"Eva"
O José Miguel estava tenso, completemente perdido nos próprios pensamentos enquanto dirigia em direção ao apart. Eu o observei por alguns minutos, o maxilar travado, os olhos atentos ao trânsito, mas alheios a todo o resto. Ele estava revirando tudo na cabeça.
Nós precisávamos nos livrar da Carmem, mas também precisávamos nos livrar da sombra do que ela e a Cora representavam na vida dele. Toda aquela dor e culpa que ele carregou por tanto tempo, isso precisava ficar para trás. Eu não permitiria que elas se tornassem um fantasma entre nós. E eu não queria que ele tivesse pesadelos, então eu comecei a pensar e tive uma idéia para arrancar tudo da cabeça esta noite.
- Agora que me lembrei. Você foi ao shopping hoje com o Matheus e a Gabi. - O José Miguel perguntou enquanto estávamos abraçados no elevador e eu ri, me lembrando do exagero que foi aquela ida ao shopping.
- Eles simplesmente conseguiram comprar mais coisas que você! Nós deixamos tudo na minha casa. E a minha mãe e os meus irmãos também já compraram um monte de coisas. O meu quarto está tomado por sacolas e esse bebê não vai precisar de absolutamente nada além de fraldas por pelo menos um ano. - Eu declarei rindo e senti o sorriso dele no meu pescoço.
- Quero ver você me impedir de mimar o nosso filho. E acho que nem preciso te dizer que vai ser impossível controlar o Matheus. - Ele brincou e deixou um beijo no meu pescoço no momento em que as portas se abriram.
- Eu não sei se eu vou conseguir segurar o meu filho no colo, porque já estão todos fazendo calendário e marcando os dias de visita. E não é que eles vão visitar o nosso filho na minha casa, é que eles querem levar o nosso filho para as casas deles. - Eu contei, me fingindo de alarmada e ele riu.
- Nossa casa, amorzinho! Porque vocês são meus agora e a vovó Marta vai ter que entrar na briga do calendário de visitas. - Ele falou com um grande sorriso, que fez o meu coração disparar de felicidade.
- Não sei se ela está preparada para isso, ela está muito confiante de que o neto vai passar a maior parte do tempo com ela. - Eu brinquei e ganhei mais um beijo enquanto ele fechava a porta atrás de nós.
- Serei obrigado a por fim as esperanças dela. - Ele sorriu, um sorriso genuíno. - Eu preciso de um banho. - Ele sussurrou e me deu mais um beijo rápido antes de se afastar.
Assim que eu ouvi o barulho da água caindo eu comecei a colocar tudo em ordem. Eu tinha comprado umas coisas no shopping e quando passei em casa tomei um banho, vesti uma lingerie especial e coloquei as outras coisas numa bolsa maior. Então eu comecei tirando as velas da bolsa e as acendendo pela sala e pelo quarto. Logo o aroma de baunilha e canela invadiram o ar, com suas notas doces e especiadas, criando um ambiente agradável.
Eu deixei o óleo de massagem e a venda sobre a mesinha ao lado do sofá e coloquei a nossa playlist para tocar. Apaguei as luzes e tirei a roupa, reapliquei o batom vermelho quase vinho, da cor do conjunto de calcinha e sutiã que eu estava usando. Aquela lingerie era um exagero, era quase uma jóia com aquelas pedras brilhantes bordadas nas laterais da calcinha e subindo pelo bojo do sutiã até as alças. Eu havia comprado o conjunto umas semanas atrás e ainda não tinha tido coragem de usar, mas prevendo que o José Miguel teria uma noite difícil eu planejei algo especial.
Quando ele surgiu vindo do banheiro, eu estava deitada de bruços no sofá, com os braços cruzados sobre az lateral e a cabeça apoiada nos meus braços com o cabelo caindo em cascata pela lateral. Ele partou ao me ver, como se congelasse, sua boca se abriu em clara surpresa e um sorriso preguiçoso se desenrolou em seus lábios. Ele usava apenas uma calça de pijama, o torso nu com todos aqueles músculos bem definidos e as duas tatuagens brilhando para mim.
- Está me esperando, amorzinho? - Ele se aproximou lentamente, seus olhos passeando pelo meu corpo sem disfarçar.
- Sim, eu estou esperando para te bagunçar, amorzinho! - Eu sorri e a pequena risada que ele deu foi sexy e divertida, enquanto ele dava a volta por trás do sofá.
