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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 215

"José Miguel"

Eu estava ansioso com muitas coisas ultimamente e me livrar da Carmem nem era o que mais me deixava ansioso, porque afinal eu só ia expurgá-la da minha vida de uma vez por todas e não tinha a menor chance disso não acontecer, ainda mais agora que o Matheus tinha conseguido trazer o Mauro para o nosso lado.

Mas o que estava realmente me deixando nervoso e inquieto era o que eu tinha preparado para essa noite com a minha Evita. Era uma surpresa, uma das grandes e eu só esperava que ela gostasse. Eu preparei tudo muito rápido depois que nós visitamos aquela casa bem ao lado da casa do Matheus e ela realmente se encantou por ela. E eu também senti, era o nosso lugar, o lugar onde eu queria passar a minha vida com a mulher que eu amava.

- O que vocês fizeram no portão? - Eu perguntei quando o Érico me recebeu no portão da casa deles, que agora tinha um reforço nítidop na estrutura e travas que o mantinham muito mais robusto.

- Ah, você ainda não sabe. - Ele coçou a nuca. - Entra, José Miguel.

- O que aconteceu? - Eu perguntei já sentindo a preocupação crescer dentro de mim. - A Eva está bem?

- Falando de mim, Rossi?

Ela apareceu na porta usando um vestido azul royal transpassado, amarrado na lateral com um laço e de mangas compridas. O vestido formava um bonito vê no decote e o comprimento ia até o meio da coxa. Era fluido e leve, mas o laço marcava sua cintura e o decote evidenciava seu busto perfeito. Seu cabelo estava meticulosamente penteado em ondas que caíam pelas costas e a maquiagem leve a fazia brilhar. E tudo estava arrematado por uma sandália também azul, de salto alto e tiras finas que desenhavam um tipo de arabesco sobre o pé dela. Ela estava ainda mais linda! Por um momento eu me esqueci de respirar.

- Minha nossa, Evita, esse homem vai infartar e a culpa vai ser sua. - O Érico brincou e deu um tapa pouco delicada nos minhas costas. - Está tudo bem aí, Rossi?

- Está tudo ótimo! Como não estaria? Olha para a sua irmã, ela é a mulher mais linda do mundo! - Eu respondi completamente fascinado por ela.

- É muito amor envolvido. - O Érico riu, enquanto eu caminhava em direção a Eva.

- Oi, amorzinho! - Eu me aproximei e dei um beijo suave nos lábios dela. - Você é lindíssima!

- Você também não é nada mal. - Ela brincou, com os braços passados pelo meu pescoço.

Eu entrei e cumprimentei todos ali e me surpreendi ao ver o Julio ali outra vez. Mas ele estava se enturmando com os irmãos da Eva, era amigo do Enzo e meu também. Depois de ouvir sobre como o Leon foi o babaca do dia mais uma vez e sobre as aventuras do Enzo e da Marta na confeitaria do Dimas, eu estava um pouco mais preocupado do que quando eu cheguei. O Leon não deixaria a Eva em paz tão facilmente, então era melhor que eu a tirasse do alcance dele logo e o fato de a esposa do tal Dimas ser uma cadeirante com o rosto cheio de marcas, era uma coincidência estranha. Eu não pude deixar de lembrar das loucuras que a Carmem disse nas duas vezes em que confrontou a Eva. Mas eu não ia deixar aquilo estragar a minha noite.

- Vamos, amorzinho? - Eu chamei e ela sorriu concordando.

Nós nos despedimos e quando eu entrei ao lado dela no carro eu me virei para olhá-la e passei a mão no seu rosto.

- Você está especialmente linda hoje! - Eu falei e o rosto dela se iluminou.

- E você ficou preocupado com o que ouviu lá dentro. - Ela comentou depois de um minuto. Ela já me conhecia bem.

- Sim, eu fiquei preocupado. Mas essa noite não. Essa noite eu vou levar o meu amorzinho para jantar. Eu tenho uma surpresa para você! - Eu sorri e ela se animou.

- O que é? Não se faz surpresa para uma curiosa. Anda, vai, me conta, o que é? - Ela pulava no banco como uma criança esperando o natal.

- Você vai ver, se acalma. - Eu dei um beijo no seu rosto e liguei o rádio, nossa trilha sonora tocando. - Aproveite o passeio. - Eu falei ao colocar o carro em movimento.

- Você não vai contar. - Ela reclamou e eu ri, balançando a cabeça.

- Amorzinho, o Julio se deu bem com seus irmãos, não é mesmo?! Especialmente o Érico. - Pelo canto do olho eu a vi me olhar como se eu fosse um tolo.

- Você é tão inocente, amorzinho. - Ela brincou e eu me virei para olhá-la por um breve momento. - José Miguel, você não se deu conta?

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