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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 177

"José Miguel"

Eu estava sentindo falta da Eva na empresa, queria que ela voltasse, mas também queria que ela tivesse todo o tempo do mundo para curtir a espera pelo nosso filho. A decisão era dela e ela teria o meu apoio com o que quer que decidisse.

Ele me ligou à tarde e contou que o Matheus levaria ela e a Gabi para passear, ela ainda não sabia onde, mas me avisou que esperaria por mim na casa do Matheus. Ele tinha marcado essa reunião para vermos o que os Sanchez tinham encontrado na sala do Mauro, mas ele também me disse que tinha descoberto algumas coisas à partir do caderno da Carmem, mas ele não quis me dizer o que era por telefone.

Então, depois do trabalho, eu fui para a casa do Matheus. Quando eu cheguei, o Matheus estava me esperando na porta, sério, como se fosse um momento muito solene, o que era raro em se tratando de Matheus.

- Não gosto dessa cara que diz "nós temos um problema". - Eu falei enquanto atravessava o gramado.

- Então nãop crie um problema e nós não teremos um problema. - Ele rebateu e me deu um sorriso torto. - Rossi, antes de entrarmos, eu quero te falar uma coisa.

- O que você fez agora? - Eu o encarei e ele colocou a mão no coração, como se tivesse sido ofendido.

- Você pensa muito mal de mim.

- Não faz drama, Cachorrão! Você sempre apronta, isso é um fato.

- Tá, eu tenho que concordar com isso. Mas em minha defesa eu digo que você precisa ter em mente que eu sempre te ajudo a resolver os problemas nos quais você se mete. E não foram poucos ao longo da vida. - Ele me lembrou e eu ri.

- Eu já sei, você quer o nosso salvo conduto! - Eu ri, porque éramos homens feitos falando de um juramento de infância.

- É isso aí, eu estou invocando o nosso pacto de amizade eterna, selado e sacramentado, desde que tínhamos seis anos de idade e enterramos a cápsula do tempo no quintal da minha mãe para abrir só quando completarmos cem anos. Você deve honrá-lo! - Ele me lembrou com o dedo em riste.

- Está parecendo a Carmem, hein?! - Eu joguei para ele que estremeceu e fez uma careta.

- Eu sou mais bonito e mais gostoso que a devoradora de almas.

- Esse apelidinho é novo. - Eu brinquei.

- Aquilo é um buraco do inferno que suga para dentro de toda a sua energia maligna tudo que está ao redor. Nós precisamos fechar o portal dessa lacraia demoníaca logo. - Ele passou a mão pelo cabelo e me encarou. - Rossi, hoje você vai conhecer a verdade que te ocultaram por todos esses anos. Tudo o que eu consegui descobrir, tudo o que a Carmem fez e tudo o que eu fiz para te manter seguro.

- Você não está brincando. - Eu observei o rosto sério dele e o vinco de preocupação no meio da testa.

- Não, não estou brincando. Tem coisas muito sérias. E eu fiz umas coisas que eu espero que você possa compreender que eu fiz pelo seu bem e se eu fizesse as claras você não aceitaria.

- Você está me preocupando, Matheus. - Eu avisei e ele me encarou por um momento.

- Você confia em mim? Na minha amizade? Que eu sempre faço as coisas pensando no seu bem? - Ele perguntou solene, eram as três perguntas que invocavam o nosso pacto. Perguntas que até a adolescência repetimos incansáveis vezes.

- Vamos começar. - O Matheus ficou de pé no meio da sala. - Rossi, você já sabe que eu coloquei a Tatiana no hospital açougue. A Tati te indicou a Berta, que é realmente uma cuidadora certificada, mas também é comadre da Candi.

Eu olhei para as três sentadas ali. A Berta e a Tatiana pareciam um pouco sem graça, mas a Candinha tinha aquela expressão amorosa de mãe que silenciosamente diz "fiz para o seu bem".

- Eu tenho uma pergunta, quem está com a Carmem? - Eu não confiava em deixar a Carmem sozinha, não até desmascará-la e tirá-la de vez da minha vida.

- Não se preocupe, querido, tem uma enfermeira com ela. Nós providenciamos que ela dormisse. - A Candinha respondeu com a voz doce.

- Vocês drogaram a Carmem? - Eu olhei para a Candinha abismado.

- Não drogamos, apenas demos a ela uma boa noite de sono. Mas tudo com prescrição médica. - O Matheus sorriu e eu afundei o rosto nas mãos.

- Fica tranquilo, José Miguel, eu estou acompanhando a Carmem nas sombras, ela realmente é uma mulher meio perturbada e muito estressada, os remédios aliviam o estresse dela e não fazem nenhum mal. - O Nelson se manifestou, com aquela voz calma que praticamente me deixava em transe.

- Eu nem sei se quero saber como o Matheus te meteu nisso. - Eu desabafei e ele deu um sorriso.

- O Matheus é um bom amigo. Nós conversamos muitas vezes antes que ele colocasse você e eu frente a frente. - O Nelson explicou. - Naquele dia, quando a Carmem supostamente tentou se matar, ele me ligou muito preocupado, porque sabia que você cairia no ciclo da culpa e se fecharia de novo. Você tinha conhecido a Eva estava começando a se abrir, a situação que a Carmem forjou poderia ter te arrastado para o fundo do poço.

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