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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 178

"José Miguel"

Eu pensei por um momento no que o Nelson havia acabado dizer e conectei tudo aquilo a conversa que tivemos pela manhã. Aquela conversa pela manhã não tinha sido planejada, ela só aconteceu, apenas fluiu enquanto conversávamos, mas ela aconteceu no momento certo. E eu entendi que o Matheus colocou o Nelson naquele hospital para encontrar comigo, antes que eu me perdesse outra vez.

- Eu era o paciente que você foi ver naquele hospital. - Eu concluí e o Nelson deu aquele sorriso calmante.

- Você não percebeu que precisava de ajuda até estar diante de mim. Quando eu joguei a bóia você a agarrou. Mas até ali você estava como um náufrago, se debatendo em desespero sem saber o que fazer. O Matheus só percebeu isso antes de você e ele cuidou de você, cuidou para que você tivesse ajuda. - O Nelson falava pausadamente, permitindo que eu cmpreendesse e assimilasse cada palavra.

- Isso faz sentido. O "curador temporário". - Eu respirei fundo, relembrando aquele dia em que a Carmem supostamente tentou se matar, o meu encontro com o Nelson, depois com a Tatiana e por fim a Berta surgindo como se trouxesse o alívio consigo. - E como vocês se conheceram?

- Ah, aí já é comigo! - O Enzo levantou a mão. - A Tati e o Nelson trabalham com o meu avô Álvaro. Além de serem os melhores, são de confiança. O Cachorrão me pediu há uns meses atrás que perguntasse ao meu avô se ele poderia indicar algum psiquiatra bom.

- O Álvaro sabe disso tudo? - Eu o interrompi.

- Nem sonha! - O Enzo riu. - Mas eu conheço aquele hospital como a palma da minha mão e conheço cada funcionário que tem lá. A Evita já sabe, qualquer emergencia liga pra mim. - O Enzo respondeu todo importante. - Mas aí, pelo que eu soube hoje, no dia que a indesejável fingiu que ia se matar, o Matheus me pediu uma enfermeira que topasse um esqueminha, manter uma pessoa tranquila e mostrar, ingenuamente, a verdade para uma pessoa que estava sendo enganada. A Tati era a garota certa. Mas eu só soube que o enganado era você no dia em que te vi na cafeteria do outro lado da rua com o Nelson.

- Bom, a Tati topou, o Nelson prescreveu umas injeções tranquilizantes para a Carmem, a Tati aplicou as injeções e a Candi indicou a Bertinha. Essa linda que tem feito a vida da Carmem muito mais divertida. - O Matheus sorriu para a Berta que ficou com as bochechas vermelhas.

- Fica tranquilo, patrão, eu não maltrato a Urtiguinha, só a mantenho correndo atrás do próprio rabo. - A Berta falou e eu comecei a rir, uma grande gargalhada.

- Vocês são maquiavélicos! O que vocês têm aprontado com a Carmem? Ele realmente precisava ter ficado no hospital por quinze dias? - Eu perguntei rindo e o Matheus deu de ombros.

- Não, a concubina de satã tem uma saúde de ferro. - O Matheus parecia contrariado com a notícia. - Mas quem bolou o plano para mantê-la no hospital foi a Candi.

Meus olhos voaram para a Candinha.

- Não me olha assim! Se eu soubesse que ela é a mulher que infernizou a vida da sua mãe, eu já teria jogado aquela múmia pra fora de casa, mesmo que você não quisesse. Além do mais, nós tivemos quinze dias tão divertidos enquanto a megera estava de férias no hospital. - A Candinha tinha toda razão e eu sabia que a lealdade dela a minha mãe estava intacta e agora que ela sabia a verdade sobre a Carmem, dificilmente ela a toleraria.

- Nós vamos resolver isso, Candinha. - Eu prometi, me dando conta do quanto aqueles anos tinham sido difíceis para a Candinha também. Eu estava afogado em dor e culpa e não percebi que a Candinha suportou demais só para ficar ao meu lado.

- Eu só quero que você agarre essa chance de ser feliz, querido. E arranque essa erva daninha da Carmem da sua vida. - A Candinha apertou a minha mão e eu fiz um aceno em concordância.

- É, infelizmente a Evita não fui eu. - O Matheus respondeu chateado. - José Miguel, o mais importante é isso, eu coloquei pessoas na sua vida para te ajudar. E eu aprontei algumas coisas também, mas com a melhor das intenções. Além do mais você não pode ficar com raiva, você jurou. - O Matheus se apressou.

- Eu não estou chateado, Matheus. - Eu fiquei de pé e parei em frente a ele. - Eu nunca terei como retribuir o que você fez por mim ao longo de todos esses anos de amizade e tudo o que eu posso oferecer é a minha lealdade. Obrigado, amigo!

Nós nos abraçamos ali no meio da sala, com toda aquela platéia. O Matheus era segurança na minha vida, era família.

- Lealdade! Você tem a minha também. - Ele me falou. - Mas agora confessa, o cachorrinho é em minha homenagem. - Ele abriu um enorme sorriso quando se afastou.

- Você não se cansa, não é? Vou acabar tatuando um golden retriver em sua homenagem! - Eu respondi e ele caiu na gargalhada.

- Só se você tatuar o meu nome embaixo! - Ela concluiu com aquele sorrisinho convencido. - Agora senta aí porque nós encontramos o resultado do DNA que a Cora fez.

Aquela informação fez o meu coração disparar, o sangue martelar nos meus ouvidos e a sala inteira girar. Eu me sentei quase sem fôlego. No meu coração eu sempre amaria aqueles bebês, eu sentia que eram meus, mas e se não fossem?

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