"Anderson"
Na segunda metade do expediente, os clientes pareciam não pensar em ir embora. Mas eu já estava ansioso para a noite acabar, porque estava muito difícil manter a postura profissional com a Giovana esbanjando charme pelo salão. Numa das vezes em que ela voltou ao balcão com a bandeja vazia, ela parou bem pertinho de mim.
- E aí, gerente? - Ela sussurrou, a boca colada ao meu ouvido. - O que acha das suas novas garçonetes? Eu mereço um bônus por ser pró-ativa e vestir a camisa da empresa?
Eu apertei a cintura dela, sentindo o couro do short sob os meus dedos, e olhei fixamente naqueles olhos castanhos que agora brilhavam com uma vitória absoluta.
- Você merece ser presa por perturbação do sossego, Giovana! - Eu respondi, minha voz saindo mais grave do que eu pretendia. - Quer saber, eu vou te levar para o interrogatório. Agora.
- No depósito? - Ela provocou, mordendo o lábio.
- No depósito. E eu vou ser bem mau. - Eu prometi e vi o sorriso dela acompanhar o brilho malicioso no olhar.
Eu não ia esperar até o fim do expediente. Eu puxei a Gi pela mão e a guiei direto para o corredor escuro que eu conhecia tão bem. Quem daria o show agora seria eu!
O cheiro e a poeira do depósito de bebidas nunca pareceu tão afrodisíaco. Eu tinha a Gi prensada contra uma pilha de caixas de uísque importado, minhas mãos firmes na sua cintura de couro, enquanto o som abafado do rock lá fora servia de trilha sonora para a nossa própria explosão.
- Você... é... louca! - Eu proclamei entre beijos.
- Eu sou eficiente, Gracinha. - Ela sussurrou, as mãos puxando o meu cabelo com uma urgência que me fazia perder o chão. - Admite. Você adorou me ver dançando naquele balcão.
- Você é impossível, Giovana! Se prepara, porque o seu próximo showzinho vai ser só pra mim.
- Quer que eu dance só pra você, Gracinha? - Ela ergueu uma sobrancelha e pelo tom tinha gostado da ideia mais do que eu poderia imaginar.
Eu a puxei para mais perto, sentindo o calor da pele dela através da pouca roupa. O perfume parecia já estar impregnado em mim, na minha roupa, na minha alma. Sem pensar muito eu levantei o top dela, expondo a sua pele para mim e abri o botão e o zíper do short, que caiu aos seus pés.
Ela estava totalmente entregue enquanto eu beijava a sua pele e apertava o seu corpo contra o meu. Enquanto a minha boca viajava da boca dela até os seios perfeitos para sentir os mamilos rígidos em minha língua, as minhas mãos desceram pela sua cintura até encontrar o tecido delicado da calcinha, percorrendo todo o tecido, sem tirar a peça do lugar, apenas sentindo o calor e a umidade dela que passavam pela delicada peça na ponta dos meus dedos.
Ela deu um gemido baixinho e foi como um incentivo, eu afastei o tecido e senti a sua delicada pele ali, seu sexo quente e molhado quase me levou ao desatino. Eu aproveitei cada segundo daquela sensação deliciosa de sentí-la tão intimamente. Meus dedos escorregaram pelo seu sexo num movimento de vai e vem lento, os gemidos dela ficaram mais altos e eu acalei com a minha boca, enquanto sentia meus dedos escorregando pela sua umidade, até que ela estremeceu e o seu gemido abafado pelo meu beijo foi quase um grito.
Eu estava pronto para enrolar as pernas dela no meu quadril e me perder no seu corpo. Meu membro chegava a doer de necessidade. Eu queria esquecer tudo. Mas a responsabilidade e o medo de perder o controle e antecipar o que prometi ser especial no fim de semana me fez parar antes que eu não conseguisse mais pensar.
Eu a abracei firme e a mantive contra o meu peito enquanto ela se recuperava do prazer que a minha provocação furtiva a proporcionou. Quando ela conseguiu se firmar nas próprias pernas outra vez, eu a beijei com carinho e coloquei cada peça de roupa no seu devido lugar. Saindo do depósito com ela antes que eu resolvesse testar a resistência da pilha de caixas de tequila também.
Quando eu a deixei em casa já passava das duas da manhã. O beijo de despedida no carro foi uma tortura.
- Me explica de novo porque você não vai ficar comigo hoje? - Ela perguntou na porta do apartamento dela.
- Porque se eu ficar, Gi, eu não vou resistir e vou estragar os nossos planos para o fim de semana. E eu preciso fazer isso do jeito certo, você merece.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...