Entrar Via

Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 175

"José Miguel"

O sol estava radiante no céu, fazia um dia lindo, sem nenhuma nuvem, céu azul e límpido, exatamente como a minha cabeça parecia estar depois de falar com o Nelson. E foi justamente essa clareza de pensamento que entranhou aquela idéia na minha mente.

E quanto mais eu pensava, mais aquilo ia tomando a minha mente, eu tinha ouvido o Matheus alto e claro dois dias antes, quando ele ligou para uma "Tati". Tudo bem, existem milhares de "Tati" no mundo e é o apelido mais óbvio para "Tatiana", o próprio Matheus deveria ter conhecido muitas "Tati" ao longo da sua vidinha de conquistador, mas... droga! Mas uma "Tatiana" que eu conheci naquele açougue onde o Mauro atendia e uma "Tati" que o Matheus a conhecia e estava namorando o pupilo do Mauro, isso não podia ser apenas uma coincidência estranha.

Eu me sentei em frente ao volante do meu carro e peguei o celular, meu dedo pairou sobre a tela, eu precisava saber. E ele não ia mentir pra mim. Mas será que isso deveria ser conversado pelo telefone? Se deveria eu não tinha certeza, mas que eu não podia mais esperar era um fato, então eu liguei e ele me atendeu muito rápido.

- Meu amigo Rossi! Como você acordou hoje? E como estão a minha musa e o meu afilhado? - Ele foi logo perguntando, estava completamente derretido com a idéia de ser o padrinho do meu filho.

- Eu sempre acordo bem com a Eva e eles estão bem. - Eu fiz uma breve pausa e continuei num tom casual. - Cachorrão, você não acredita no que acabou de me acontecer. - Eu falei como se tivesse uma grande notícia.

- Ainda é muito cedo para ter uma revelação, Rossi! - Ele respondeu e eu ouvi o burburinho ao fundo, ele certamente já estava no escritório. - Mas, por favor, me tira desse escritório hoje, minha peste está de férias, bateu o pé que ia passar o dia com a Evita e eu tive que vir trabalhar, a culpa é toda sua! - Ele reclamou e eu ri.

- Como a culpa pode ser minha?

- Se voce mantivesse a Evita ocupada, a minha peste estaria na minha cama ainda. - Ele reclamou.

- Você ja sabe que está caidinho, não sabe? - Eu perguntei.

- Caidinho eu não sei, mas que aquela peste é uma delícia, ela é! E por enquanto vamos sendo evento exclusivo um do outro e está tudo bem pra mim.

- Pode dar adeus a sua vidinha de solteiro, porque você não vai encontrá-la nunca mais. - Eu ri.

- Não seja ridículo, Rossi! A peste e eu temos um lance interessante. É isso! Agora para com isso e me diz logo, o que aconteceu com você nessa linda manhã de sol?

- Eu encontrei a Tati! - Eu soltei de uma vez. Estava jogando a rede em busca de respostas? Claro! Mas não me arrependia, o Matheus era muito inteligente e às vezes precisava ser pego de surpresa. E pelo silêncio longo que ele fez, ele estava mesmo surpreso.

- Tá bom, o que ela te dise? - Ele perguntou cauteloso.

- Você sabe exatamente de quem eu estou falando, não é?! - Era mais uma constatação.

- Talvez. - Ele respondeu devagar e evasivo.

- Eu quero saber se você plantou a Tatiana dentro do hospital do Mauro quando a Carmem supostamente tentou se matar. - Eu fui direto dessa vez, já que ele não tinha negado.

- Plantar... plantar... é uma palavra meio forte, não é, Rossi?! - Ele estava ganhando tempo e eu podia ouvir as engrenagens girando no cérebro dele. - Eu diria que eu consegui uns plantões extras para ela e ela fez bom uso deles.

- A verdade, Matheus! Você é meu amigo, meu irmão. - Eu o lembrei e ele soltou um suspiro pesado e bateu uma porta, o silêncio reinando por um momento.

- Cara, você não estava bem e eu sou seu amigo sim, seu irmão, e justamente por isso eu não podia deixar que você continuasse se afogando na manipulação e nas armações da concubina do demo. Sim, plantei a Tatiana naquele maldito hospital para que ela ficasse de olho naquele poltergeist e ele não pudesse continuar te perturbando. Pronto, falei! - Ele soltou tudo sem rodeios e eu pensei por um momento.

- Não me lembro de você ter participação na encomenda do meu bebê. - Eu brinquei e ele riu.

- Se não fosse por mim e pelo meu cherme irresistível você não teria laçado aquela mulher, vai por mim! - Ele retrucou cheio de razão. - É sério, Rossi, hoje à noite eu espero vocês na minha casa e eu vou te contar tudo o que eu fiz. Só mantenha em mente que eu só quero o melhor pra você, meu amigo.

- Eu sei disso, Cachorrão. Não estou bravo, apenas me perguntando até onde você foi para me ajudar.

- Eu esconderia o cadáver se você matasse alguém, Rossi! Situações extremas, pedem medidas extremas. Você estava por um fio. Lembre-se disso!

Nós nos despedimos e eu liguei o carro, balançando a cabeça, sem saber se me preocupava ou simplesmente aceitava seja lá o que o Matheus tivesse feito. Os métodos dele nunca eram convencionais, mas geralmente surtiam efeito, eu aprendi isso aos oito anos, quando ele resolveu interrogar um coleguinha da escola metido a valentão e fez o garoto tomar três garrafinhas de suco morno num falso desafio e o encarou por quarenta minutos o impedindo de ir ao banheiro, até o limite do desespero. Ele arrancou a verdade, pegou o meu cartucho de vídeo game de volta e o garoto fez xixi nas calças antes de conseguir entrar no banheiro. Ele nunca mais nos perturbou. É, os métodos do Matheus não eram ortodoxos mesmo, mas sempre deram certo.

N.A.:

Olá, q ueridos... como estão?

Ops, descuidei e não resisti. Era para amanhã, mas não me aguentei, um capítulo extra para vocês hoje, meio fora de horário e com muito carinho. Alguém mais aí acha o Matheus necessário?

Beijo no coração, meus lindos, bom final de domingo e que a nossa semana qua antecede o Natal comece com as bênçãos do aniversariante mais especial do mês, Jesus!

Ah, falando em aniversariante, não esqueci não, só vou dar os parabéns num dia muito especial, tá!

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe