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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 227

"Eva"

Eu tinha finalmente voltado para a empresa e foi como se eu nunca tivesse saído. Todos me receberam com sorriso e abraços, dizendo que era bom me ter de volta. Aquilo era mais do que eu esperava. O José Miguel me acompanhou até a minha sala. O sorriso dele era maior que o meu.

- É muito bom ter você de volta, amorzinho! - Ele me abraçou antes que eu pudesse me sentar e me deu um beijo que fez as minhas pernas fraquejarem.

Mas antes que eu pudesse perder a compostura nós ouvimos uma batida na porta, que logo foi aberta e dois grandes sorrisos nos encaravam, satisfeitos de terem nos pego no flagra.

- Eu te disse que não era para abrir, tio! - O Enzo reclamou com o Heitor, que riu.

- Deixa de ser chato, garoto, que graça tem ter um casal de namoradinhos no escritório se nós não os pegamos em situações constrangedoras? - O Heitor respondeu para o sobrinho e entrou sorrindo, com um arranjo de flores em mãos que ele deixou sobre a minha mesa. - Evita! Que alegria ter você de volta! As flores são para alegrar o seu dia, já que você já é enfeite suficiente para esta sala.

O Heitor me cumprimentou com o um beijo no rosto e o Enzo o empurrou, deixou outro arranjo de flores sobre a minha mesa e me deu um abraço de urso.

- Bom te ter de volta, musa! - O Enzo me deu um beijo na testa e foi a vez do José Miguel empurrá-lo.

- Solta o meu amorzinho, já abraçou demais! - O José Mighuel brincou e os outros dois riram o chamando de "ciumento" num coro só.

- Eva, eu tenho certeza de que você já conhece todas as mudanças da empresa e sabe que não será incomodada de novo. Sendo assim, eu só vim lhe dar as boas vindas mesmo e dizer que, se por algum acaso, alguém lhe causar problemas de novo, não pense duas vezes, venha diretamente a mim. Mesmo que tenha sido o Rossi a te incomodar.

- Obrigada, Heitor, pelas boas vindas, pelas flores e por ter sido tão atencioso com o meu caso. - Eu respondi e ele segurou as minhas mãos.

- Era minha obrigação não permitir que aquilo acontecesse, Eva, de modo que o mínimo que eu podia fazer era corrigir aquele erro. Mas, além de ser o chefe, conte comigop como um amigo. Acredito que o Rossi vá permitir que os velhos amigos voltem a se aproximar. - O Heitor olhou de canto de olho para o José Miguel.

- Eu nem deveria tê-los afastado, então agradeço por você estar de volta. - O José Miguel o cumprimentou.

- Ótimo, então agora vamos tomar um café, já que a minha assessora vai demorar a chegar hoje. - O Heitor chamou e os dois saíram conversando.

- Como você se sente em estar de volta, Evita? - O Enzo perguntou quando ficamos sozinhos.

- Como se nunca tivesse saído. - Eu sorri para ele e confessei: - Eu senti saudade disso aqui. Senti saudade do trabalho, de ser útil,ter uma ocupação.

- Bom, já que é assim, senta, garota, vou te atualizar.

O Enzo passou por mim e puxou a cadeira para que eu sentasse, depois se sentou em minha frente e começou a me atualizar sobre o trabalho. Eu descobri que ele tinha ajudado o José Miguel muito durante a minha ausência e que a minha mesa não estava atolada de papéis graças a essa ajuda.

Ele tinha inclusive conseguido zerar a minha caixa de e-mails e me explicou que a Melissa tomou providências para que os e-mails fossem filtrados, só alguns poucos funcionários poderia me mandar e-mails e todos os outros agora eram encaminhados para a Sara, a secretária do andar, que passou a fazer a triagem dos e-mails e me enviaria apenas o que fosse realmente necessário que eu respondesse. Nós trabalhamos por um bom tempo e, depois de me passar tudo, ele foi para a sala dele.

Depois que fiquei sozinha na sala eu mergulhei no trabalho, as coisas estavam fluindo de forma muito mais suave que antes sem o caos daqueles incontáveis e-mails. E eu trabalhei até receber um e-mail do meu chefe me convocando urgente para a sala dele. Um sorriso me escapou de imediato. Eu peguei a minha agenda e fui para a sala do José Miguel.

- Me chamou, chefe? - Eu perguntei com um sorriso assim que entrei. Ele ergueu os olhos da tela do computador totalmente sério.

- Srta. Sanchez, entre e tranque a porta, nós temos um assunto sério a tratar. - Ele mandou, com um ar muito profissional, até um pouco mal humorado como era no início e eu estranhei. Era diferente da forma doce como ele vinha me tratando.

- Algum problema, José Miguel? - Eu me aproximei da mesa e apoiei a minha agenda nela.

- Venha aqui, ver na tela. - Ele chamou, ainda sério e eu dei a volta e me abaixei para olhar a tela.

Assim que eu encarei os números na tela ele me puxou para o seu colo e me beijou, sua mão subindo lentamente pela minha coxa, sob a minha saia, enquanto o outro braço me mantinha firme contra o peito dele. Quando os dedos dele alcançaram entre a minhas pernas eu estremeci.

- Que pena, você se lembrou da calcinha hoje! - Ele declarou, ainda com os lábios brincando com os meus e eu ri.

