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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 163

"Eva"

Ainda era cedo, quando eu senti os beijos do José Miguel no meu ombro. Sem dizer palavra ele me virou para ele e fez amor comigo outra vez, lento, doce, completamente apaixonado. Nossos corpos se entendiam de uma maneira única e acordar daquele jeito era agora o meu jeito preferido de acordar. Nós tomamos banho juntos, nos arrumamos juntos e tomamos o café da manhã, com calma e sem correria.

- Você está olhando para esse pote de geléia como se o desejasse mais do que a mim. - Eu falei ciumenta e ele deu um sorriso malicioso.

- Não verdade eu estou desejando essa geléia em você! - Ele declarou e me causou um arrepio.

- Talvez eu permita. - Eu sorri alegremente.

- Ótimo, porque está na minha agenda para logo depois da sua consulta. - Ele confessou e me deu uma piscadinha sobre a borda da xícara de café que ele levava à boca.

- Você não vai voltar ao trabalho hoje?

- Só à tarde. Eu ainda estou com saudade de você, amorzinho. - Ele se curvou e me deu um beijo.

Enquanto estávamos a caminho do hospital para a consulta eu comecei a ficar ansiosa, como se à partir daquele momento o bebê se tornasse real e eu o sentisse finalmente dentro de mim. E quando o médico apareceu na porta, com um sorriso afável e a voz de quem tinha todo o tempo do mundo chamando o meu nome, foi como se ele me dissesse "a sua vida acabou de mudar completamente".

E naquele momento eu senti uma pontada de medo me invadir, medo de não ser suficiente para esse bebê, medo de não conseguir protegê-lo, medo de errar. Cada medo que eu senti um dia na vida simplesmente já não era nada se comparado ao medo que eu senti de que algum mal pudesse atingir o meu bebê.

Eu dei um riso nervoso, parecia insano eu estar pensando em medo e nos males que poderiam atingir o meu bebê e contra os quais eu deveria protegê-lo, naquele momento em que tudo deveria ser expectativa e alegria. Mas eu cresci vendo o que o mal pode fazer e eu havia acabado de passar por uma situação que foi causada pela maldade de outra pessoa, então sim, eu estava com medo de que a maldade atingisse o meu filho.

- Está tudo bem, amorzinho? - O José Miguel perguntou baixinho, ou porque notou a minha mão apertar um pouco mais a dele ou porque sentiu que eu tremi um pouco.

- É só ansiedade. - Eu respondi e cumprimentei o médico, que poderia levar facilmente o prêmio de "mister simpatia". - Bom dia, Dr. Molina, obrigada por me encaixar na sua agenda.

- Eva, eu não perderia por nada a oportunidade de acompanhar a sua gravidez! - Ele me deu um sorriso pacífico. - Aquele convencido do meu neto deve ter dito que eu faço tudo por ele. - Eu confirmei e ele riu. - Faço mesmo! Mas vocês dois são muito especiais, Eva, são amigos do meu neto, da minha sobrinha e do meu filho postiço, além disso eu conheço bem o seu primo. Resumindo, eu ficaria magoado se vocês não tivessem me procurado.

- Obrigada, doutor. - Eu respondi e ele se virou para o José Miguel que o encarava como se tivesse visto um fatasma.

- Eu preciso te perguntar, você está confortável comigo assistindo vocês ou quer que eu indique um colega? Por favor, fique à vontade, se você precisar de tempo para decidir não tem problema, eu posso pedir a um colega que venha agora ver a Eva. - A sensibilidade do Dr. Molina em abordar o assunto, em não se impor, em ouvir o que o José Miguel tinha a dizer, me disse muito sobre o caráter dele e sua ética médica.

- Eu acho que está na hora de encerrar esse ciclo de dor e da próxima vez que eu o vir nos meus sonhos, doutor, eu quero que seja num momento feliz. - O José Miguel sorriu. - O senhor tem toda a minha confiança, não porque todo mundo diz que o senhor é o melhor, mas porque eu sei que o senhor se importa, eu vi nos seus olhos naquele dia que o senhor se importava, que perder meus filhos te doeu. Então eu não poderia estar mais tranquilo, sabendo que o meu filho virá ao mundo pelas suas mãos.

Os dois se olharam com um entendimento mútuo. E eu já estava emocionada e limpando as lágrimas há alguns minutos.

- Eu acho que encerrar esse ciclo é o que eu preciso também! - O médico abriu um grande sorriso. - Você está pronto para ressignificar tudo isso e abraçar essa nova chance como um amanhecer ensolarado e feliz? - O médico deu um sorriso doce.

- Prontíssimo! - O José Miguel respondeu e apertou levemente a minha mão, se virando para mim. - Me desculpe por estagar a consulta. Está tudo bem pra você se continuarmos com o doutor.

- Amorzinho, você não estragou absolutamente nada! Só torna tudo mais especial saber que esse processo significa uma nova vida para todos nós. - Eu o abracei e dei um beijo em seu rosto. - Além do mais, bem que o Enzo me avisou, o Dr. Molina também é um príncipe e eu adoro os príncipes, eles sempre estão envolvidos com o tal final feliz! - Eu brinquei e eles caíram na risada, a tensão do momento desfeita com a esperança de um final feliz.

- Pois então, casal, vamos começar. - O Dr. Molina respondeu com alegria e chamou a enfermeira novamente para a sala.

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