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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 185

"Carmem"

Eu devia estar doente, não tinha outra explicação para tanta sonolência. Aquele remédio que a alma penada da Tatiana aplicou em mim por tantos dias no hospital só podia ter me intoxicado, porque eu nunca dormi tanto na vida. Eu estava dormindo todas as tardes e mesmo assim eu dormia noites inteiras, talvez eu precisasse de algumas vitaminas ou um antídoto para aquele veneno. Talvez simplesmente um estimulante para me manter acordada.

- E o que você vai querer hoje, Urtiguinha? O que você vai querer beber hoje enquanto rezamos o terço? - A Berta perguntou animada.

Ela era uma preguiçosa, eu já tinha percebido que ela estava gostando muito de dormir à tarde. Será que era por isso que ela mandava a assombração de branco me dopar? Só para dormir e ganhar dinheiro sem precisar fazer nada? Gente preguiçosa existia por todos os lados e eu conhecia muitas histórias de cuidadores que colocavam os velhinhos para dormir só para não precisarem trabalhar. Mas eu não era uma velhinha! Eu era uma mulher! Uma mulher linda e desejável que ainda tinha fogo por dentro.

- Eu quero um café, duplo e bem forte. - Eu respondi e lancei um olhar de aviso para a Cândida. - Vou esperar no quarto.

Eu subi as escadas e já esperei preparada, sentada tranquilamente na minha poltrona. Quando a Berta entrou com a bandeja, o cheiro do café invadiu minhas narinas, era possível saber que a Cândida tinha feito exatamente o que eu mandei. A Berta colocou a bandeja sobre a mesa e serviu o café, estava tão forte que parecia uma tinta escura escorrendo pela porcelana branca e a encardindo.

- Do jeitinho que você pediu, urtiguinha, quente, forte duplo! A Candinha fez um bule inteiro só para você! - A Berta respondeu alegremente.

- E você vai tomar esse chá horrível e amargo de novo? - Eu perguntei e ela sorriu.

- Me faz muito bem esse chá. Mas aposto que o seu café hoje está mais amargo que o meu chá. - Ela respondeu com um sorriso doce.

Quem a visse sorrir assim, pensaria que se tratava de uma tia gentil e amável, mas por trás daquele sorriso falso da Berta tinha uma cobra traiçoeira, vivia aprontando comigo.

- Vá pegar o terço, você sabe onde está. - Eu mandei e ela foi sem pestanejar como sempre.

Assim que ela se virou eu coloquei as gotinhas do remédio no chá dela. Ela era uma tonta, não tinha se dado conta ainda de como era estyranho que ela dormisse todas as tardes. Eu sorri triunfante.

Ela voltou, me entregou o terço e se sentou ao meu lado. Enquanto eu bebericava o café, que estava horrivelmente amargo, ela tomava grandes goles daquele chá. Eu a observei calmamente e esperei. Enquanto eu a via começar a ficar sonolenta, eu estava completamente ativa. O café foi uma boa solução, eu tomaria o café todos os dias, por mais horrível que fosse, mas eu não ficaria dormindo como se não tivesse nada melhor para fazer da vida.

A Berta apagou e quando ela começou a roncar, eu a chamei, a cutuquei, passei a mão diante dos olhos dela. Ela estava realmente dormindo, era a minha chance. Eu peguei a minha bolsa depressa, as chaves do carro e saí pé por pé, descendo as escadas sem fazer barulho. A Berta estava dormindo, mas eu não podia ser pega pela Cândida, não antes de sair. Mas a Cândida não estava em lugar nenhum, provavelmente tinha saído ou estava no próprio quarto. Era melhor para mim.

Assim que liguei o carro, apertei o botão do controle para abrir o portão. Mas o mal cheiro que dominava o meu carro parecia ter ficado pior nos últimos dias, só podia ser um animal morto em algum lugar. Eu estava com ânsia de vômito e abri todos os vidros para que entrasse ar. O que tinha morrido ali? Era simplesmente o cheiro mais horrível que eu havia sentido na vida. Eu arriscava dizer que era pior do que o cheiro da maldita dor de barriga no dia daquele jantar desastroso. Mas eu não podia perder tempo, depois que resolvesse minhas coisas levaria o carro para lavar.

- Eu não consigo nem sentir o cheiro da liberdade com essa carniça dentro desse carra. - Eu resmunguei e saí em direção ao centro empresarial da cidade.

- Ih, D. Carmem, o Dr. Michel já foi. E o Dr. Mauro também não está. - A Janice se apressou a responder, mas eu encarei a secretária

- O Dr. Michel foi embora mais cedo, esteve de plantão nas últimas quarenta e oito horas. - A secretária informou.

- Mas desde quando o Michel vai pra casa quando o Mauro não está? -= Eu perguntei sem acreditar, porque o Michel não podia sair do hospital quando o Mauro viajava. - Aliás, onde o Mauro está?

- D. Carmem, o Dr. Mauro foi para um congresso. E como eu disse, o Dr. Michel estava há muitas horas no hospital precisava descansar. Mas se a senhora quiser, eu posso pedir ao Dr. Michel para te ligar. - A Janice se apressou a ser solícita.

- Não, eu vou ligar para ele agora mesmo. - Eu abri a minha bolsa e comecei a procurar pelo meu celular, mas eu não o encontrei e então eu me dei conta. Na aflição para sair de casa, eu havia esquecido o celular.

- A senhora quer usar o meu? - A Janice ofereceu prestativa e eu peguei o celular, já estava com o contato do Michel aberto. Eu liguei duas, três vezes e a chamada foi direto para a caixa de mensagens. Nao teve jeito, eu tinha perdido a viagem.

- Diz para esse incompetente me ligar assim que ele aparecer, eu preciso de uma receita. - Eu avisei e dei as costas para sair dali.

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