- Desculpe pela minha falha, chefe. Não vai se repetir. - Eu garanti e ele sorriu pra mim.

- Você voltou, não vou mais passar o dia todo morrendo de saudade. - Ele sussurrou e voltou a me beijar.

E entre aqueles beijos que aceleravam o meu coração, esquentavam o meu corpo e me causavam arrepios, ele me colocou sentada sobre a mesa e abriu a minha blusa. O desejo estava ali, palpável entre nós e eu sentia falta desses momentos escondidos no escritório, os arroubos de paixão que aquele homem de superfície tão controlada tinha no meio do expediente.

Meus dedos se apressaram em afrouxar a gravata dele e abrir a sua camisa, enquanto ele desfazia o cinto e abria a própria calça sem deixar de me beijar nem por um segundo. Então ele me deitou sobre a mesa e seus dedos escorregaram para dentro da minha calcinha, eu estava pronta para ele.

Mas o tempo não estava pronto para nós. As batidas afobadas na porta e as vozes vindo lá de fora se somavam com o celular dele zumbindo e o telefone sobre a mesa tocando. Era um anticlímax total!

- Você não estaria sentado aí tão tranquilo se não tivesse colocado alguém atrás dela. - Eu falei com as sobrancelhas erguidas.

- Adoro mulher inteligente! - Ele brincou. - E falando nisso, estou com saudade da minha Peste, ela também voltou ao trabalho hoje. Talvez eu precise pensar num jeito dela ser demitida. - Ele fez um beicinho.

- Se meta no trabalho dela e ela te manda para o inferno. - Eu avisei rindo, porque eu tinha a impressão de que o Matheus tinha todos os dedos sujos naquela história das férias da Gabriele.

- Está bem! - Ele respirou fundo e desconversou. - Eu tenho alguém atrás dela e neste momento nós temos dois problemas. O primeiro é que nós não sabemos quem ela vai procurar, mas ela voltou para o hotel como disse a Melissa que faria.

- Isso é que é estranho, porque eu podia jurar que ela estava só me despistando. - A Melissa reclamou.

- Mas ela foi para o hotel e não saiu ainda. - O Matheus confirmou. - Mas, adivinhem quem mais está seguindo a nascida do inferno? - Ele olhou para todos nós fazendo suspense. - A Salma!

- Como é que é? - O José Miguel se curvou sobre a mesa para encarar o Matheus.

- É isso aí, meu amigo. O segurança notou que desde que a Carmem saiu da sua casa tinha um carro a seguindo, além dele, claro. E hoje ele conseguiu tirar uma foto e eu reconheci aquela coisa. - O Matheus mostrou a foto no celular. - Não sei por que a Salma está seguindo a Carmem e nem como ela a descobriu, mas, se essas duas se juntarem, o problema vai ficar muito grande.

- Eu vou resolver isso! - O José Miguel abriu a gaveta, pegou as chaves e carteira e pegou o celular. - Enzo, fica de olho na Eva pra mim. - Com isso ele me deu um beijo e saiu.

- Não se preocupe, eu vou com ele e eu dou notícias. - O Matheus falou comigo e saiu correndo atrás do José Miguel. Eu não estava gostando nada disso.

N.A.:

Olá, queridos... como estão?

Meus lindos, hoje eu estava lendo os comentários e vi que não me enganei, era necessário falar sobre a Carla e o Leon. Seria muito bom se a Carla tivesse deixado o Leon, mas a Carla é um personagem que traduz uma dificuldade muito real para muitas pessoas. Um relacionamento tóxico prende com algemas invisíveis, mas que são dificílimas de soltar. Sair de um relacionamento (de qualquer natureza, tá?!) é naturalmente difícil e uma relação tóxica então, nossa, causa um sofrimento enorme. Então, meus amores, para quem se identificou com a situação da Carla eu quero dizer uma coisa, não se envergonhe, não desista de você e não se conforme em se diminuir para caber num espaço que é pequeno demais para você, você não tem que caber nas expectativas ou necessidades do outro e sabe por que? Porque amor é doação, ele se dá sem pedir nada em troca, você não tem que oferecer sacrifícios para ser amado, não há condição no amor. Contudo, para amar há um pequena condição, você precisa amar a si mesmo antes de amar o outro e isso foi a minha mãezinha que me ensinou, ela me dizia que para amar alguém você precisa saber se amar. Se ame em primeiro lugar. Ela estava certa. Então, queridos, se amem primeiro, isso é fundamental. E, quando entenderem, no seu tempo, que precisam virar o jogo, procurem ajuda. Eu sei que uma rede de apoio às vezes é difícil de estabelecer e pedir ajuda pode causar mais um sofrimento, mas não há nada pior do que estar onde você não se sente bem, onde não se sente amado e valorizado. Ajuda profissional também é importante, necessário para que a gente entenda o processo e se cure. E, talvez, quando você erguer a mão pedindo ajuda, ela venha de onde menos se espera. Eu estou segurando as mãos de vocês!

E para o domingo e todos os outros dias, que todos nós amemos mais a nós mesmos para depois amar mais o outro! Sejam luz e se divirtam pela vida, porque no final, o que realmente importa, é o quanto fomos capazes de amar, sorrir e nos reinventar nas dificuldades.

Beijo no coração, meus lindos!

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