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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 208

"Enzo"

A Marta e eu estávamos em frente ao portão do confeiteiro. Muros altos, portão fechado e uma placa de fundo bege com letra marrom bordada "Toque de Doçura" com um brigadeiro desenhado. Era só isso, sem mais informações. Eu toquei o interfone e me identifiquei assim que uma voz masculina atendeu.

O portão foi aberto e nós entramos, passamos por um pequeno jardim de grama bem cuidada e pequenas flores em tons variados de rosa e branco. A casa não parecia muito grande, um único andar, pintada de branco, duas janelas largas de vidraça com floreiras, uma de cada lado da porta de madeira com vidros quadrados emoldurados. Sobre cada janela e sobre a porta, havia um toldo em estilo antigo, marrom com a impressão da placa que ficava no muro.

Dentro estava iluminado, havia uma mesinha com quatro cadeiras sob cada janela e no fundo um balcão de vidro iluminado com uma variedade de bolos e doces. As paredes brancas tinham desenhos de bolos e doces e frases fofas, tudo em marrom. Era bonito, cativante e discreto.

- Boa tarde, Enzo e Marta. É um prazer recebê-los. - Um homem sorridente, um pouco mais baixo do que eu e com cabelos pretos muito curtos, usando uma dolmã branca com a logo do negócio nos cumprimentou. - Eu sou o Dimas.

Depois de cumprir todas as formalidades ele nos direcionou a uma das mesas e ofereceu uma bebida. Antes de falar sobre bolos, ele fez várias perguntas sobre a moça que tinha me indicado, o que me indicava o quanto ele era cuidadoso.

- E eu falei para a vó Marta, que nós tínhamos que conseguir um dos seus bolos para o aniversário do vovô. - Eu finalizei depois de contar que conheci a moça porque ela namorava um amigo meu e os bolos dele eram o sucesso das festas dela, exatamente como havíamos combinado.

- Ah, o Romeu adora bolo, então você já imagina, o bolo é o convidado principal da festa. - A Marta fez um gracejo e o Dimas deu uma risada.

- Bom, então eu tenho que fazer o bolo mais especial da minha vida.

O Dimas era gentil e educado, atencioso e nos deixava muito confortáveis. Era o tipo de profissional que a minha mãe qualificaria como a "jóia da coroa", refinado, encantador e se importava com o trabaho, a entrega e o cliente.

Nós passamos a hora seguinte falando de sabores de bolos, recheios e vendo o album de fotos do trabalho dele. Depois ele nos ofereceu vários sabores de bolo para experimentar e era um mais delicioso que o outro. Eu não conseguia entender, o cara tinha um dom, por que se esconder?

- Sinceramente, Dimas, você deveria expandir os negócios. É o melhor bolo que eu já provei na vida. - Eu comentei e ele sorriu.

- Ah, Enzo, seria bom, mas eu sou casado e preciso dedicar tempo a família. - Ele respondeu com um sorriso.

- Que bonito! Sabe, meu Romeu também dedica tempo a família. Acho que esse é o segredo dos casamentos que duram. - A Marta respondeu gentil.

- Concordo com você, Marta. - O Dimas sorriu.

- E sua esposa trabalha com você? - A Marta perguntou com aquele sorriso maternal.

- Sim, ela me ajuda a produzir essas delícias. - Ele sorriu de forma carinhosa, dava para perceber que a esposa era importante para ele.

- Ah, eu adoraria conhecê-la! - A Marta se adiantou. Essa senhora não perdia tempo.

- Quem sabe um dia?! - Ele respondeu e o sorriso murchou um pouco. - É que a minha esposa sofreu um acidente uns anos atrás que deixou algumas marcas, então ela não se sente confortável em ser vista.

- Lamento muito! Acidentes mudam a vida de qualquer um. - A Marta colocou a mão consoladora sobre a dele. - E vocês têm filhos?

- Não, decidimos não ter filhos, devido a situação da minha esposa. - Ele explicou e a Marta tratou de levar a conversa para temas menos cortantes antes que ele se fechasse.

Nossa visita ao ateliê demorou muito mais do que o convencional, a Marta tinha uma habilidade incrível de entreter e manter uma conversa agradável. Ela era uma anfitriã nata, aquele tipo de pessoa que salvava qualquer evento do tédio ou de qualquer situação constrangedora. Enquanto o Dimas traçava numa prancheta esboços de bolos e ia aperfeiçoando a idéia, ela o mantinha sorrindo e despreocupado.

Mas durante todo aquele tempo não havia nenhum sinal da tal esposa. Era claro que eles moravam na parte de trás da casa, havia duas portas na parede do fundo uma de cada lado do balcão, uma dava acesso a casa e estava fechada e a outra dava acesso a um banheiro para uso exclusivo dos clientes. O negócio era bem, pensado para proteger a privacidade do casal, mas isso só me deixou mais curioso sobre a esposa.

Com todo o bolo planejado, eu ainda encomendei alguns doces e fiz o pagamento do sinal, mesmo com a Marta protestando, mas o Dimas sorriu incentivando a minha iniciativa e a Marta teve que aceitar. Não seria um bolo barato, mas valia cada fatia e a Marta ainda ganhou uma caixa com alguns doces, porque ela realmente tinha encantado o Dimas. Quando estávamos de pé nos despedindo, uma mulher numa cadeira de rodas irrompeu pela porta.

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