz sentido!

- Ah, faz sentido sim, Gabi, faz muito sentido pra mim se ele já for comprometido.

- Amiga, ela não deve ser nada dele.

- Ah, não?! Então como ela entra na sala dele como se fosse a dona dele?

- Amiga, pensa bem, você disse que o homem é tipo um acontecimento na cama, se ela fosse alguma coisa dele ela não seria mal humorada. Não mesmo. Porque uma mulher que tem sexo de qualidade, Evita, não fica de mau humor, não. Fica é com a pele boa, sorriso no rosto, hormônios equilibrados… do jeitinho que você está! - A Gabriele me fez rir.

- Ai, Gabi! Agora me conta, e você com o Matheus? Ele te levou pra casa e parecia bem interessado.

- É, interessado demais, do mesmo jeito que se interessa por mais dez mulheres ao longo do dia. Conheço o tipo, Evita, um mulherengo, cheio de charme e de conversinha, mas esse tipo comigo não se cria. Ele me deu uma carona pra casa e foi isso.

- Não rolou nada? Nem um beijinho?

- Não! Nem dei a ele meu telefone. Não sou playground de marmanjo e aquele ali é o tipo que ama demais as mulheres pra ficar com uma só.

- É, Gabi, cuidado pra não ficar igual a tal da Carmem, mal humorada, ranzinza, insuportável e com um aplique ridículo no cabelo. – Eu comecei a rir.

Depois de falar com a Gabriele eu voltei ao trabalho, determinada a me manter fora do caminho do Sr. Rossi o máximo possível e ser um exemplo de profissionalismo.

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