- Na verdade, amorzinho, você me arruma, inteiro, por dentro e por fora. - Ele passou as pontas dos dedos desde o meu calcanhar, subindo pela panturrilha, acariciando levemente a minha nádega, escalando pela minha coluna, até o alto do meu pescoço. - Você é uma visão e tanto, Eva! - Sua voz estava baixa e profunda, então ele mordiscou a minha orelha.
Eu fechei os olhos por um momento, absorvendo o turbilhão de desejo que se revirou dentro de mim com o simples toque das pontas dos seus dedos sobre a minha pele e aquela eletricidade que me percorreu desde a ponta da minha orelha que tinha recebido a sua atenção. Entãop eu me virei de lado e o encarei.
- Você confia em mim, Rossi? - Eu perguntei e ele sorriu meio de lado.
- Cegamente! - A resposta dele foi clara, sem nenhnum traço de dúvida e fez o meu peito inchar ainda mais com aquele sentimento que ele despertou em mim.
- Então... - Eu me sentei, dei um beijo rápido em seus lábios, o puxei para se sentar no sofá e me sentei no colo dele. - Essa noite você vai esquecer o resto do mundo.
- Eu sempre esqueço com você! - Ele me garantiu e eu sorri.
O aperto firme no meu cabelo foi como um toque sensual no meu corpo e fez a temperatura subir entre as minhas pernas ainda mais, me deixando molhada de excitação enquanto eu continuava sentindo todo o gosto e o comprimento dele nas minhas mãos e na minha língua. Então eu o abocanhei inteiro, até o fundo da minha garganta, sentindo a pressão deliciosa da sua mão nos meus cabelos e a pressão do membro dele no fundo da minha garganta.
- Você é perfeita demais, Eva! - Ele sussurrava elogios entre os gemidos que escapavam da sua garganta enquanto eu o chupava.
Eu o provei em cada centímetro, lambi, chupei, toquei, o levei a balançar na beirada do orgasmo e parei, dando um segundo para que ele se acalmasse e eu pudesse desfrutá-lo mais. Eu fiz isso por três vezes e ele estava louco, seus gemidos descontrolados como um animal selvagem, os palavrões saiam sexys da sua boca, seu toque mais primitivo e o seu membro como aço em minha língua. Na quarta vez que ele escalou para o orgasmo, ele estava no limite, no momento perfeito.
- Porra, Eva! Isso está delicioso, mas se você parar de novo eu arranco essa venda e te fodo de quatro nesse sofá até você desmaiar! - As palavras dele foram como fogo nas minhas veias.
Eu o levei até o fundo da minha garganta e o chupei com avidez. Ele era meu e eu estava deixando isso bem claro. Ele tentou puxar a minha cabeça para cima, um aviso claro de que ele não podia mais controlar, mas eu me mantive firme ali, aproveitando cada reação do seu corpo. A intensidade com que ele gozou, o gemido animalesco e alto que ele soltou e o tremor do seu corpo enquanto caía naquela sensação de euforia e prazer supremo, me deixaram em êxtase, quase hipnotizada por aquele momento perfeito de intimidade entre nós.
Enquanto ele se acalmava, tentando recuperar o próprio fôlego, eu passei a língua pelo seu comprimento uma última vez e me arrastei como um garto satisfeito para o seu colo, capturando a sua boca na minha e tirando a venda dos seus olhos. Seus braços me seguraram apertado contra si, completamente cativa e feliz por pertencer exatamente ali, aquele lugar. E quando os olhos dele se abriram estavam brilhantes e cheios de amor, sem nada da tempestade do dia, sem se lembrar das coisas ruins, apenas focado em nós dois.
- O que você faz comigo, Eva? - Era uma pergunta retórica que me fez sorrir vitoriosa.
- Eu te arrumo, amorzinho! - Eu respondi e me aconcheguei ainda mais nele.
- É, você faz isso! Mas eu vou te bagunçar em alguns minutos, se prepara para perder o fôlego e passar a noite em claro! - Ele avisou e mordiscou a minha orelha, me fazendo rir mais alto. - Eu te amo!
- Sabe o que é, Rossi? Eu também te amo! - E no segundo seguinte estávamos perdidos nos nossos beijos e carícias outra vez, ignorando todo o resto do mundo porque não nos importava!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...