“José Miguel”
Eu acordei praticamente em cima da Eva, meu braço sobre ela, a segurando bem agarrada ao meu corpo, minha perna entre as dela, e nossos rostos virados um para o outro, tão perto que eu praticamente não precisava mover minha cabeça para beijá-la. Ela tinha ficado. E eu tive mais uma noite sem pesadelos.
Ela se mexeu suavemente debaixo de mim, sua mão subiu pelas minhas costas me causando um arrepio delicioso e suas palpebras tremularam. Antes de abrir os olhos, um pequeno sorrriso floresceu em seus lábios.
- Bom dia! Eu sou tão assustadora assim pela manhã que você está paralisado de medo? – Ela brincou e se virou mais pra mim, se aconchegando no meu corpo.
- Você sabe que é linda, Eva! Eu estou paralisado, mas não é de medo. – Eu respondi sem pensar, perdido observando tão de perto cada detalhe do rosto dela.
E aí ela me beijou, sem que eu esperasse ela outra vez tomou a iniciativa e me beijou. Um beijo macio e quente, seus dedos emaranhando no meu cabelo e me puxando para ela, sua língua tomando conta da minha boca e me provocando, me fazendo desejar mais.
Flashes da noite de sexo quente e delicioso que ela me proporcionou voltaram a minha mente e eu me lembrei das suas palavras “vou fazer você se lembrar dessa noite e querer repetí-la”. E ela conseguiu, porque eu já queria repetir tudo aquilo e sentir o seu corpo vibrando com o meu outra vez.
A Srta. Sanchez parecia ter muito poder sobre mim e parecia conseguir ler a minha mente, porque ela tomava as iniciativas certas, nas horas certas e sabia exatamente o que fazer para me deixar desesperado por ela, ela sabia exatamente do que eu precisava.
Ela me pegou desprevenido, distraído com aquele beijo que roubava de mim a capacidade de me lembrar que eu não podia estar com ela. E num giro rápido ela nos virou, ficando sobre mim, serpenteando aquele corpo tentador sobre o meu e mandando pra longe os meus pensamentos sobre eu não dever estar ali com ela. Meu corpo respondia a cada toque dela como se fosse seu escravo e a minha mente se esvaziava completamente para ser tomada unicamente por ela.
Ela se sentou sobre mim e, sem desviar os olhos dos meus, deslizou o meu membro em sua intimidade, me fazendo sentir todas aquelas sensações de estar vivo, me fazendo desejar voltar a viver como um ser humano normal e não como um morto vivo.
- Você é linda demais, Eva! – Eu sussurrei e segurei a sua cintura, enquanto ela começou a se mover sobre mim.
- E você é uma delícia, Sr. Rossi! – Ela arfou enquanto encontrava o ritmo certo entre nós.
Seus movimentos eram perfeitos e ritmados, sua expressão era de puro deleite e a deixava ainda mais linda. Meu coração estava disparado no peito, eu a sentia com uma intensidade que era totalmente nova para mim. E quando os movimentos dela aceleraram ainda mais, eu a virei sobre a cama e assumi o controle, recebendo dela um sorriso de pura luxúria.
Eu a penetrei profundamente, senti todo o seu calor, o seu aperto, o seu desejo. E senti exatamente o momento em que ela se entregou ao prazer, chamando o meu nome e cravando as unhas em minhas costas, me enlouquecendo um pouco mais e me levando tão alto que eu me senti em queda livre no momento em que encontrei a minha libertação no corpo dela.
Nossas respirações estavam aceleradas, nossos corpos suados e eu ainda estava dentro dela, havia um calor que se espalhou por todo o meu corpo, aquela sensação de que o gelo em minhas veias havia se derretido e eu pensei que essa era a melhor sensação que eu já havia sentido com alguém e que o corpo dela era o melhor lugar do mundo para mim.
- Que bom que você ficou! – Eu comentei com um sorriso e a testa colada na dela.
- Também acho, acordar com você é gratificante! – Ela sorriu e me fez rir.
Eu nem me lembrava de qual tinha sido a última vez que eu havia acordado de tão bom humor, a última vez que eu sorri pela manhã. O que essa mulher tinha que era tão especial?
Mas aquela mulher sabia como encantar um homem, ela simplesmente montou em mim, me pegando completamete desprevenido, entrelaçou os braços no meu pescoço e começou a dar beijos leves em minha boca.
- Um ridículo totalmente fofo! – Ela falou enquanto me beijava. – Eu gostei da sua versão bêbado e atrevido.
- A atrevida aqui é você, tem mais três cadeiras em torno dessa mesa. – Eu brinquei com ela e recebi o seu sorriso de quem não estava nem aí para o que eu tinha dito.
- Quando eu passar por aquela porta, você vai dizer que temos um acordo de esquecer o que aconteceu, não é? – Ela perguntou e eu fiz que sim, sentindo um gosto amargo na boca que não tinha nada a ver com o café. – Então, enquanto eu estiver aqui dentro, eu vou aproveitar ao máximo tudo o que você quer que eu esqueça depois.
E como se ela tivesse dado uma ordem ao meu corpo, minhas mãos ergueram a saia do seu vestido, sabendo que a calcinha não estava ali, eu a levantei só o suficiente para libertar o meu membro da cueca, segurei a sua cintura, enquanto ela se equilibrava e me possuia outra vez, me olhando de cima como se me dissesse que eu estava totalmente fodido por ela.
No fim da manhã, depois de outro banho que me deixou de pernas bambas, eu levei a Eva em casa e quando eu abri a porta o carro para ela descer eu segurei a sua mão por um breve momento.
- Obrigado por ter ficado! – Eu sussurrei e ela abriu um sorriso estonteante.
- O prazer foi nosso! – Ela respondeu atrevidinha, me arrancando mais um sorriso e se inclinou para sussurrar no meu ouvido: - Agora vai lá e tenta esquecer o que aconteceu, Sr. Rossi!
Foi uma clara provocação, seguida de um beijo delicado no meu rosto. E depois disso, ela me deu as costas e antes de entrar em casa, ela se virou com um sorrisinho no rosto e acenou para mim. Me deixando para trás completamente atordoado. Que mulher atrevida! Atrevida e incrivelmente linda!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...