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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 193

"Matheus"

Eu acordei com uma luz brilhante e uma brisa fresca roçando o meu corpo. Ainda nem tinha aberto os olhos quando senti o corpo da minha Peste pousar sobre o meu.

- Acorda, Carrapato!

Ela sacudiu os meus ombros com uma pitada de alegria na voz e me deu um beijo, o que me fez continuar de olhos fechados e apertar os meus braços em torno dela.

- Huumm! Acho que preciso de mais beijos para acordar. - Eu murmurei sonolento e ela riu.

- Engraçado, porque seu amiguinho ali embaixo está pronto para a batalha. - Ela brincou.

O bom humor dela e a empolgação eram contagiantes, então eu a provoquei um pouco mais.

- Talvez você precise repetir a borboleta paraguaia pra ele e quem sabe eu acorde.

Eu abri cautelosamente um dos olhos para examinar a expressão dela e a peguei dando uma risadinha confiante. Então eu nos virei na cama a prendendo debaixo de mim e a beijei, lento, caloroso, sedutor.

- Você sabe, não sabe, peste? - Eu abri os olhos para vê-la me observando confusa. - Que me deu um chá de b...

- Carrapato! - Ela me deu um tapi-nha no ombro finginfo indignação, mas o orgulho estava ali, nos olhos dela.

- Gostosa! Tamanho não tem, mas é um mulherão da porra! - Eu rosnei e a beijei de forma lasciva, porque de jeito nenhum eu sairia da cama sem uma boa rodada de sexo matinal com a minha Peste.

Duas horas depois nós estávamos sentados no restaurante do hotel tomando o café da manhã. Eu ainda estava com sono, porque aquela Peste delícia desligou o ar condicionado, abriu as cortinas e as portas francesas da varanda do quarto às seis da manhã e nós já tínhamos dormido tarde na noite anterior.

- Como nós vamos encontrar o Dr. Virose, Carrapato?

- O escravo dele passou todas as informações, eu sei em qual hotel ele está hospedado e a idéia é dar uma volta por lá. Mas ele não pode nos ver, nós temos que vigiar e descobrir o que ele vem fazer aqui uma vez por mês.

- Qual a sua suspeita? - Ela parou e me encarou.

- Eu acho que ele vem encontrar alguém. Alguém que nem a Carmem sabe quem é, mas eu tenho a impressão que isso nos interessa. - Eu comentei minha suspeita.

- É, deve ser alguém muito importante para ele, pra fazer uma viagem dessa uma vez por mês... - A gabriele comentou distraída enquanto espetava um poedaço de fruta no grafo.

Depois do café da manhã nós fomos até o hotel onde o Mauro estava hospedado e demos uma volta tentando não chamar muita atenção, o que não foi difícil, porque chapéus e óculos escuros ali eram praticamente regra de vestimenta. Depois de um tempo, sem ver nem a sombra do Mauro, eu fui até a recepção sozinho, sob os protestos da Gabriele que não entendia porque eu conseguiria informações da jovem recepcionista mais facilmente sem ela.

A jovem recepcionista ali, como eu previ, se mostrou muito solícita a minha abordagem e com sorrisinhos excessivos nós conversamos uns cinco minutos sobre as maravilhas oferecidas pelo hotel. Então eu usei a deixa e disse a ela que o hotel foi indicação de um amigo e que eu soube que ele estaria por lá, pedindo a ela para que me confirmasse.

Ela em princípio tentou resistir, mas com um pouquinho mais de insistência ela acabou cedendo, mesmo que argumentando que não deveria fazer aquilo, ela confirmou que ele estava registrado no hotel, mas que já havia saído. Então ela apontou na direção de um jovem bagagista e disse que ele talvez soubesse me indicar a direção do meu "amigo", pois era muito atencioso com os hóspedes.

Eu agradeci e fui em direção ao rapaz. Ele sorriu amavelmente e se colocou a minha disposição, então eu tirei uma nota de cem dólares do bolso e discretamente passei para ele. Ele começou a falar e o jovem não era só atencioso, ele era esperto. Ele sabia muito sobre o "médico estrangeiro", mas de tempos em tempos tinha uma certa "dificuldade" em se lembrar de alguns detalhes e outra nota de cem deslizava para suas mãos sem que ninguém percebesse.

- E então, Carrapato? - A Gabriele perguntou ansiosa quando me juntei a ela no bar da piscina do hotel.

- Não, parece que ela é da capital. - Eu pensei mais um pouco, mas tinha algo errado naquela história.

- No que você tanto pensa? - A Gabriele me cutucou.

- Esse nome Ximena, eu o ouvi recentemente, mas não consigo me lembrar onde. É um nome comum aqui, mas para nós não. - Eu olhei ao longe. - Quer saber, vamos dar uma olhada na casa da tal Ximena. O Mauro está lá, então temos que ser cuidadosos.

- Essa Ximena não trabalha? - A Gabi perguntou.

- Ela é sócia numa clínica de estética, oferece tratamentos como preenchimentos, peelings, esse tipo de coisa, mas quando o Mauro está na cidade, passa todo o tempo com ele. Nós vamos dar uma olhada na clínica também.

Nós demos uma volta pela região onde a tal Ximena morava e num golpe de sorte eu vi o Mauro entrar com a mulher em um restaurante. Eu chamei a Gabriele e nós fomos até lá. Era um bom lugar, cheio o suficiente para que passássemos despercebidos. Nós entramos e nos escondemos numa mesinha ao fundo e eu tirei algumas fotos do Mauro e da mulher. Quem era aquela mulher?

Nós os observamos e depois que eles saíram nós os seguimos. Eles andavam calmamente pelas ruas, rindo, de mãos dadas, às vezes trocavam um beijo rápido.

- Quem diria que os idiotas também amam! - Eu resmunguei, aquelaz história não estava me cheirando bem.

Eles entraram em um carro e nós pegamos um taxi. Eu ofereci o dobro para o motorista seguir o carro sem que fôssemos notados. O casal foi direto para a tal clínica. Era um ótimo imóvel, e já se notava que era um negócio muito bem montado. Sem sair do taxi eu tirei uma foto da fachada e pedi ao motorista que nos levasse de volta para o hotel.

- E agora, Carrapato?

- Agora nós vamos descobrir quem mais é sócio dessa clínica de estética. - Eu respondi com um sorriso.

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