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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 186

"Carmem"

Eu ainda tinha mais duas visitas a fazer e não queria dar com a cara na porta, então eu fui para o meu destino seguinte. Eu ia dar uma lição naquela vadiazinha que se meteu no meu caminho. Desde que eu descobri de quem ela era filha eu fiquei com ainda mais ódio dela. Quem diria que o destino ia colocar a filha do Domani no meu caminho?! Era a minha chance de me vingar, eu ainda não tinha esqwuecido a sur-ra que ele deu em mim e na Cora quando resolveu cortar a pensão.

A Eva era o que a Cora deveria ter sido, a filhinha do papai, a mimadinha, a que conseguiu tudo. Ela era a filha legítima, enquanto a minha era a bastarda. Ela cresceu com tudo, luxos, mimos, vida boa e a Cora não teve nada além de uma pensão por dezoito anos.

Mas eu também não deixei barato, coloquei uma velha conhecida na vida do Domani e ele nem se deu conta. Ela tinha uma filha insuportável e eu paguei a escola para a garota, só para que ela infernizasse a filha do Domani. Mas foi ainda melhor, porque a minha conhecida se tornou amante do Domani e vivia enchendo a cabeça dele contra a filha, o que o fazia tratar a garota como saco de pancadas para agradar a amante. Lembrar disso me fez sorrir enquanto eu dirigia para a Lince.

- Boa tarde, eu vim falar com a assessora do Sr. Rossi. - Eu avisei na recepção assim que entrei na Lince. Ela teria que descer, o Rossi não poderia saber que eu ia enfrentar a vadiazinha dele. Mas eu já tinha o argumento perfeito para ela vir até mim.

- Deixa comigo, Elaine! - A voz firme de uma mulher jovem soou ao meu lado. Ela deu um grande sorriso de olhos brilhantes, estava grávida e parecia muito atenciosa. - Senhora, a assessora do Sr. Rossi está de licença médica. - Ela deu um riso de escárnio. - Licença médica... nem eu grávida. - Ela murmurou com desdém. Parecia não nutrir muita simpatia pela vadiazinha.

- Como disse? - Eu perguntei e ela se apressou em se recompor.

- Ah, nada demais. Então, como eu posso ajudá-la? - Seu sorriso era encantador.

- Desculpe, é um assunto pessoal. Mas, você pode me dar o número dela ou quem sabe o endereço? - Eu pedi, porque eu encontraria aquela vadiazinha e daria um belo castigo a ela.

- Ah, infelizmente não. - A mulher olhou de um lado para o outro e abaixou a voz. - É que nós não somos propriamente amigas.

- Ah, não?! Olha que interessante. Ela e eu também não. - Eu demonstrei interesse. - Algum motivo especial?

- Depende. Ah, você parece ser uma boa pessoa. - Ela sorriu e me puxou para um cantinho com poltronas confortáveis. - Você não é amiga dela?

- De jeito nenhum! Detesto aquela criatura. Mas ela está me causando problemas e eu vim implorar para ela deixar a mim e minha família em paz. - Eu me fiz de injustiçada ed a mulher a minha frente se mostrou solidária.

- Ah, eu sabia que ela era dessas que se metem com o marido dos outros, eu farejo as cachorras a quilômetros de distância. - A mulher respondeu. Pelo visto eu tinha encontrado a pessoa certa. - Qual o seu nome mesmo?

- Carmem. E o seu?

- Eu sou a Melissa! É um prazer conhecê-la, Carmem. Então, como eu posso ajudar você? E não me diga que não, ela só me causou problema desde que chegou. Acredita que eu deveria ser a assessora do Sr. Rossi e ela me roubou a vaga? Acabei ficando como a secretária do arquivo, um trabalho horrível.

- Ah, mas ela não é flor que se cheire mesmo! Melissa, eu preciso dar um jeito nessa mulher. Eu não sei se você já sabe, mas ela se envolveu com o José Miguel e ele é casado com a minha filha, que está doente. - Eu falei com a voz chorosa. Eu sabia que o José Miguel era discreto e que não falava da vida dele no trabalho.

- Ah, mas eu sabia! - A Melissa ficou indignada. - Quer dizer, não sabia que ele era casado, o Sr. Rossi é muito discreto, mas eu já estava desconfiada de que aquela mulher tinha colocado as mãos nele. - Ela se aproximou e colocou a mão sobre a minha. - Carmem, conta comigo! Vou te ajudar a colocar a Eva no lugar dela.

Eu olhei bem nos olhos dela e vi a sinceridade e o desdém dela pela Eva. Em querer eu tinha conseguido uma boa aliada.

- Ah, Melissa, você é um anjo! - Eu sequei uma lágrima imaginária no canto do olho, fazendo a minha melhor performance de mãe sofrida. - Me diga, querida, quando aquela mulherzinha volta ao trabalho?

- Isso eu não sei, mas eu posso descobrir. Me passa o seu número e eu te aviso assim que eu descobrir. Vou tentar descobrir o endereço dela pra você também.

- Eu vou encontrar o Leon agora e combinar tudo com ele. Quando você marcar o encontro com ela, eu vou fazer o Leon aparecer, como se fosse salvá-la de mim. Aí eu vou ficar de olho e chamar o José Miguel para pegá-los no flagra.

- Ge-ni-a! - A Melissa falou pausadamente, se deleitando com a minha idéia. - Então o Sr. Rossi vai flagrá-los juntos como namoradinhos num restaurante.

- Na verdade, Melissa, situações extremas requerem medidas extremas, precisa ser mais que isso para que o José Miguel acorde.

- Do que exatamente estamos falando? - Ela perguntou como se estivesse confusa.

- De um flagra numa situação mais comprometedora, um flagra na cama! - Eu falei e ela ergueu as sobrancelhas em compreensão.

- Bem, é melhor não sermos vistas juntas. Conto com você? - Eu perguntei e ela sorriu afetuosa.

- Claro que sim! - Eu passei o meu número para ela e nós nos despedimos.

- Quando você se tornar assessora do meu genro eu faço questão de recebê-la para um jantar. - Eu avisei antes de sair.

- Ai, que chique! Eu vou adorar!

Eu saí e deixei aquela mulher sorridente para trás. Agora eu precisava ir atrás do Leon e aquele idiota teria que fazer as coisas certas uma vez na vida. Ainda bem que eu sabia onde ele trabalhava, já que eu não tinha trazido o celular, o que dificultava tudo.

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