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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 172

"Elias"

Meus irmãos e eu estávamos encostados nos carros estacionados em frente a um pequeno edifício residencial, onde combinamos de nos encontrar com o Matheus e a Gabriele. Já passava das dez da noite quando o carro do Matheus parou atrás do nosso e eles saíram sorrindo como se estivessem indo encontrar amigos em um bar.

- Você está reunindo um pequeno exército, Matheus?

A pergunta veio de uma mulher de uns trinat anos, alta, com a pele em um tom café com leite claro, cabelo caindo em cachos escuros até a cintura e olhos amendoados brilhantes num tom dourado de folhas secas. Ela estava toda vestida de branco e, embora a roupa não fosse muito justa, abraçava cada curva do seu corpo, o que a fazia se destacar ainda mais. Certamente ela atraía muitos olhares, principalmente quando sorria, uma boca grande de lábios generosos que combinava perfeitamente com ela e as maçãs do rosto definidas que ficavam evidentes com o sorriso.

- É quase isso, Tati! - O Matheus a cumprimentou como se fosse uma velha amiga e depois ela e a Gabriele se abraçaram. - Tati, esses são nossos ajudantes do dia, "Huguinho, Zezinho e Luizinho".

- Os sobrinhos do "Pato Donald". - Ela deu uma gargalhada alta e sonora que me fez estreitar os olhos para ela, quase me fazendo rir junto. - Estão mais para "Mestre, Zangado e Dunga"!

- Ok, eu sou o Dunga! - O Érico se apressou em levantar a mão e se desencostou do carro. - Muito prazer, eu sou Érico. Preciso dizer que sou o mais simpático?

- Não, Érico, e nem precisa dizer que são irmãos. - Ela continuou com aquele sorriso de dentes perfeitamente brancos e alinhados.

- Ótimo, garota esperta! Aquele é o Edson, o mais velho. Ah, claro, eu sou o mais novo também. - O Érico continuou falando.

Ele era um tagarela, sempre foi, e sempre se aproximava das mulheres como se fosse um gatinho que elas quisessem colocar no colo. O Edson a cumprimentou com um meio sorriso e a Tatiana me encarou com uma sobrancelha erguida.

- E qual o nome do Zangado, Érico? - Ela quis saber e ele riu.

- Pode chamar de zangado mesmo. Ele não tem o melhor humor e dificilmente você vai conseguir alguma simpatia dele. - O Érico deu uma piscadinha charmosa para ela.

- Palhaço! - Eu desencostei do carro e dei um tapinha na cabeça dele. - Eu sou o Elias, sou o único que leva as coisas a sério. E o que nós vamos fazer hoje é muito sério, senhorita, é melhor não dar muita chance para o Érico te distrair.

- Matheus, isso era para ser divertido. O Zangado tem que ir com a gente? - Ela reclamou com o Matheus e ele riu dando de ombros.

- Tem que ir, Tati. Ele é a minha garantia que vocês não vão se divertir demais e esquecer o que têm que fazer. - O Matheus avisou, mas estava se divertindo como se fosse um passeio no parque. - Tati, eles são cunhados do José Miguel, vão cuidar de você e te ajudar. Todos vocês já sabem o que têm que encontrar, me avisem assim que saírem de lá.

Nós nos despedimos do Matheus e da Gabriele e, para minha surpresa a Tatiana empurrou o Edson e o Érico para o banco de trás e se sentou ao meu lado na frente. Eu olhei para ela como quem espera uma explicação e ela me encarou de volta.

- O quê? Prefere um dos seus irmãos sentados do seu lado? Eu não mordo, Zangado! - Ela riu. - E liga o rádio, você precisa de um pouco de música.

- Você é meio atrevida, né?! - Eu perguntei tentando não sorrir para a falta de cerimônia dela.

- Querido, nós vamos invadir uma propriedade particular e procurar informação que iremnos roubar na cara dura, juntos! Você acha mesmo que eu preciso ser formal com vocês? - Ela me encarou como se eu fosse um idiota e talvez eu fosse, porque da forma como ela colocou as coisas, eu estava participando de uma quadrilha de mãos leves.

- Sendo assim, fique à vontade. - Eu apontei para o rádio e deixei que ela fizesse o que quisesse.

A viagem até o hospítal não durou mais que vinte minutos, mas foram longos vinte minutos com a Tatiana e o Érico fazendo um dueto dos maiores sucessos da "Lady Gaga". Quando eles cantaram "Bad Romance" eu pensei que meus tímpanos explodiriam. Enquanto isso o Edson ria como se estivesse num show de humor.

- Nem vem, Michel! - Ela respondeu irritada. - Eu te peguei paquerando aquela novata, você acha mesmo que eu vou te perdoar? Acorda!

- Tati, nada a ver. Vem, vamos conversar. - Ele tentou pegar a mão dela e ela deu um ta-pa- barulhento na mão dele, que a recolheu como se tivesse se queimado.

- É o seguinte, Michel, você queria o meu perdão, eu te perdôo se você me ajudar, mas isso não significa que eu vou voltar com você. - Ela sugeriu e ele passou a mão no cabelo outra vez. Esse rapaz ia ficar careca.

- Eu te ajudo, mas você tem que me dar uma chance. O que você quer, Tati?

- Você me ajuda, eu não guardo mágoa e se dê por satisfeito! Eu preciso encontrar uma coisa na sala do Mauro.

- O quê? Deixar você revirar a sala do exorcista de carteira? E sem ganhar nada com isso? Sem chance! Se o jaleco das trevas descobre que eu fiz isso ele me mata com uma injeção letal e faz parecer um ataque cardíaco! Sem chance, Tatiana. - O médico ficou ainda mais nervoso.

- Mas é um molenga. - Eu murmurei. - Ah, tá bom, capitão gelatina, faz isso por mim e eu te eu tiro você desse inferno e consigo uma vaga para você no Santé. - Ela respondeu contrariada, mas os olhos do médico brilharam. Ele pensou por um minuto e então concordou.

- Está bem. É o último favor que eu te faço, Tati, porque todos os favores que você me pede poderiam fazer o conselho caçar o meu registro. - Ele avisou e ela deu um sorrisinho vitorioso. - Vamos! - Mas antes de se virar ele pareceu finalmente nos ver ali. - E quem são esses três?

- Meus irmãos! Eles vieram prontos para te dar uma sur-ra se você se negasse a fazer isso por mim. - Ela avisou e o médico revirou os olhos. - Se continuar de má vontade eles ainda podem te dar uma sur-ra.

- Você é louca, Tatiana! - Ele gemeu e andou na nossa frente até uma porta no final do corredor.

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