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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 166

"Eva"

Eu estava me sentindo mal só por estar nesse lugar, mas eu precisava encarar o Domani. O dia anterior tinha sido tão bom, ouvir o coração do bebê foi emocionante e, à tarde, enquanto eu mostrava a minha mãe todas as coisinhas de bebê que o José Miguel havia feito questão de comprar, eu recebi as flores que ele enviou para mim.

No entanto, à noite o Dr. Romeu apareceu com a notícia de que tinha marcado a visita que eu pedi. Meus irmãos, protestaram, minha mãe ficou preocupada e o José Miguel não estava nem um pouco empolgado com aquilo, mas eu estava decidida e eles tiveram que aceitar, com a condição de que o Dr. Romeu não sairia do meu lado.

Enquanto eu caminhava até o tal parlatório, onde eu falaria com o Domani, a cada batida que eu escutava de portas sendo fechadas e trancadas o meu coração dava um pulo no peito. Eu me sentia sendo trancada e sufocada naquele lugar. Eu odiava estar ali e eu odiava o Domani. Essa seria a única vez.

Eu me sentei diante de um vidro, tinha um interfone ao lado e do outro lado do vidro uma cadeira vazia. O Dr. Romeu se sentou ao meu lado e deu um leve aperto na minha mão para me tranquilizar. Quando nós entramos eu vi dois outros advogados conversando com seus clientes e um calafrio me subiu à espinha com o olhar que um dos homens me deu.

Então eu ouvi a voz dele, meio abafada pelos vidros, mas com um sotaque meio caricato, como se ele tentasse fazê-la mais fina, mesmo assim eu reconheci o timbre da voz e a risada. Ele parou em minha frente, a camisa estava cortada como se fosse um cropped, os cabelos estavam mais compridos e a franja caía nos olhos, ele usava brincos e suas unhas estavam pintadas de vermelho. O sorriso dele morreu no instante em que me viu e ele balbuciou o meu nome. Como se estivesse em choque ele deslizou até a cadeira e pegou o interfone.

Eu passei as mãos no rosto, eu não conseguia fingir que aquela imagem não me abalou. O homem orgulhoso, egoísta, egocêntrico e agressivo de outrora parecia ter se convertido numa piada. Os olhos dele brilharam com o que só poderiam ser lágrimas contidas. A vergonha em seu rosto era nítida, mas com certeza a decepção no meu também era. Eu peguei o interfone e coloquei no ouvido, mas ele foi o primeiro a falar.

- Estou surpreso que você tenha vindo! Mas pelo visto você também está surpresa em descobrir que o seu pai é gay. Decepcionada, filhinha? Não me diga que você não me aceita como eu sou? - A voz dele voltou ao que era, cortante como sempre, a língua pronta para ferir os meus sentimentos.

- Você não é meu pai, nunca foi. Doar material genético não faz de você um pai! - Eu respondi. - No entanto eu concordo com uma coisa, você me surpreendeu, depois de tudo o que você fez com o Érico quando descobriu que ele era homossexual?! É inesperado! Não, é realmente inacreditável! Mas o que me decepciona mesmo, Domani, é que você tenha feito todos nós sofrermos tanto e, pelo que vejo, mesmo aqui nesse lugar, você ainda não aprendeu nada.

Ele me encarou por um momento e eu sustentei o seu olhar, não desviei como fazia antes e talvez isso o tenha incomodado, porque ele olhou para o lado e apoiou os cotovelos sobre a pequena bancada a sua frente.

- O que você quer, Eva? Eu me lembro que da última vez que conversamos, e isso já tem um bom tempo, você disse que eu nunca mais te veria. Então por que você está aqui? - Ele perguntou, seus olhos começando a irradiar aquela raiva que me aterrorizava, mas ali ele não podia me tocar.

- Então você se lembra porque eu te disse isso, não é, Domani. Você se lembra que queria me prostituir para os seus parceiros de negócios, não se lembra? Por que eu ainda me lembro da armadilha que você preparou para mim. - Eu limpei uma lágrima no canto do olho. Ele se lembrava, mas eu ia jogar aquilo tudo na cara dele. - Você apareceu, bancando o bom pai arrependido por dias, aí me convidou para a sua casa, disse que era um jantar, para nos aproximarmos como pai e filha. Lembra? Não passava de uma festinha escandalosa daquelas que você adorava dar, regada a álcool, drogas e sexo.

- Ah, você é muito rancorosa! Não te custava nada me ajudar a fechar aquele contrato com os russos. O que eu posso fazer, o homem te viu uns dias antes, gostou de você e eu disse que não teria problema. Mas você me meteu numa grande encrenca aquele dia. - Ele ainda teve coragem de se justificar, isso era o Domani, esse lixo de ser humano.

- Ah, você não sabia, olha que interessante! - Ele riu e se recostou na cadeira. - A Cora é sua irmãzinha! Quer dizer, você é a mais nova, então você é a irmãzinha.

Estava tudo rodando na minha frente e eu quis vomitar. Aquilo só podia ser piada, uma piada de muito mal gosto. Meus olhos lacrimejaram, minha mão tremeu e eu fiquei sem voz. Na minha frente tudo era um borrão e eu só escutava a voz dele repetindo "é sua irmãzinha". Eu senti a mão do Dr. Romeu no meu ombro, ele me pediu o interfone.

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

E olha a confusão do Domani aí, hein?! Aposto que vocês querem saber direitinho o que rolou entre a cobra de aplique e o Domani. Sabem quem vai fazer o Domani contar tudo? O maravilhoso Romeu! E vai ser amanhã. Ah, prestaram atenção no Leon? Sabem como é, Eva e José Miguel estão colocando os ratos para correr, mas o que acontece quando se mexe no ninho de vespas? Elasa se agitam e atacam. Fica a dica! Outra coisa, amanhã teremos a fogueira da bruxa e vai ser babado no tal cemitério.

Um beijo no coração meus lindos!

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