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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 165

"Eva"

Depois da consulta e daquele pequeno susto, nós saímos do consultório irradiando felicidade. O José Miguel estava pronto para voltar ao trabalho, mas ele me deixaria em casa antes de ir.

- Como aquele laboratório é tão irresponsável? Além de mandar para a empresa exames que não deveria, ainda tem exames errados. Imagina se eles erram o exame de alguém que está doente? Isso é muito grave! - Eu falei ainda irritada com o laboratório.

- Sim, isso é muito grave e eu não entendo porque a Lince mantém o convênio com aquele laboratório se o padrasto do Heitor é o dono do melhor hospital da cidade. - O José Miguel concordou. - Vou falar sobre isso com o Heitor e avisar ao Dr. Romeu para que ele tome providências. Agora vamos mudar de assunto. O que você acha de passarmos o resto da manhã no shopping, almoçarmos juntos e depois eu te deixco na casa da sua mãe antes de ir para o trabalho? - Ele me olhou com um sorriso.

- E o que nós vamos fazer no shopping? - Eu o encarei sem entender, porque eu achava uma perda de tempo bater perna em shopping.

- Eu vou mimar você e comprar o primeiro presente do nosso bebê, antes que o Matheus, a Gabriele, o Enzo ou um dos tios dessa criança faça isso. - Ele me olhou sério e eu comecei a rir.

- Isso é brincadeira, não é?! - Eu o encarei.

- Não, eu quero dar o primeiro presente do meu filho, ninguém vai me tirar esse prazer. - Ele estava determinado e eu comecei a rir.

- Está bem, vamos ao shopping. - Eu declarei.

No fim da manhã eu já estava cansada. O José Miguel entrou em todas as lojas de artigos de bebês e gestantes. Ele carregava um número enorme de sacolas com a animação de uma criança numa loja de doces, enquanto eu só queria me sentar e colocar os pés para cima.

- Paixão, agora chega, não é?! Eu já estou me sentindo mimada o suficiente para os próximos três meses. - Eu resmunguei quando saímos da última loja.

- Tudo bem, amorzinho, essa foi a última. O que você acha de me esperar no restaurante que nós combinamos? Eu levo as sacolas para o carro e depois te encontro lá, assim você não fica mais cansada. - Ele sugeriu e eu aceitei prontamente.

Como um bom cavalheiro ele me acompanhou até a entrada do restaurante, que ocupava uma grande loja naquela praça de alimentação. Ele pediu ao funcionário que estava sorridente na porta que me acompanhasse até uma mesa, me deu um beijo e foi em direção aos elevadores. Eu me sentei em uma mesa que ficava não muito distante da entrada ao lado da meia parede que tinha floreiras. Era um lugar agradável, com uma calmaria dentro da efervescência do horário de almoço em um shopping.

Eu me sentei e pedi um suco. Eu tinha um sorriso no rosto e uma felicidade dentro de mim que me fez esquecer todos os problemas. Do lado de fora um garotinho que passou sorridente segurando um balão em forma de dinossouro em uma mão e a mão da mãe na outra roubou a minha atenção. Ele falava empolgado sobre qualquer coisa e gesticulava, a mãe sorria e lhe dava toda a atenção do mundo. E eu estava tão distraída que eu nem me dei conta quando duas figuras se aproximaram da mesa.

- Pronto! Estragou o meu dia. - Uma voz irritante cortou os meus pensamentos.

Eu não precisava olhar para saber, eu conhecia muito bem aquela voz. E sabia que aquela encrenca nunca passava por mim sem parar para me infernizar. Eu virei a minha cabeça devagar, com um sorriso no rosto.

- Pois o meu dia está perfeito, Carla! - Eu falei e vi a raiva nos olhos dela.

- Você não se cansa, Eva, de seguir a gente? - A Carla reclamou agarrada a mão do Leon. - Que prazer é esse que você tem de me fazer mal assim? Será que você ainda não entendeu que o Leon não te ama? Tem que aparecer em todos os lugares onde vamos?

- Criatura, eu nem lembrava que vocês existiam! - Eu respondi com uma leve diversão, porque era se dar importância demais pensar que eu estava ali só para provocá-la.

Mas uma coisa me chamou a atenção, o Leon me olhava de um jeio estranho e pela primeira vez ele não incentivou as ofensas da Carla.

- Olha, Eva, eu me afastei, dei tempo para você até tentar conquistar o Leon, mas você não conseguiu, embora tenha se enfiado na cama dele como sempre! Mas ele não te ama, entende isso e deixa a gente viver em paz. - A Carla insistiu.

- Você está louca, Carla? Olha, eu não sei qual mentira o Leon te contou dessa vez, mas te garanto uma coisa, de mim você está livre! Eu acordei pra vida faz tempo e nem me lembro da existência desse traste aí. Lamento por você, que ainda cai nos truques baratos dele. - Eu respondi irritada.

- Não é uma má idéia. - Eu concordei e ele colocou uma sacola na minha frente. - O que é isso?

- Isso é um celular moderno, para que você aposente o seu dinossauro de estimação e o agradeça pelos bons serviços prestados. - Ele sorriu e eu olhei dentro da sacola, vendo repousar lá a caixa de um celular caríssimo.

- Ficou doido? Eu não quero isso! Não vou correr o risco de ser assaltada porque uso um celular que custa mais caro que os meus dois rins custariam no mercado negro de tráfico de órgãos. - Eu respondi e empurrei a sacola para ele.

- Amorzinho, você vai aceitar esse celular, é um presente meu e também é para que eu possa ficar tranquilo. O seu celular mal aguenta quatro horas longe do carregador e ele para de funcionar de repente, te deixa na mão, você precisa de um aparelho novo. E esse aqui tem uma bateria de longa duração e muitos recursos que podem ser interessantes para você.

- Eu agradeço, mas o meu dinossauro vai continuar me prestando bons serviços até morrer. - Eu respondi rindo, mas ele estava sério.

- Eva, isso é sério. Eu não posso passar outra vez pelo desespero que passei na semana passada. Eu preciso conseguir falar com você, eu preciso saber que você não estará incomunicável se precisar de alguma coisa. Agora mesmo, enquanto eu fui até o estacionamento, você não teria como falar comigo, porque o seu celular continua sem bateria dentro da sua bolsa. Eva, você está grávida e se acontecer uma emergência e o seu celular não funcionar? Eu preciso saber que meus dois amores estão bem! - Ele declarou e eu não tinha como lutar contra isso.

- Está bem! - Eu respondi com um suspiro pesado. - Mas podemos trocar por algo mais simples?

- Não, não podemos! - Ele bateu o pé. - Só aceita. Eu vou conectgá-lo ao carregador para você todas as noites.

- Está dizendo que vai dormir comigo todas as noites, Rossi? - Eu o provoquei e ele sorriu.

- Pode apostar que eu vou! - Ele respondeu e me deu um beijo antes que o garçon se aproximasse.

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