"José Miguel"
A chegada do advogado realmente foi um alívio, a Carmem já estava passando dos limites, parecia não entender que a farsa dela tinha sido descoberta e encerrada. No entanto, eu não me lembrava de nenhum DNA.
- Como é, Dr. Romeu? - Eu perguntei confuso.
- Rossi, eu fiz de forma discreta. Depois de uma conversa com o Matheus eu imaginei que você pudesse precisar. - O Dr. Romeu admitiu. - O Matheus me forneceu um copo usado por você que eu mandei para o laboratório para comparar com os gêmeos. Mas você já sabe que era o pai, apesar de tudo.
- Impossível! - A Carmem riu. - Eu tenho certeza de que não fiz nenhum DNA. Vocês não sabem quem enterraram, nunca vão saber. A Cora...
- A Cora está morta, D. Carmem! Realmente morta! - O advogado confirmou. - A senhora não fez nenhum teste, mas o pai da Cora concordou em fazer. A senhora não tem mais como enganar ninguém. Aqui estão os resultados José Miguel.
Eu peguei o envelope com o advogado e verifiquei o conteúso. Eu senti um grande alívio por finalmente saber que a Cora estava morta, não que eu desejasse a morte dela, mas eu não podia viver com a dúvida e saber que a Carmem agora nãop podia mais me manipular de nenhuma maneira, que não havia mais mentira que ela pudesse contar, isso foi um alívio.
- Bom, Carmem, acabou! Felizmente acabou e eu estou livre de você e de todo o peso que você e a Cora trouxeram para a minha vida. Eu quero você fora dessa casa e fora da minha vida. - Eu a encarei com um leve sorriso.
- Você não pode me descartar assim! Você me deve. Você matou a minha filha! - Ela me acusou mais uma vez, mas as suas acusações já não me afetavam, eram palavras ao vento.
- Nem você acredita nisso, Carmem. - Eu balancei a cabeça. - Eu quero você fora dessa casa. Saia depressa antes que eu decida te denunciar para a polícia e você sairṕa daqui presa.
- Você vai se arrepender, Caridade! Você me traiu! Você não fez o que tinha que fazer. Eu vou sair daqui e vou direto para a polícia. - A Carmem ameaçou.
- Eu cheguei a conclusão, Carmem, que eu prefiro morrer na cadeia do que viver sob o seu domínio. Faça como quiser! - A Caridade respondeu.
- Chega, Carmem. Você já falou demais. - Eu interrompi assim que a Carmem abriu a boca, não permitindo que ela dissesse mais nada. - O segurança vai acompanhá-la para que você faça suas malas e vai te acompanhar para fora dessa casa. É melhor sair depressa ou eu mesmo te arrasto para fora com a roupa do corpo e queimo o que sobrar naquele quarto.
- Como você mudou! Tudo culpa da messalina. - A Carmem respondeu com toda a amargura que tinha.
- Por favor, acompanhe essa senhora e se ela enrolar, pode jogá-la na rua. - Eu pedi ao segurança que já estava ao lado da Carmem.
A Carmem se virou e saiu da sala bufando, enquanto todos os outros acompanhavam tudo em silêncio. Eu me virei para a Caridade e o Dimas.
- Eu devo desculpas a vocês. - A Caridade abaixou a cabeça. - Eu sei que o Dimas já explicou o que aconteceu. Eu tenho muita vergonha por ter participado disso. Me desculpe, Eva, pelas coisas que eu disse e por te causar problemas.
- Olha, tudo o que eu te disse foi porque eu pensei que você era a Cora. Eu não a conheci, mas as coisas que ela escreveu nos diários são suficientes para que eu tenha certeza que ela era uma pessoa má. Aquela mulher não tem perdão nem depois de morta. Me desculpe, como eu disse, não foi nada contra você.
- Eu entendo, Eva. - A Caridade deu um meio sorriso. E aquele dia no hospital, José Miguel... - Ela fungou. - Aquilo foi muita maldade e eu sempre me arrependi de ter feito aquilo com você. Se puder, um dia, me perdoe.
- Foi muito errado, Caridade. Foi tudo muito errado. Que bom que você entende isso. Eu sofri anos por causa daquela conversa. Eu fui enganado, manipulado. Mas a culpa não foi sua, afinal eu podia ter escolhido seguir em frente, mas eu escolhi ficar com a dor e a culpa. Eu demorei a racionalizar tudo o que aconteceu naquele dia. - Eu estava dividindo o erro com ela, porque era o justo, porque no fim, fui eu quem escolheu o caminho a seguir.
- Não entendi nadinha, ainda! - A Eva murmurou ao meu lado.
- Te conto em casa, amorzinho. - Eu a abracei e dei um beijo em sua testa.
- E agora, José Miguel? - O Dimas perguntou aflito e eu conhecia a preocupação dele.
- Dimas, esse é o Dr. Romeu, ele vai cuidar do caso da Caridade. Eu não vou prestar queixa sobre o que aconteceu aqui, então vocês só precisam se preocupar com o caso do incêndio. Pode confiar no Dr. Romeu e não se preocupe com os honorários dele, será por minha conta. Entendam como um agradecimento por vocês terem decidido falar a verdade. - Eu me adiantei.
- Fiquem tranquilos, pelo que o José Miguel me falou, nós temos boas chances. - O Dr. Romeu sorriu para eles, que pareceram respirar aliviados.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Amor irresistível: O segredo do chefe
Porque não liberaram mais capítulos depois do 251?...